Tem tanta, mas tanta coisa que eu quero escrever aqui e simplesmente preciso pegar no tranco. Quando eu comecei a blogar há anos, eu escrevia praticamente tudo do desenvolvimento da Laura, por exemplo. Alice, coitada, já pegou a mãe preguiçosa e se eu não me esforçar, as memórias vão ficar desequilibradas e a pobrezinha vai ter que fazer terapia quando crescer, achando que a mãe gostava mais da irmã do que dela. *risos*
Por isso, este aqui é só da Alicinha.
É impressionante como ela desenvolveu durante a nossa viagem ao Brasil. Principalmente a fala. Já tem tempo que ela balbucia palavrinhas de bebê. Tinha horas que desembestava num falatório, cheio de gestos e intonações. Parecia gente falando mesmo, só que não entendíamos patavinas. Lá no Rio as pessoas me perguntavam se ela falava inglês. Não, nem inglês e nem português. Ela falava bebezês.
Mas isso mudou. Lá mesmo, no Rio. Ela aprendeu várias palavrinhas e agora as usa o tempo todo. Eu só posso acreditar que seja influência da vó matraca-mor, a mesma que praticamente estimulou o falatório todo da Laurinha. Laura falou muito cedo, mais cedo que Alice. Na mesma idade, o repertório da Laura era bem maior que da Alice. Com a mãe quietona que elas têm, não tinha jeito da Alice falar cedo não. Laura ficava com a minha mãe, então acredito que tinha muito mais estímulos que Alice tem hoje. Mas foi só passar esse tempinho no Rio pra menina deslanchar!
Ela aprendeu a falar não. Direitinho, com som nasal e tudo. Quando percebemos, começamos a perguntar coisas pra ela e ela dizia “não” pra tudo, e ria. Mas ela sabe direitinho o que significa.
“Água” ela aprendeu a falar no dia do temporal que assolou o Rio. Estávamos indo pra São Paulo de carro (depois eu conto essa história, se der) e chovia no caminho. No colo da minha mãe, a vó mostrava a chuva no vidro e repetia “água”. E logo ela pegou a palavra e começou a falar. Toda vez que via água ela falava. Na pia, no chão, no copo, no chuveiro. Associou direitinho e enche a boca pra falar, direitinho.
Talvez a palavrinha que mais emocionou os avós foi “vovô”, que ela pronuncia “vuvuvuvu” incessantemente. Meu pai se derreteu todo, claro. E ela falou pela primeira vez quando tomava banho na banheira da vó e viu o short do vô pendurado na porta do banheiro. Todo dia de manhã, ela apontava pro quarto deles e falava “vuvuvuvu”. Quando o via, saía correndo pros braços dele. Muito fofa!
Ela também mostrou que é brasileiríssima quando aprendeu a falar “gol”. A gente estava vendo o Globo Esporte e ela pegou na hora. Dali pra frente, não podia ver futebol na TV que levantava os bracinhos e falava “gol”. Agora, qualquer bola que vê na frente ela fala “gol”, e às vezes “bol”.
“Ão” é avião. “Dji-dji” é dodói. “Au au” obviamente é cachorro. “Ux” é luz. “Ais” é arroz. Neném ela fala direitinho. Agora mamãe e papai são “mamão” e “papau”. Laura ainda é Táta. E como ela gosta da Táta. Vai dormir falando dela, acorda procurando a irmã. E ela sempre aponta pro que está falando.
E a minha canadensezinha está aprendendo sua primeira língua, o português. A gente não fala inglês dentro de casa. Lá fora elas terão muitas oportunidades de falar inglês e certamente será a língua na qual terão maior fluência. Mas da porta pra dentro, é sagrado, só falamos português.
Vou observar se ela fala mais palavrinhas. Tenho que anotar tudo! Minha cabeça está ficando cada vez pior. Socorro!
Editado em 4 de maio – Ela também fala Eju (Enzo), já, otu (outro).











{ 14 comments }
Como essa sua princesa é linda!!! Parabéns por uma super filhota dessas.
E a vida segue…
Coisa mais fofa!!! Linda mesmo!!!
É um pedacinho de gente muito fofo…que gostoso!
Lá em casa Isadora não tem muito esse problema…todo mundo fala muiiitttoooo!
Beijos…Lu.
Aah, que coisa mais fofa, Ana!!! Criança falando é tudo de bom, né?
Ainda mais as primeiras palavrinhas! Eu anoto algumas da Gabi pra tentar postar no blog. (putz, eu abandono meu blog, coitado)
Que lindo esse carinho dela com a Laura. Aqui também é assim. O Miguel é “Dél” e a menina já acorda falando e procurando pelo irmão.
E viva nossas matraquinhas!!!!
Que legal! Não deixe de contar como foram esses dias aqui. Pena que pegou uma semana tão complicada.
Bjos
Também acho que deveria ser assim, Ana. Só português dentro de casa. Com o nosso pequeno vamos implementar a mesma rotina.
Sejam bem-vindos de volta.
Abraços!
Tão gostosa essa fase, né Ana? Nem preciso dizer que as meninas estão lindas!
Beijos.
Que foto PERFEITA! ADORO que as meninas sejam matracas, elas vão te influenciar hein! rsrsrs
Ana,
Uma ideia legal(nao sei se vc ja fez), e gravar a Alice falando as primeiras palavras.
Ah! acho q ela ja sabe q teremos copa do mundo e vai poder gritar gol, a vontade rsrs
Ela ta cada vez mais fofa.
Bjim, Neuzinha
Acho que não foi só influência da avó, mas de toda a família… Acho que aí vocês não veem tanta gente em tão pouco tempo como aqui… Ela ouviu muita gente falando, errado, certo, ao mesmo tempo… Quase sem pausa… Você e o André são muito calminhos… Hahaha!!
Bjs,
Ana, que fofa ela é… sabe que estou me sentindo assim também? Na minha primeira gravidez tudo era novidade e eu curtia de monte, nessa eu curto tbm, a alegria é a mesma, mas a impressão que dá às vezes é que tudo está passando tão rápido eu não tenho o mesmo tempo de curtir as coisinhas, enxoval, bordar toalhinhas, etc… E acho que vou ter que me policiar prá fazer prá Mariana etudo o que eu fazia pro Leo, parece que o segundo vai mais no embalo… Beijos querida.
Deve ser uma graça a Alice toda tagarela. Aliás, acho que ela está cada vez mais parecida contigo.
Beijo
“Ais” means Rice???
Matraca-mor !!! Amei!!!
Você andou, falou, escreveu e leu muito cedo. Coisa mais linda, mais gostosa é assistir o desenvolvimento de um ser humano. Pena que nem todas as mamãe têm esse privilégio.
Eu fui mais que abençõada nesta etapa da minha vida.
Vi voce e sua irmã crescer cada centímetro e não me cansei de ensinar.
De tudo que voce aprendeu na idade de Alice a que tive mais dificuldade de compreender foram duas palavrinhas: Tátu e chachinha.
Bom, depois de muito me esforçar, descobri que:
Tátu era chocolate e chachinha era azeitonas
Hahahahahahaha!!!
Tiveram outras mas estas ficaram marcadas na minha memória.
A matraca-mor se despede, agradecida pelo carinho.
Deixei de ser tia onça!!! kkkkkkkkkkk
Beijão!!!
kkk “nem inglês e nem português. Ela falava bebezês.” LOLz
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