Profissão: Mãe

01/10/2009

in Maternidade, Papo de mulher

Neste verão, num dos nossos passeios, eu conversava com uma adolescente que veio estudar um ano aqui. Perguntei sobre sua família. “E sua mãe, trabalha?”, eu perguntei. “Não, ela não faz nada, só cuida da casa.”

Hã? Não faz nada?

Sério, eu quase voei no pescoço dela. Cuidar da casa e da família não é nada?

Recentemente, a Amanda comentou no meu blog:

De tempos em tempos penso em jogar tudo pro alto e apenas viver o papel de mãe. Mas, depois, fico pensando no que vou responder quando me perguntarem com o que trabalho. E fico com vergonha de dizer que sou apenas mãe.

Apenas mãe.

Foto: 27147, no Flickr, sob Licença Creative Commons

Foto: 27147, no Flickr, sob Licença Creative Commons

A minha foi apenas mãe. Largou os estudos e o trabalho pra ficar em casa, cuidando de mim e da minha irmã. Foi opção dela, mas foi meio falta de opção também. Alguém tinha que cuidar da gente. E é a mulher que eu mais admiro neste mundo. Eu sempre dizia que se fosse metade da mãe que a minha foi, eu já estaria satisfeita. É uma pena que nem todo mundo dá o mesmo valor às mães que são apenas mães.

Eu não estou dizendo que a mulher não deve trabalhar fora. Tem gente que não nasceu pra viver dentro de casa (eu suspeito que sou uma dessas). Tem gente que precisa trabalhar pra sustentar o lar. Mas eu não vou entrar por este rumo. Eu quero falar daquelas que são apenas mães, seja por opção ou falta dela.

Eu percebo que muitas, como a Amanda, tem vergonha do papel de dona-de-casa. As stay-at-home-mothers, como são chamadas por aqui, não são valorizadas talvez em parte nenhuma do mundo (ou pelo menos no ocidente). A geração das mulheres que ganharam o mundo corporativo nos fizeram acreditar que a mulher tem que ser multi-tarefa, uma super-mulher. E que ela só vai ser feliz se conseguir ser a melhor equilibrista do mundo. Então, se você é apenas mãe, você não é tão valorizada, porque não “trabalha”.

Foto: KatieL366, no Flickr, sob Licença Creative Commons

Foto: KatieL366, no Flickr, sob Licença Creative Commons

O que ninguém vê é que pra uma mulher sair de casa pra trabalhar, vai ter que bancar uma estrutura pra cuidar do resto. Contratar empregada, babá, ou contar com ajuda da família pra cuidar das crianças enquanto está ganhando o seu salário lá fora. Esses funcionários vão receber salário pra fazer o que a mulher faria se não trabalhasse fora. Ou seja, é trabalho SIM. Limpar a casa, fazer comida, lavar a roupa, levar e buscar da escola, brincar no parquinho… tudo isso é trabalho. As professoras da creche ganham pra cuidar das crianças. As apenas-mães não ganham um centavo pra cuidar das mesmas crianças.

É uma profissão meio ingrata, mas infinitamente sublime. Não, a mãe não ganha salário pra cuidar da casa e dos filhos. A mãe só é cobrada. Só falam alguma coisa quando algo não foi feito, porque quando tudo está no lugar, limpo e cuidado, ninguém comenta, não há elogios. E isso abate a auto-estima da mulher. Porque ela não tem nenhuma “recompensa” por este trabalho. Ela se doa por completo, simplesmente, como um trabalho voluntário.

Um dia eu estava voltando do médico, de ônibus, com Alice no carrinho e a Laura sentada no meu colo. Um senhor me olhava com os olhos cheios de ternura e me disse:

“Você sabia que o seu trabalho é o mais importante do mundo?”

Eu sorri. Ele viu ali a apenas-mãe que eu agora sou.

Foto: sean dreilinger, no Flickr, sob Licença Creative Commons

Foto: sean dreilinger, no Flickr, sob Licença Creative Commons

Ontem terminou o meu ano de licença maternidade, quando eu fui apenas mãe. Foi um ano maravilhoso. Difícil, tumultuado, é verdade, mas inesquecível. Eu aprendi tanto, eu tomei mais gosto pelas coisas da casa (tá, não tanto gosto assim!). Eu vivenciei cada momento do primeiro ano da Alice. Eu estive mais perto da Laura. Até falei pro André um dia desses que agora é que estou com a sensação de que somos uma família. Sabe aquela imagem da mãe, do pai, e dos filhos pequenos? Dos passeios em família, do caos da casa, das risadas e cócegas… Não que antes não fôssemos família, mas agora é diferente. Talvez porque este é o retrato da família que eu tive, da mãe que ficava em casa com as crianças e do pai que saía de manhã e chegava de noite.

