O primeiro tombo de esqui a gente nunca esquece

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Em março, depois de cinco anos morando no Canadá, fomos esquiar pela primeira vez. Eu tinha comprado um desses cupons de desconto para o passe de esqui da montanha Seymour e estava quase pra expirar (não é sempre assim com esses cupons?). Eu quase desisti porque era naquela época em que eu estava louca com os trabalhos do curso, mas resolvemos aproveitar o cupom faltando 3 dias para expirar. O marido pegou um dia de folga no trabalho numa quinta-feira, deixamos as meninas nas escolas e fomos passar o dia na montanha.

Esquiar é caro pra caramba. Tem o ingresso de acesso à montanha, que vale pro dia todo. Tem o aluguel do equipamento. Se não fosse o desconto, provavelmente a gente ainda não tinha esquiado. E não que tivesse saído baratinho não, mas já estávamos lá, o negócio era aproveitar. Eu, que nem queria fazer aula, acabei dando o braço a torcer com a sugestão do marido. As dezenas de dólares extras que gastamos com a aula inicial foram super bem investidas!

Antes da aula, colocamos os esquis e tentamos andar pela base da montanha pra ter uma noção. Gente, como é difícil ficar de pé naquilo! E quando você cai, é praticamente impossível levantar sem tirar o esqui!

Pegamos um professor super bacana, neozelandês, super fera no esqui. O cara esquiava até de costas, na descida! Como eu disse, a orientação do professor foi fundamental pra gente aproveitar bem a brincadeira. Porque quando você tá na descida, sai de baixo! Na aula a gente aprendeu a reduzir a velocidade virando os pés pra dentro, fica mais fácil de frear dessa forma também. E aprendemos a fazer curva na descida: o segredo é não olhar pro pé, mas sim pra direção onde você quer ir e o corpo segue o seu comando. Impressionante como essa dica funciona!

No final das duas horas de aula, eu já estava super confiante descendo a montanha mais bobinha da estação. Tão confiante que topei ir com o professor na outra rota, que era um pouco mais íngreme. E deu medo. Eu lá, toda tensa, tentando não ficar no meio do caminho de quem vinha voando na pista. Quase no final da descida, não teve jeito, eu tombei feio, no meio do caminho. Quem disse que eu conseguia sair do lugar? Nem tirar o esqui eu conseguia! Eu só ria! Uma moça parou pra me ajudar a levantar e consegui terminar de descer.

Depois da aula, ainda ficamos lá um tempo, subindo e descendo, rindo com a neve batendo na nossa cara. Muito gostoso! E a montanha era só nossa! Dia de semana, tudo vazio! Fizemos aula só nós dois e mais uma menina de 14 anos.

Aqui tá a prova da minha proeza e destreza no esqui:

Na volta pra casa foi que nos demos conta de como o esporte exige de você fisicamente. Não conseguia nem sair do carro depois, de tão dolorida! Fiquei com o corpo doendo ainda por mais 2 dias, até meu polegar doeu (de tanto destravar o esqui do pé, ô negócio duro!). Mas ó, tudo de bom! Pena que é tão caro!

Sobre Ana Paula

Jornalista e escritora carioca expatriada em Vancouver, no Canadá.

Comentários

  1. Que legal!! Eu tive a mesma sensação: a gente não percebe o quanto se esforça, mas vale muito a pena, né?
    Não sei se aí em Vancouver tem, mas quando estava em Montréal comprei um pacote com uma agência e consegui um preço bom. Vai todo mundo junto de ônibus, mas chegando na montanha cada um fica livre para fazer o que quiser.
    Beijoss

  2. Legal, Ana! Eu esquiei em janeiro deste ano, perto de Hamilton (Ontário).
    Achei fantástico! Foi a melhor coisa que fiz por lá…
    Mas nós esquiamos com aquelas varetinhas nas mãos…
    Dá uma sensação de liberdade!

    • Ana Paula disse:

      O professor disse que era pra esquiar sem a varetinha, que a gente tinha que concentrar primeiro nas pernas. Depois que estivéssemos acostumados, aí sim poderíamos usar as varetas.

  3. Muito legal, Aninha! Mas vem cá, tem neve assim ainda nessa época? Não era pra estar esquentando aí? Ou a neve é produzida na estação de esqui? Seja como for, lugar lindo e deve ser muito divertido. BJ.

