Continuando o post sobre as curiosidades do Canadá, agora com acentos.
No trânsito:
* Se o sinal está fechado e você vai entrar à direita, você pode passar (claro, se não tiver nenhum pedestre passando).
* Há pistas determinadas para entrar à esquerda (em cruzamentos). Se você está nesta pista, DEVE virar à esquerda. Acho isso a coisa mais óbvia do mundo e ajuda porque não fica aquela fica de carros esperando o carinha lá da frente entrar à esquerda.
* A maioria dos carros são automáticos, só têm acelerador e freio.
* Os ônibus andam somente na pista da direita e têm a preferência se precisam mudar de faixa. Em alguns lugares, a pista da direita é exclusiva para ônibus e veículos que têm mais de 2 ou 4 pessoas. Se um guarda te pegar sozinho nesta faixa, é multa na certa.
* Pela cidade há parquímetros instalados nas calçadas, onde você pode estacionar. Você tem que colocar moedinhas pra pagar o estacionamento. Se passar do tempo que você pagou, você deve colocar mais moedas. Eu já levei multa porque deixei o carro além do tempo que tinha pago.
* Pode parecer preconceito, mas cuidado com os chineses. Eles são péssimos de volante. Não é à toa que o seguro de carro aqui em Vancouver é um dos mais caros do país.
* Nos postos de gasolina, você mesmo abastece seu carro. Em pouquíssimos casos você acha um frentista.
No shopping:
* Nas lojas de sapatos, os vendedores não vêm até você trazer teu número, com algumas exceções. Na maioria das lojas, você anda por corredores cheios de caixas com os modelos disponíveis em cima das pilhas de caixas. Você procura o seu número, prova e leva os sapatos no caixa pra pagar.
* O mesmo acontece na maioria das lojas de roupas. Os funcionários da loja ficam no caixa e só te ajudam se você pedir ajuda. No mais, você procura os modelos, os tamanhos, prova e vai direto no caixa.
* O preço que você vê nas etiquetas não é o preço final. No caixa eles adicionam os impostos, assim como nos Estados Unidos. O legal é que você sabe o que está pagando de impostos e o que está pagando de mercadoria.
* Há poucos shopping centers como nós conhecemos no Brasil. A maioria são pequenos centros comerciais espalhados por toda cidade, ao céu aberto.











{ 16 comments }
Oi Ana, gostei das curiosidades. Esta faixa especial para ônibus foi implementada aqui há uns 2 anos e tem dado super certo.
Sobre as lojas, eu particularmente prefiro olhar à vontade, mexer..então acho que gostaria de ir às compras aí =D
Beijo
Nada contra vendedores, mas é tão melhor olhar, olhar e se não gostou ir embora na boa. É tão chato quando vc pede pra pessoa descer a loja inteira e não leva coisa alguma! Prefiro o esquema daí. E dos impostos também. Não fazem isso aqui no Brasil pq senão todo mundo ia ficar revoltado, dependendo do produto, pagamos 200% (as vezes até mais!)do valor!
Eu também DETESTO aqueles vendedores que ficam no teu pé perguntando se quer provar alguma coisa… prefiro o esquema daqui.
Eu também acho esse esquema de lojas melhor do que o daqui…poder olhar experimentar e se não gostar não ficar com alguém atrás de vc com cara de quem não vendeu nada!
E conta Ana, não existe empregadas domésticas por ai? Qual o motivo maior? O valor?
Beijos Lu.
Lu, existir, existem, mas é muito caro. Todo trabalhador aqui ganha relativamente bem. Não é porque temos mais instrução que ganhamos mais. Com isso eu quero dizer que uma empregada ganha mais ou menos o mesmo que eu ganho por hora. Então, pra eu poder contratar alguém, eu tenho que ganhar muito mais. Só os que são mais abastados, por assim dizer, podem contratar serviços de empregada. E aqui não existe essa de diarista, você contrata o pessoal de limpeza por hora. Uma amiga já veio aqui em casa algumas vezes, ela trabalha com limpeza. Ficou de 2 a 3 horas somente. É normal num dia elas cobrirem 3 ou 4 casas. O imigrante comum, que chegou há pouco tempo, não tem como bancar limpeza profissional igual no Brasil, tipo 1 vez por semana ou mais. Eu só chamo aqui em casa quando a situação está crítica! hahahahahah
Fora isso, manter a casa aqui é relativamente fácil. A casa vive fechada a maior parte do ano, não dá tanta poeira como as casas no Brasil. E os produtos são bem fortes e fáceis de usar.