Ainda tenho minhas recaídas e dúvidas sobre o que fazer da vida, se ser apenas-mãe é o que eu realmente quero (provavelmente não). Por hora eu deixo os questionamentos pra lá e estou curtindo essa fase nova da minha vida. As crianças vão crescer e eu vou poder voltar ao trabalho no futuro. Planos não faltam.

Mas nunca vou desvalorizar o trabalho de mãe. Nunca. Eu concordo com o senhor do ônibus. Este é sim o trabalho mais importante do mundo. E não tem preço, nem salário. Não importa. Eu tenho muito orgulho da minha mãe e um respeito enorme por todas as apenas-mães que existem por aí. Porque é trabalho que não tem fim, não é remunerado, é estressante pra caramba, mas é essencial.

Mães, não se sintam envergonhadas por serem donas-de-casa. Quando perguntarem a sua profissão, erga a cabeça e diga sorrindo que é apenas-mãe. E não interessa o que os outros achem, dentro de si você deve acreditar que o seu trabalho é tão importante – ou mais até – do que o daqueles que saem de casa todas as manhãs para ganhar seus salários. E nunca deixem ninguém dizer que vocês não fazem nada. Nós, mães, trabalhamos sim, e muito.

Related Posts with Thumbnails
Fernanda October 1, 2009 at 13:45

Lindo, Ana!
Sabe que eu estou amando este, por enquanto, papel de “apenas mãe”? Foi um ano em que me redescobri, que pude voltar ao que eu era, à Fernanda que cria e gosta de buscar coisas novas.
Penso que vai ser muito complicado quando voltar à trabalhar, mas no momento, não tenho como me bancar sem o trabalho, mesmo sabendo que $700 vão direto pro daycare.
Tem mãe que é mais feliz trabalhando fora. A minha foi uma destas. Ela nunca conseguiu ficar “só” em casa, mesmo que trabalhando… ela precisava dessa coisa de acordar cedo, se arrumar, sair pra trabalhar, etc. Eu não sou assim, mas quem disse que a vida é justa?

Vou passar seu texto para algumas amigas. Amei!

beijinhos!
Fer

Liliany October 1, 2009 at 13:54

Nossa, vc nem imagina o quanto eu precisava ler isso hoje. Muito. Ontem mesmo uma pessoa muito próxima me questionou duramente sobre minha opção de ser “apenas mãe”. Alguns dos seus argumentos eu tbm usei, mas gostaria de ter tido serenidade pra responder exatamente com as suas palavras. Não consegui pq fiquei muito irritada, nem conseguia pensar direito. Não vou ser “apenas mãe” pra sempre, mas gostaria que me respeitassem enquanto minha opção for essa.
bjo,

vanessa October 7, 2009 at 10:27

oi, ana! acompanho seu blog desde quando vcs estavam tentando ir para o canadá, mas nunca deixei nenhum comentário.
acontece que esse seu texto me “quebrou as pernas”! hahahah
acontece que concluí dois cursos superiores, sempre trabalhei fora e sei o quanto dói passar pouco tempo com os filhotes. quando meu marido terminou a residência médica e nos mudamos pra são paulo, decidimos que eu deixaria de trabalhar para cuidar das crianças, já que são paulo é uma cidade complicada e não temos absolutamente ninguém aqui. eu me sinto realizada em acompanhar o desenvolvimento da minha pequena ana laura porque com minha filha mais velha, pauline, não pude fazer isso.
de qualquer maneira, a sociedade cobra muito das mães que optam por uma dedicação integral e exclusiva à família. meu pai me cobra demais, minha mãe também. infelizmente, ou felizmente, eu não tenho coragem de deixar minhas filhas por conta de estranhos.
acredito que estar presente faz a diferença. acredito nisso quando olho para minhas filhas e vejo as pessoas maravilhosas, gentis, carinhosas, equilibradas, centradas que estão se tornando. graças a Deus tenho parte nessa transformação que acontece todos os dias.
parabéns pelo texto!

Cacau October 1, 2009 at 14:01

Ana, que post ótimo!
Eu quero muito ser apenas mãe, como moro só com elas é bem difícil. Mas estou investindo em formas alternativas de trabalho para que um dia eu possa fazer isso em casa. Ficando ao lado delas e acompanhando o crescimento de perto.
Tenho uma tremenda admiração pelas mães e até uma pontinha de inveja branca porque é isso que quero ser quando crescer: apenas mãe!
E o que os outros vão pensar ou dizer é o de menos pra mim, depois que a gente vira mãe ouve tanta besteira que essa é só mais uma!

beijos!

