Eu li: A megera domada, de William Shakespeare

14/06/2011

in Entretenimento, Livros

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Resolvi dar uma pausa no Conde de Monte Cristo pra ler o livro de junho do Desafio Literário. O tema do mês é peça teatral. Eu nunca tinha lido uma. Esse negócio de diálogos não é comigo, prefiro uma boa prosa. Mas desafio é desafio, né?

E já que era pra ler uma peça de teatro, nada melhor que uma obra do grande Shakespeare. Eu quis fugir do popular Romeu e Julieta, ou Hamlet. Essas histórias eu já conhecia, claro. Escolhi uma das comédias, A Megera Domada (The Taming of the Shrew). Até na internet tinha o texto completo, mas, purista que sou (ainda não me rendi aos e-books e kindles da vida), fui procurar a obra na biblioteca. Tinham várias edições, de várias editoras diferentes. Fiquei feliz que o livro era fininho. ;) Consegui ler em pouco mais de uma semana. Yes!

A Megera Domada são duas histórias, uma dentro da outra. A introdução se passa numa taverna, onde tem um bêbado que é levado a acreditar que é da nobreza. Os funcionários e outros clientes do bar caçoam do bêbado, dizendo que ele dormiu por 15 anos (!). Um outro fulano o veste com roupas chiques e o leva ao teatro para assistir “A Megera Domada”. Aí entra a segunda parte do livro, que é outra história completamente diferente. É a história de Catarina e Petruchio, a mesma daquela novela da Globo, O Cravo e a Rosa.

Catarina é a filha mais velha de Batista. Catarina é atrevida, rabugenta e espirituosa. Ela tem uma irmã mais nova, Bianca, super doce e meiga, que tem vários pretendentes. Mas o pai não permite que a filha mais nova se case antes da mais velha. Petruchio aceita o desafio de casar com a filha mais velha de Batista, que tem um dote beeeeeem grande, para liberar Bianca para se casar com seu pretendente de escolha. Catarina tenta resistir, mas o pai concede que ela se case com Petruchio (claro, ele está doido pra se ver livre da filha encrenqueira). Catarina acata à decisão e se casa com Petruchio. O marido se mostra ainda mais difícil que a mulher, fazendo-a passar por provações em casa, como falta de comida e sem permitir que ela durma. Ele quase deixa a mulher louca com suas próprias loucuras.

Em paralelo, os pretendentes de Bianca montam uma encenação e troca de personagens para confundir o pai da menina, que tem preferência por um genro mais velho, mas é persuadido a entregar a filha ao pretendente mais rico. O escolhido do pai é na verdade o empregado daquele que ama Bianca, eles trocaram de identidade. Enquanto o empregado faz vez de patrão, o patrão se disfarça de tutor para ensinar a menina e se declara. Os arranjos de casamento são feitos, porém Bianca foge com seu amor e casa escondida do pai.

Na festa do casamento de Bianca, os homens se juntam todos e fazem uma aposta para testar a obediência das mulheres e é aí que Catarina se revela, como uma esposa subserviente e humilde, enquanto Bianca não atende o chamado do marido. Petruchio ganha a aposta. A megera foi domada.

Eu só fui entender tudo depois que li a peça e li as anotações de estudo do livro. Eu achei, sinceramente, bem complicadinho de acompanhar as falas, os personagens e aquela introdução me deixou desconcertada. Até ler as anotações eu não estava entendendo nada a história do bêbado no início do livro. O inglês do livro é bem complicadinho também, inglês antigo, muitas expressões e palavras que eu não conhecia. Ainda bem que tinha um glossário nas páginas opostas.

Foi boa a experiência, mas eu ainda prefiro prosa. ;)

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Cesar June 14, 2011 at 23:01

Eu queria ter a força de vontade pra ler Shakespeare.

E a vida segue…

Claudia June 15, 2011 at 05:47

Oi! Se te interessar, tem o filme do Zefirelli com a Elisabeth Taylor e o Richard Burton. Eu adorei!

Luciane June 16, 2011 at 06:34

Puxa Ana, que coisa boa! Que inveja boa de vc! Gostaria de ter esse prazer pela leitura. Na verdade amo livrarias, lia muito antes de ter filhos, mas agora sei lá, acho que estou fazendo tudo errado, não me sobra mais tempo para ler. Mas, um dia volto…enquanto isso vou curtindo as tuas leituras. Beijos Lu.

Tereza Fagundes June 16, 2011 at 07:24

É bem melhor assistir as novelas. O Cravo e a Rosa foi emocionante e muito divertida. Tudo fica mais fácil quando se lê nos livros mas viver esta realidade é muito mais complicado. Beijos!!!

Elisa June 16, 2011 at 16:36

Oi, Ana!

Eu adoro posts literários! Eu li “Romeu e Julieta” no formato de peça, em uma edição com tradução bem tradicional e, acredito, completa. Amei! Eu gosto de ler em diálogos e com o texto dividido em atos, cenas etc
Em português fica bem mais fácil também mas a verdade é que o vocabulário realmente não é muito acessível. Mas amei, amei, amei. Foi uma experiência de leitura marcante . Eu gosoto mais de tragédia e espero conseguir ler mais nesse formato. Ultimamente não tenho encontrado tempo, muito mal para ler jornal!!!!
Ah, a Leila está comprida e falando muito.
Saudades
Beijos

Dani Alencar June 22, 2011 at 19:44

Essa história é uma gracinha… eu nunca li a original, mas conheço a história pelo filme “10 coisas que amo em você” que conta exatamente a mesma história, contudo no contexto atual dos adolescentes… um filminho água com açúcar daqueles que são meus preferidos.

Adoro como as histórias do Shakespeare são totalmente adaptáveis através dos anos. Esse desafio literário é uma graça, se eu estivesse no pique pra voltar a ler assim…

Vivi June 30, 2011 at 11:41

Muito bom ler a sua opinião…dá vontade de ler. Fora que foi um desafio e tanto o seu. :)

Beijocas

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