No meu caso, acho que uma casa pequena tb ajuda.
Falando de dirigir, eu não passei no meu primeiro exame de direção por causa dessas diferenças. A principal, acho, é na hora de entrar numa estrada. No Brasil, a preferência é de quem já está na pista. Aqui é o contrário. Eu fui parando antes de entrar e quase causei um acidente com quem estava atrás de mim e acelerando pra entrar na estrada na mesma velocidade dos carros que já tavam lá. Nem precisa dizer que ouvi um esporro e um berro da examinadora, né?
Sobre os parquímetros, você pode pagar pelo telefone, com cartão de crédito. Eles tem mandam uma mensagem de texto avisando quando tiver pra expirar.
E sim, os chineses dirigem MUITO mal.
bjos!
Nem me fale na prova de direção! Agora, essa eu não sabia, que a preferência é pra quem está entrando… Mas agora, observando, faz sentido mesmo.
Oi Ana, faz algum tempo que venho acompanhando seu blog, gosto do jeito que vc descreve sua vida ai no Canadá.
O sistema do shopping ai é bem parecido com daqui.
Eu queria deixar uma dica de um tema, escola. Como são as escolas ai? Sua filha frequenta escola, ela fala as 2 linguas? E se vcs voltarem para o Brasil, vc acha que uma criança que frequenta uma escola no exterior, consegue se adaptar numa escola no Brasil?
Beijos
Boa dica, Lu! Semana que vem Laura entra de férias e de repente eu faço um post sobre a escola.
Esses posts de curiosidades são os meus favoritos. Hahaha.
E a vida segue…
Realmente muitas diferenças…
Ana, esse post sobre as multas me fez lembrar o dia que te conheci aí em Vancouver! A Laurinha super preocupada, rsrsrsrs.
Bjs
Gostei deste post. Para mim é curiosidade, mas para os recém-chegados aí ou candidatos a imigrantes é utilidade pública.
Aliás, o seu blog está cada dia mais fofo por causa disso, tem de tudo um pouco, momentos fofos, informação de qualidade, desabafo, posicionamento, fotos lindas. Curto muito esse seu espaço. Quando eu crescer vou querer fazer um blog também rsrsrsr. Li o post anterior também, sobre exposição pública e tal, e acho a sua posição totalmente sensata, ali, na linha tênue entre um pouco de cautela e a liberdade de expressão que a Internet permite. Se as pessoas do bem não ocuparem esse espaço e utilizarem esses recursos, a web vai ficar só para os voyeurs e mal-intencionados , que são minoria, graças a Deus!
Beijão
Gostei deste post. Para mim é curiosidade, mas para os recém-chegados aí ou candidatos a imigrantes é utilidade pública.
Aliás, o seu blog está cada dia mais fofo por causa disso, tem de tudo um pouco: momentos fofos, informação de qualidade, desabafo, posicionamento, fotos lindas. Curto muito esse seu espaço. Quando eu crescer vou querer fazer um blog também rsrsrsr. Li o post anterior também, sobre exposição pública e tal, e acho a sua posição totalmente sensata, ali, na linha tênue entre um pouco de cautela e a liberdade de expressão que a Internet permite. Se as pessoas do bem não ocuparem esse espaço e utilizarem esses recursos, a web vai ficar só para os voyeurs e mal-intencionados , que são minoria, graças a Deus!
Beijão
Oops, desculpe, postei duas vezes. Pode apagar um (e este tb). Tô pensando que estou no orkut e posso corrigir e apagar meus comentários no perfil dos outros rsrsrs
Ana, este post lista várias coisas que são diferentes também aqui nos EUA. Eu ia escrever um post parecido com este, agora só preciso apontar pra cá! hehe Tem algumas diferenças, ainda, entre o que você escreveu e como é nos EUA, mas as similaridades são maiores. Pra mim, destes ítens, o que mais me pegou de surpresa foi a questão das lojas de sapato. Na primeira vez, fiquei meio perdida esperando alguém me atender. Aí, quando estive no Brasil em Abril/Maio deste ano e fui comprar sapatos, me senti uma rainha sendo atendida, sem ter nem que encostar a mão no pé pra experimentar o sapato – e me sentindo meio que “abusando” da boa vontade da vendedora, que (claro!) estava achando tudo normal.
As diferenças no trânsito, embora aparentemente pequenas, fazem uma enorme diferença na forma do trânsito fluir. Essa de virar à direita mesmo o sinal estando vermelho desafoga bem o tráfego.
Bjs.
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