Ju De Mari October 1, 2009 at 15:58

Disse TUDO, Ana. Adorei o texto e seu ponto de vista. Bjos, Ju

Pri, João e Marias October 1, 2009 at 16:00

Eu discordo de uma coisa: Eu sou apenas mãe e recebo um salário sim. Meu salário não é em dinheiro, mas é em risadas, em carinhos, em chamegos e muitos EU TE AMO.

Não sou rica financeiramente falando mas tenho o coração mais rico do mundo, de muito amor pelos meus 3 pestinhas!!!

Laura Friche de Oliveira October 1, 2009 at 16:19

Ana,

Falei sobre isso ontem e hoje, com duas amigas minhas. Eu sou “apenas” mãe, ou mãe de parquinho… sou esposa e dona de casa, e sou estudante… eu não trabalho fora de casa, mas eu trabalho muito e sei que, por que estou disposta a fazer esse trabalho do qual tantas outras podem sentir vergonha ou pavor :) , minha família está mais e mais unida e meu filho se desenvolve de uma forma super legal.

É claro que as pessoas vão julgar sempre pelos padrões estabelecidos, tem gente que só falta falar que é um golpe do baú… tem cada coisa que a gente ouve. É a intolerância na sua forma mais simples e mais cruel, do tipo “se você não é como a maioria, você está errada.”

A minha obstetra sempre me elogia, e fala que sabe bem da pressão social, mas pede que eu seja forte, que os resultados vão crescendo diante dos nossos olhos, como você bem pôde perceber nesse ano vendo a pequena Alice e a Laurinha crescendo e aprendendo. Como é bom ver os nossos filhos felizes e saudáveis, como são boas as surpresas que eles aprontam…

Eu me importei no começo, sabe? Com esses comentários. Mas, daí, eu percebi que eu sou muito feliz assim, e que minha família é muito feliz assim. Não é porque eu escolhi ficar em casa que eu me deixei de lado. Eu escolhi cuidar de todo mundo na minha casa, inclusive de mim. E, Ana, eu quero repetir: nós somos muito, muito felizes!

Um beijo pra vocês aí no Canadá e obrigada por ter escrito esse lindo post.

Laura

Simone October 1, 2009 at 16:42

Lindo! post Ana, concordo plenamente com vc, tenho sido apenas mãe também e apesar de ter sempre vontade de voltar a trabalhar, nos meus cauculos hoje não compensa. Já estou repensando o meu plano A aqui, que era ter o segundo filho depois de ja estar trabalhando. Ser apenas mãe da muito trabalho, mas a nossa reconpensa será ter uma familia estruturada no futuro, filhos emocionalmente maduro e felizes.

iah October 1, 2009 at 17:42

hahaha no comments. ser dona de casa é mais trabalhoso que MUITAS profissões, uma delas é ser político no brasil. mas enfim… ehehhe. se dedicar ao lar, aos filhos e ao marido – quando bem feito – é uma tarefa LINDA.

PatriciaUk October 1, 2009 at 23:55

Amei o texto!! Para falar a verdade, nunca mais nunca mesmo me sento envergonhada eu ser apenas mae aqui na Inglaterra – ja que eh super comum aqui, e no meu meio, ha tbem 3 pais donos de casa. No Brasil sim, sofro muito descriminacao inclusive a do meu pai.

Mas nao dura para sempre nao eh? Para mim eh apenas mais 1 ano e eu volto devagarinho parea o mercado de trabalho, nao full time pois ainda quero ser aquela pessoa que busca na escola e faz o dever de casa com os filhos e uma comida gostosa.

Acho que as mulheres devem fazer o que eh melhor para elas e a sociedade aceitar a sua escolha.

Bjos x

Amanda & Meninas October 2, 2009 at 01:38

Ana, fiquei super emocionada com teu texto. Pensamos tão parecido. Vivenciar cada momento da vida das meninas realmente não tem preço. E culpas e vergonhas todas as mães sentem. Mas prefiro me culpar por algo que pode ME afetar do que algo que pode afetar a elas. Aos poucos estou conseguindo me afastar do trabalho e estou cheia de planos para 2010, isso é o que importa. beijos

Harumi October 2, 2009 at 02:46

Ana, adorei o post. Acho que todas nós que somos mães já vivenciamos essa dúvida de continuar a carreira profissional ou ser “apenas” mãe.
Desde que a Letícia nasceu eu trabalho 6 horas (as mesmas 6h que ela estuda), porém por longos 8 meses tive que ir para 8 horas, e foi nessa época que eu quase surtei. Por pouco não larguei tudo pra cuidar da minha pequena. Foi quando, com o apoio de todos no trabalho, consegui novamente voltar pra 6 horas. Com essa carga horária consigo trabalhar e ainda dar atenção pra minha ‘bebê’, e não preciso deixá-la com babá. Dessa forma estou conseguindo conciliar até aqui… :)
E olha, pras que são “apenas” mãe, sintam orgulho disso! Concordo plenamente que essa é uma das profissões mais importantes do mundo, vocês estão ensinando valores pros seus filhos, ensinando o que é certo, errado, ajudando a dar os promeiros passos e isso é um dos maiores tesouros que seu filho pode ter.
Bj enorme!!

