Eu li: Secret Daughter, de Shilpi Somaya Gowda

17/07/2011

in Entretenimento, Livros

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Somer é uma médica americana que sofre problemas de infertilidade. Ela é casada com seu colega de faculdade, Krishnan, que foi da Índia para os Estados Unidos para estudar. O casal decide adotar uma criança, Asha.

Paralelamente, conhecemos a história de Kavita e Jasu, pais biológicos de Asha, a segunda filha do casal. A primeira, também menina, foi morta ao nascer, por ser menina. A mãe não deixa acontecer o mesmo quando descobre que a segunda filha é também menina, e a leva para um orfanato.

Secret Daughter (Filha Secreta) conta a história dessas duas famílias, em passagens intercaladas, e de Asha, a filha adoptada que não se dá bem com a mãe adotiva e quer ir atrás das suas origens e tentar descobrir quem são seus pais verdadeiros.

A leitura é rápida, tranquila. É até um tanto previsível. A impressão que eu tive foi que o tempo passou muito rápido no livro. Ele vai desde quando Somer é recém-casada até Asha ter 20 anos e ir passar 1 ano na Índia pra tentar descobrir quem ela é. 340 páginas que eu li em pouco mais de 1 semana.

Eu achei o livro bem superficial. A autora só arranha na pele das personagens e os conflitos que eles vivem são super previsíveis: a mãe adotiva que tem aversão à cultura indiana, o pai que quer incentivar a filha a viver sua cultura, os pais verdadeiros que saem de um vilarejo no interior pra tentar viver a vida na cidade grande com o filho homem que acaba virando marginal e traficante, a menina que fica encantada com a Índia, a mãe que fica com medo de perder a filha se ela encontra os pais verdadeiros, a menina jornalista curiosa que vai atrás dos pais e se decepciona quando descobre que eles têm um filho e preferiram ele a ela, o casal que briga na ausência da filha, o arrependimento da mãe e a aceitação que a filha viva a própria vida, a reconciliação do casal e da família.

O que eu gostei foi conhecer um pouco mais sobre a cultura indiana. As tradições de família, a comida apimentada e como os ocidentais estranham tanto tempero, a sociedade machista, a pobreza e a riqueza vivendo no mesmo lugar (como uma outra cidade que eu conheço muito bem). Isso foi legal, ver como a menina que cresceu na América aos poucos se acostuma com uma cultura totalmente diferente e no final das contas se vê mais indiana que americana.

O tema de julho do Desafio Literário é “Novos autores”. Mas como eu estou aqui, resolvi escolher uma nova autora canadense. Secret Daughter foi o primeiro romance de Shilpi Somaya Gowda, lançado em 2010 e que entrou pra lista dos mais vendidos no Canadá.

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marina July 18, 2011 at 21:09

Ola Ana , como vai a familia , olha nos dias de hoje os conflitos entre geracoes e culturas, estao mais aflorados. Eu gostaria muito de poder entender o porque de tudo isso, pois no fim das contas somos todos iguais e seres humanos. Li um livro uma vez ” O CACADOR DE PIPAS”, de autor arabe, a historia e toda no Afeganistao, fala das mulheres tratadas como mercadorias, e tambem tem esse problema de dar filhos homens.
La os melhores hospitais sao para os homens, no livro a pobre da moca teve que ter sua filha sem anestesia e com luvas cirurgicas usadas. Ele tem traducao em portugues, muito interessante e triste ao mesmo tempo. A descriminacao e tremenda e nos faz ter indiginacao.
Somos abencoadas por ter nascido em um pais que nos deu a liberdade de expressao, e escolher nosso proprio caminho.
Torco para que tudo isso muito, muito em breve.
Um forte abraco e mande noticias sempre.
Marina – Israel

Cesar July 18, 2011 at 22:50

Eu acho contato com outras culturas, o máximo.

E a vida segue…

Mi Müller July 19, 2011 at 05:51

Ah Ana que legal que tu leu uma escritora daí, mas pena que o livro não tenha explorado toda potencialidade psicológica que a trama proporcionava.
estrelinhas coloridas…

Daniela July 20, 2011 at 16:06

Ana, lê esse aqui: http://migre.me/5jibO
Não é exatamente sobre a cultura indiana, mas é sobre imigrantes indianos e sobre a segunda geração desses imigrantes. Acho que vc vai se identificar em muitas coisas, apesar da diferença de culturas. É um livro ótimo, recomendo!
Bjs!

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