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Mãe de pré-adolescente

11-anos-L

Quando a gente se torna mãe, não imagina que o filho vai crescer. Os pensamentos são invadidos por fofurices, dobrinhas, gargalhadas espontâneas, o indicador embrulhado por dedinhos delicados. Primeiros passos, comidas novas, descobertas incríveis. Os primeiros anos de uma criança são magia pura, um turbilhão de acontecimentos, o desabrochar diário daquela criaturinha. A gente se emociona com a primeira palavra, o primeiro dente, a primeira festa de aniversário. Nesse tempo, a gente não pensa que as novidades vão continuar aparecendo depois dos cinco anos. A gente não consegue nem pensar no filho com mais de cinco anos, pra ser sincera.

Todas as revistas de mãe parecem focar somente nesses primeiros anos da vida das crianças. Pra mãe de primeira viagem, principalmente, toda dica é bemvinda. A estreia nesse mundo louco que é a maternidade vem junto com muitas dúvidas, incertezas. Toda mãe novata tenta se preparar de uma forma ou de outra pra chegada do filho. Lê tudo que vê pela frente que possa ajudá-la nessa nova tarefa de criar um ser humano. Conversa incessantemente com outras mães com filhos da mesma idade, com filhos maiores, pra saber o que vai acontecer depois. Observa atentamente todos os sinais, preocupa-se se o filho não se encaixa em tal ou tal padrão de desenvolvimento.

Aí vem outro filho, e a gente percebe que maternar (licença poética para neologismos, por favor) está longe de ser aquele bicho de sete cabeças que nos amedrontava anos antes. A gente já liga no piloto automático e vamos empurrando com a barriga, já mais serenas (ou desligadas mesmo, você escolhe) e já não faz diferença se o caçula não fala 150 palavras com dois anos, o resfriado é tratado em casa mesmo sem precisar visitar a emergência do hospital assim que o termômetro marca 37 graus. Continue reading Mãe de pré-adolescente

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