Sandra November 19, 2009 at 11:13

Harumi,
Você disse que trabalha apenas 6 horas, poderia me dizer em que? Me dar dicas de trabalhos de meio período. Eu sou destas de profissão mãe, desde que meus filhos nasceram, e sonho em voltar a trabalhar, porém só enquanto estão na escola.
obrigada,
Sandra

Silvinha Maschette October 2, 2009 at 03:20

oi ana,
Concordo plenamente com vc.
Esses que dizem que quem não trabalha fora não faz nada, não sabem o que estão dizendo.
Menina, trabalho fora e trabalho em casa. O serviço de casa é imensooooooo…não acaba nunca…fazendo ou não ninguém vê, não é mesmo?!
Eu queria poder ser APENAS MÃE, mas não posso.
Dou graças a Deus por mim mãe poder cuidar da minha filha, mas sei que estou perdendo alguns momentos na vidinha dela que não voltaram jamais.
Deixo aqui minha admiração e respeito às APENAS MÃES.
Não sintam-se envergonhadas de maneira nenhuma.
Abraços

Alessandra Araújo October 2, 2009 at 04:12

Simplesmetne FABULOSO!!!
Parabéns pelo texto.

Anita October 2, 2009 at 04:50

Aninha amei seu post ,cada um assumi o papel que mais lhe cabe ,eu amo ser simplesmente mãe ,amo cuidar da minha casa ,e qdo surgi uma oportunidade de trabalho fora ,meus filhos ficam trsites a Emy já chegou até ficar com crise emocional qdo soube que eu ia trabalhar fora ,desisti na hora .Vai de cada um e da sua vocação ,conheço uns adolecentes de 17 anos que qdo vê meu sobrinho com a mãe em casa ,diz o qto gostaria de ter a dele nas tardes qdo chegam da escola ,muitos almoçam e jantam sozinhos ,é meio complicado porque ,as vezes o que tem não da valor o que não tem quer ,então não dá para agradar a todos ,mais graças a Deus os meus me querem em casa e me valorizam ,o Samuel tem 12 anos podia ir sozinho para escola ,mais ele pede que eu o acompanhe pois adora ir conversando comigo .Amo ser simplesmente mãe.
Amiga bjusssss

Geraldine October 2, 2009 at 06:25

Lindo e doce seu texto. Eu fui “apenas mãe” por quase cinco anos. Larguei meu emprego e cuidei eu mesma do João Marcos em todos os sentidos: alimentação, banhos, educação, brincadeiras. Quando estav me preparando para voltar a trabalhar, engravidei do Lucas. E por apenas um ano e três meses, fui “apenas mãe” dele, já que fui chamada em um consurso que havia passado. Agora sou uma mamãe que trabalha e que tem chateações como encontrar a babá ideal, verificar se o lanche deles está atrativo e gostoso (outro dia a babá teve coragem de colocar na lancheira do João Marcos um achocolatado + um pote cheio de biscoitos de chocolate= bomba calórica). Minhas preocupações são outras, o Lucas, por exemplo, teve otite cinco vezes enquanto o JM nunca teve um episódio sequer. A própria pediatra pediu que eu “orientasse” melhor a pessoa que dava banho nele. Enfim, não há ninguém melhor pra cuidar de nossos filhos que nós, mães. É cansativo mesmo mas extremamente gratificante quando se percebe a dádiva que é ficar com eles. Esse senhor que vc encontrou, certamente é um desses anjos que Deus coloca em nossos caminhos, pra indicar que estamos seguindo o rumo certo. E vai chegar a hora de seus projetos decolarem. Torço por vc! Beijos!!

Viviane October 2, 2009 at 06:42

Ai, deixa eu te aplaudir!!! Tá ouvindo daí? hahahaa
Eu queria poder ser apenas mãe um tempo, esse lance de depender de X, Y e Z para resolver as minhas coisas, resolver coisas das minhas filhas e da minha casa, não tá com nada. Infelizmente o mundo pensa assim, quem é apenas mãe que rala, leva prá lá e cá, acompanha tudo de perto, não é ninguém, uma desocupada até. As pessoas confundem “dondoca” (que também existem aos montes) com apenas mães. Eu faço porque preciso, porque faz falta, porque senão já tinha assumido meu papel de apenas MÃE faz tempo.