    • Ana Paula disse:

      Isso foi em março, Flavia! Ainda dá pra ver um pouco de neve nas montanhas no fim de maio, mas as estações de esqui já estão fechadas. Elas fecham no início de abril, mais ou menos. É, o inverno aqui é LONGO! hahahaha

  4. Oi Ana, é muito show esquiar e tombos fazem parte! Eu qdo esquiei a primeira vez foi a mesma coisa. Na montanha levinha foi tranquilo, me arrisquei na maior, metade eu desci a outra metade foi tombando de um lado para o outro…rs. Ana, mas vcs esquiam sem bastões? Com o bastão, ele ajuda no equilíbrio e auxilia pra tirar o esqui do pé, deve ser bem mais difícil sem o bastão. Ana, eu via mães com filhos em canguru esquiando, cças pequenas que passavam por mim voando…kkk e eu tentando me equilibrar. Um barato, que sai caro com certeza!!
    Beijos Lu.

  5. hahaha… o seu post me fez lembrar muuuito quando estive aí, desde a aula, a grana, o tombo, a dor, tudo… rs. E assino totalmente as suas recomendações, a aula é essencial – eu que sou uma medrosa de primeira não tive medo e ainda vi a evolução, graças a aula. Eu amei esquiar! Uma pena ser tão caro e as estações ficarem tão longe daqui do Brasil. Ah eu lembro que acordei tão quebrada no outro dia, mas ao mesmo tempo tão feliz que o passeio para Capilano não teve a menor graça, eu queria mesmo era ir de novo pra Whistler! :)

  6. No Canadá como os Canadenses, né, Ana? Sabe que eu não curti nadinha esquiar? Também fiz aula, mas paramos na metade e fiquei só contemplando a vista, que é linda! Quero voltar com as crianças, porque sei que eles vão ser bem melhores do que a mãe e o pai! ahahahhaha

    • Ana Paula disse:

      Tinham umas crianças esquiando lá com a gente, Mic, precisa ver como elas esquiam numa boa, não ficam com aquele medo que a gente fica. Aqui eles dão aula a partir de 3 ou 4 anos, eu acho, mas eu já vi pitotinhos que pareciam ter 2 anos esquiando.

  7. Oi Ana Paula,
    eu sou Joana, moro em Munique na Alemanha e também fui aprender a esquiar só quando vim pra cá. Vou te dizer que é a coisa que eu mais amo de fazer no mundo. Nunca imaginei gostar de esporte nenhum, e do esqui eu acabei gostando. Mas também foi assim: fiz aula, e pista das criancinhas o povinho de 5 anos em 5 minutos já saía descendo em alta velocidade, e eu era (e sou) mais cuidadosa.
    Mas tem esperança mesmo pra quem aprende tarde. Eu tenho vários amigos aqui que aprenderam a esquiar quando tinham 3 ou 4 anos de idade e hoje em dia eu saio pra esquiar com eles. Claro que eles são melhores, mas não é tudo uma competição, não?
    O que eu acho mais legal é que esqui é uma social + esporte. Você pára pra almoçar com os amigos, depois vai tomar um chá, e claro desce as pistas!
    Beijos! =)

  8. E cadê fotos do André nessa aventura?!?!?!

  9. Tereza Fagundes disse:

    Estou te curtindo! Vi todos os vídeos. Beijos da mãe!

  10. Amei demais Ana! um beijo

  11. Só agora? Demorou demais pra levar uns tombinhos na neve. Hehehe. Mas é bom demais.

    E a vida segue…

  12. Oi Ana,
    Também fomos no spring break em uma estação de esqui aqui de Montreal mas no nosso caso estava lotado e não tinha professor disponível. Aí o marido quis me ensinar mas não deu certo não… Não conseguia parar fazendo a tal da pizza e tomei vários tombos, hehehe. Acabei assistindo o marido no ski e o filhote no snowboard (olhando parece tão faaacil). Inverno que vem só volto se for com um professor :)
    Priscilla.

  13. Ei Ana,
    adorei a dica do Dorflex…rsrsrs. não vou esquecer.
    Ainda não me aventurei ( tbém, com 2 bebês em 3 anos, ainda não deu!), mas quem sabe até chegar aos 5 anos de Canadá não conseguimos, né? Ainda temos 1 ano e meio…
    Parabéns pela coragem!
    beijo grande,
    Dani

  14. Poxa, cheguei semana passada em Vancouver, quero ver se consigo ficar até o final do ano pra pegar uma época legal, mas quero fazer snowboard, como ando de skate acho mais bacana. Mas não é por isso que eu deixarei de ter medo de cair, fato! hehehe.

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  1. [...] 2010 36. ir num jogo de hóquei, de preferência dos Canucks – 01/03/11 37. esquiar – 29/03/12 38. participar de uma corrida/caminhada em prol de alguma causa 39. visitar a Vancouver Art Gallery [...]

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