Ana October 2, 2009 at 08:23

Oi Ana! Amei seu texto.
Sou apenas mãe, vc sabe. Tenho meu diploma e que um dia, pretendo usar.
Meu marido brinca que quando estivermos mais velhos, ele vai ficar em casa e eu vou trabalhar.
Só que ele vai ficar em casa na boa né? rs
Filhos já estarão crescidos!
Acho que para sair de casa e trabalhar o dia todo, tem que ter mais pontos positivos que negativos.
Se fosse para eu trabalhar, teria que ganhar o suficiente para ter uma super estrutura. E não é possivel por vários motivos.
Então minha opção foi essa e realmente as pessoas não entendem. Muitas sentem inveja, essa é a verdade.
Mas cada um tem seus motivos!
Quando me perguntam, qual a sua profissão? Eu digo sem nenhuma vergonha e com todas as letras: MÃE.
E não me sinto menos do que ninguem!
Mais uma vez você mandou bem no post. Porque muitas querem mostrar uma vida linda, cor de rosa e que não existe.
E isso sim, deveria ser uma vergonha.
Bj!

Milene October 2, 2009 at 08:28

Lindo…adorei este post!!!
Hoje a minha profissão atual…(digo atual mesmo)
É ser mãe em período integral, obrigada por ler este post fico mais feliz da decisão de hoje!!!

Beijos Milene

Mônica Japiassú October 2, 2009 at 10:11

Muito lindo tudo que você escreveu, Ana!
E nunca tinha me dado conta deste argumento “Esses funcionários vão receber salário pra fazer o que a mulher faria se não trabalhasse fora.” para mostrar que cuidar das crianças e da casa É SIM um trabalho!

Agora, fiquei sem entender uma coisa: sua licença-maternidade terminou, mas você não voltou ao trabalho? Pediu demissão da empresa onde trabalhava antes?

B-jão!

Luciane October 2, 2009 at 10:16

Oi Ana
Você sempre tocando em assuntos legais, ou nem tanto!
Mas, isso é bom…pois assim conseguimos parar para pensar sobre muita coisa que passa na correria e com o tempo quase como “normal”!
Nunca consegui ser MÃE integral, por questões financeiras… e sempre fica aquela coisa na nossa mente…de nem ser tão boa mãe nem ser boa no trabalho! Sabe, parece que fica tudo pela metade…e o nosso coração também fica dividido!
Parte meu coração sair e ver a Isadora me olhando com aquela carinha de quem diz: fica mamãe! De encher os olhos de lágrimas…mas enfim… C’e la vie!
A única coisa que desejamos é que nossos filhos sejam felizes e nós também…beijão…Lu.

Renata October 2, 2009 at 10:29

Ana, nunca comentei aqui mas leio teu blog faz tempo… Tbem sou uma expatriada, morando na regiao de NY ha mais de 6 anos. Ainda nao sou mae… trabalho em um grande banco de investimentos e confesso que nao vejo a hora de ser “apenas mae”. Pretendo tirar um ano para me dedicar a meu (minha) baby e sem a minima culpa! Sei que nem todas tem essa opcao e sou grata por poder pensar nisso. Cresci tbem com uma SUPER mae, que dedicou tudo aos seus 4 filhos e como trabalhou essa mulher, hehe… Sem ela nao seriamos nada, entao esse SIM eh o maior/melhor emprego do mundo! Qdo vim morar fora tinha outra visao, aquela de querer ser super mulher e fazer tudo sem precisar de ninguem sabe? Mas aos poucos a gente vai vendo que as pessoas se completam e tem sua “missao” por assim dizer. Se eu ficarei com as criancas, sei q meu marido segura a onda trabalhando e vice-versa se for o caso. Temos amigos que sao “apenas pais” tambem e tudo bem, como deveria sempre ser.

Liane October 2, 2009 at 10:41

Ana.

Esse foi um dos textos mais lindo que já li sobre mãe e profissão. Eu, no momento, também sou só mãe. E confesso que tenho vergonha de falar isso.
Dá trabalho viu, e infelizmente ninguém valoriza, nem em casa! Ontem fui fazer uma compra e me perguntaram minha profissão, eu disse que estava cuidando das minhas filhas no momento e o rapaz me pergunta: Mais você não faz mais nada? nem uma vendinha?

É…

Beijos e espero que o doce tenha ficado bom.

Cristina October 2, 2009 at 11:06

Esse texto é maravilhoso, você disse tudo.

Parabéns.

Cris (mamão do Gabriel e Arthur a bordo)

Lu Francesa October 2, 2009 at 11:22

Ótimo post! :)
É uma pena que a sociedade no geral desvalorize tanto :( , mas quem optou por não trabalhar fora não deve ter vergonha e sim orgulho :)

Falta 1 semana pro niver da Alice :)

Beijocas,Lu.

Elisa, Davi e Sofia October 2, 2009 at 12:01

Puxa… O seu texto me comoveu. Mas, tanto, a ponto de me tirar do anonimato depois de alguns anos “apenas-lendo”… Lindo! E, concordo com você, mesmo que o mundo não valorize, a mãe que fez essa escolha TEM que valorizar. Tem que sentir que realmente é um trabalho muito puxado, mas com as melhores recompensas do mundo (os pequenos). Trabalho o dia todo, só para constar e não tenho o menor cacoete para ser “apenas-mãe”, mas você deu um enfoque tão diferente para o fato, que acesndeu uma luz aqui…
ADOREI! Beijos nessas meninas lindas que você tem aí!

Flavia Ruiz Perez October 2, 2009 at 13:15

Oi Aninha,
Olha, realmente ser mãe hoje é um problema… Quando a mãe trabalha fora direto os filhos cobram, a família cobra, a sociedade cobra… Todo mundo diz que os filhos estão largados. Mas se a mãe quer ser só mãe, todo mundo cai em cima também e os filhos tendem a dizer que você não faz nada. Eu larguei meu emprego ano passado porque minha filha precisava muito de mais atenção e foi difícil. Fiquei triste e chorei por algumas semanas. Me recuperei logo que vi que os sorrisos dela iam ficando mais frequentes. Só uma coisa tenho a acrescentar. Aqui em casa quem parou de trabalhar fui eu porque eu ganhava muito menos que meu marido. Ele nunca se importaria de ficar com a Marina se fosse o contrário. Acho que já estamos em um momento da história em que é ridículo jogar tudo na conta da mãe. Acharia lindo conhecer um pai só pai orgulhoso por aí. Bj pra vcs e muitas felicidades na sua nova empreitada.

Rossana October 2, 2009 at 13:54

MInha mãe deixou de trabalhar pra se dedicar à educação das filhas. Sou extremamente grata à ela por isso, pois sou o que sou hoje graças a ela. No entanto acho que o problema das mães que são “apenas mãe” é que elas se dedicam quase que exclusivamente ao filhos e quando eles crescem algumas perdem o sentido… minha mãe voltou a trabalhar, hoje é assessora de comunicação, tá super bem, vive arrancando os cabelos por causa do trabalho, mas gosta do que faz… mas tenho uma tia que ficou meio perdida na vida depois que os filhos cresceram… é complicado… imagino o que seria da minha mãe se ela não tivesse voltado a trabalhar e tendo uma filha morando na noruega e outra indo pro Canada… ela vive lamentando pq minha irmã mora fora e eu estou indo embora… imagine se só tivesse isso pra fazer…

Mariana October 2, 2009 at 15:25

Ana, parabéns pelo texto – pelas idéias e pela forma como vc as expõe! Sou leitora assídua, mas nunca comento… Só queria dizer que minha mãe também largou a profissão dela pra cuidar de mim e do meu irmão e que isso fez toda a diferença na minha infância e no que me tornei hoje. Tenho um orgulho enorme dela, pois sei bem que foi um papel nada fácil!

Thais October 2, 2009 at 15:36

Ana que texto lindo! Adorei…mas meu sonho é ser mãe meio-período! Ficar com o filhote e ele ir para escola meio período, assim poderia arrumar um trabalho neste tempo!

Cristiane Fetter October 2, 2009 at 18:42

Me dá o telefone desta menina que eu vou ligar para ela e ficar um dia inteiro descrevendo o que faço em um dia inteiro,r s.
bjks

Loana October 2, 2009 at 18:49

Oi Ana acho que é a segunda vez que comento aqui, esse assunto veio a calhar.

Estou em casa só cuidando dos meus filho com 7a e a bebê com 11m. E essa semana ouvi que “só ficava em casa” do meu próprio marido, sei que ele não falou por mau, e depois me pediu desculpas mil vezes, mas sabe me magoou tanto, doeu lá no fundo do coração ainda mais vindo dele. Como se eu tivesse uma babá, uma lavadeira, passadeira, cozinheira e todas as “eiras” possiveis, e que eu só ficava em casa realmente comendo e durmindo. O problema é que a Sociedade tbem. cobra que vc. volte a trabalhar depois da Licença Maternidade.

Bjos e suas filhas são simplesmente lindas!

Elisa Avelar October 3, 2009 at 10:53

Olá,
Que blog mais fofinho o seu.
Também sou mãe – de três lindas meninas…
Trabalhar fora, para mim, é angustiante, mesmo tendo a profissão que amo… MAs creio que seja para todas as mulheres. Bem, as que são realmente màes, pelo menos.
Um beijo para vc.
Fique com Jesus,

Luciana October 3, 2009 at 11:16

AMEIIIII SEU TEXTO, AINDA ESTOU COM OS OLHOS CHEIOS DE LÁGRIMAS, PQ ME VI EM CADA LINHA DESSE TEXTO. MUITO OBRIGADA!
BJOSSSS

Micheli October 3, 2009 at 14:56

Eu fiquei comovida com seu texto,até porque eu te conheço ,eu sei como vc é…ser Mãe é mais que uma profissão é realmente um dom,uma entrega é amar na mais pura concepção.Se existe algo na vida que eu me orgulho é de ser mãe,agradeço muito a Deus por isso .

Carol - mãe do Fael October 4, 2009 at 05:52

Ana, eu acho que, hoje em dia, toda mulher deve ter um trabalho além do de “apenas” mãe. Minha mãe tb foi “só” mãe, dedicou-se integralmente à nossa família e à nossa criação, mas “perdeu” um tempo com a gente em que não investiu nela mesma. Para mim, falar isso é fácil, pois trabalho pacas, mas dentro de casa (sou tradutora autônoma), meu filho vai para a escola meio período e fica comigo o resto do dia. Sempre consegui conciliar, apesar de que, em épocas de muito trabalho, faço o que posso para diminuir meu tempo de “dona de casa”. Além da faxineira que vem uma vez por semana, procuro comprar comida pronta (só em emergência, mesmo, porque sou eu que cozinho aqui), meu marido faz o mercado (aliás. ele é um “pãe” maravilhoso; só não amamentou pq a natureza não permitiu. De resto, faz tudo pro nosso filho, quando está em casa). Cuido pessoalmente de TODAS as necessidades do meu Rafa durante o dia, nunca tive babá, nunca achei legal. Não recrimino quem tem, mas no meu caso foi uma escolha bem pessoal NÃO ter babá. Sofro com a carga de coisas pra fazer, claro, mas não troco minha vida de profissional autônoma e mãe (carga dupla em tempo integral!) por nada. Confesso que fico meio “assim” com as mães que só ficam em casa, não pq acho que elas não trabalham, mas, sim, porque acho que elas estão perdendo um tempo para investir nelas que não volta. E filho, infelizmente, um dia vai pro mundo, né? Então, por mais “fácil” que seja para mim falar, pois tenho a oportunidade de, mesmo trabalhando, acompanhar o crescimento de meu filho, acho que é importante a mulher de hoje encontrar um equilíbrio entre maternidade e trabalho.
É isso, falei demais, mas seu post faz a gente falar :-)
Beijos,

Carol

Neuzinha October 4, 2009 at 14:00

Oi Ana,

Parabens pela sua decisao! Vc estara investindo o q tem de mais precioso pra oferecer quem vc ama, o seu precioso tempo.
Um dia tomei essa decisao e nunca me arrependi. Tem sido investimento pra vida.
Aqui em Van continuo sendo “apenas mae”. E realmente nao tem preço. Vale a pena!
Que Deus continue lhe revestindo de muita sabedoria.
Se em algum momento vc tiver uma recaida em relaçao a sua decisao, o q as vezes pode acontecer, olhe pra sua princesas e assim vc recarregara suas baterias.

Abraçao, Neuzinha

vanessa October 4, 2009 at 14:37

Excelente texto e a mais pura verdade! =)
Tudo de bom!
Abraços.
Vanessa

Tereza Fagundes October 5, 2009 at 06:55

Amei!!!!
Parabéns minha linda mamãe!!!
A vida nunca é como pensamos ou desejamos e sim como Deus determina.
A gente leva da vida a vida que a gente leva!!!
Agradeço à Deus todos os dias por todos os presentes que Dele tenho recebido. Um desses presentes foi viver tempo suficiente para ler este lindo texto.
Não fiquei em casa por falta de opção.
Fiquei pois desejei viver em total e completa harmonia.
Desejei contruir uma linda família e consegui.
Sei exatamente o que uma criança sente quando olha pro lado e não vê sua mamãe.
Sou filha de pais separados e tive que aprender muito cedo a cuidar de uma casa e de seres humanos.
Viver é perigoso de mais e manter-se equilibrado por demais difícil.
Meu pai me aconselhou a não ter pressa de viver e nem
sofrer por não poder curtir o mundo como desejava.
Ele dizia que a pressa de viver nos leva à morte prematura.
Optei por viver e esperar no tempo de Deus.
Sinto-me abençoada pois tive do seu pai todo amor, carinho, cuidado e respeito.
Fui valorizada pelo meu amor por deixar tudo para cuidar só do nosso lar e de todos que de alguma forma bateu em nossa porta.
Hoje sou apenas EU. E como é difícil ser EU simplesmente.
Estou tentando seguir seus conselhos e fazer as coisas que gosto.
Não tem sido nada fácil mas estou tentando!!
Ser apenas uma expectadora, sentar e assistir minhas filhas caminharem com as próprias pernas.
Dá uma vontade de ficar pertinho para continuar ajudando e cuidando…
Pode deixar que mamãe vai continuar tentando ser o que sempre soube ser:
Contadora de histórias
Cozinheira (Tenho Minha Chef Cristina)
Costureira ( guardei a máquina)
Passadeira e engomadeira( Agora tenho a Joana)
Camareira ( Coisa mais chata)
Motorista( dei uma paradinha)
Enfermeira
Ajudante de pedreiro(as mãos estão doendo)
Doceira e confeiteira( Compro feito)
Conselheira psicóloga (sem diploma)
Manicure e pedicure
Massagista
Baba
Chega!!! Demiti-me!!
Agora sou internauta, tocadora de órgão e penso seriamente em ser fotógrafa como você.
Mais uma coisa que ia esquecendo:
Sou chamada de LEXOTAN
Hahahahahahahaha!@!!!!
Ser mãe e dona de casa é a profissão mais maravilhosa e abençõada que conheço!!

Faltam tres dias para nos abraçarmos muito gostoso!!
Beijos no seu lindo coração!!!

Jaqueline October 5, 2009 at 12:22

Nossa que post lindoo!!!fico emocionada de ler algo que é o que eu vivo realmente. Para mim ser mãe é ter um amor incondicional, seja em qualquer país, ñ é abdicar, ao contrário é ganhar em carinho e beijos…sempre que sou questionada sobre isso, porque sempre somos né?
respondo que ñ existe super mulher, pq acho que de qualquer maneira trablhando fora vc negligencia em algum ponto su família, seu filho, ou seu marido, e agora sabe o que eu quero ser mesmo??? bem uma super mãe…e isso me basta!!!
beijo

Daniele Kuntze October 6, 2009 at 11:11

Prima, tocou meu coração, é assim que me sinto: mãe. E quero ficar assim, acho que pra sempre. Sempre admirei demais a sua mãe e sempre disse que quando tivesse minha casa queria ser como a tia Tea (tarefa quase impossível)!
Não me sinto menor, parece que chegei ao lugar certo. Às vezes bate a neura, mas estou realizada e louca:pensando em mais um filho daqui uns anos. Pode?
Beijinhos
Saudades

Renata October 7, 2009 at 10:21

Seu texto foi perfeito e o comentário da sua mãe me emocionou.
Eu adorei ser apenas mãe por dois anos e estou vivendo um dia de cada vez até decidir que rumo vou tomar. Enquanto isso continuo sendo apenas mãe e trabalho part-time, só pra sair um pouco da rotina.
Beijos

vanessa October 7, 2009 at 11:05

já leu este texto?!
*********************
PROFISSÃO: MÃE

Uma mulher foi renovar a sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
“O que eu pergunto é se tem um trabalho”, insistiu o funcionário.
“Claro que tenho um trabalho”, exclamou, “Sou mãe”.
“Nós não consideramos “mãe” um trabalho.
Vou colocar”Dona de casa”, disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona da situação, perguntou:
“Qual é a sua ocupação?”
Não sei o que me fez dizer isto, as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora
“Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.”
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
“Posso perguntar”, disse-me ela com novo interesse,
“o que faz exatamente?”
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz,
ouvi-me responder:
“Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi
quatro projetos ( todas meninas).
Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas).”
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou e, pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa, com o título da minha carteira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3 anos.
Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebê de seis meses), testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante!
Maternidade… que carreira gloriosa!

criss October 12, 2009 at 13:09

Oi Ana,
Bom seria ser mamae full-time e quando as crianças dormem trabalhar, mas é impossivel.
Eu fiquei quase 6 anos em casa, nao por escolha, mas também nao foram ruins. A gente nunca esta’ feliz, né?
Pois agora estou trabalhando 4 hs por dia e nesse periodo eu deixo a Anna que tem 14 meses na escolinha da Clara, no berçario.
Toda mulher que deseja deveria poder trabalhar part time, sem ter que deixar de lado a maternidade e muito menos a nossa identidade como ser humano. Eu tinha deixado a Criss de lado e fui so’ mae, e esse papel nao me satisfazia mais, mas eu reconheço que nem todo mundo tem a chance de trabalhar fora as 4 horas (daqui uns meses serao 5 e vou aumentando aos poucos) mas eu tive e estou achando muito bom.

Sandra November 19, 2009 at 11:41

Me encontrei demais neste texto, Ana, caí no seu blog, justamente quando estava pesquisando que tipo de trabalho poderia exercer em meio período por dia. Eu também sou apenas mãe, como muitas aqui. No Brasil, mais especificamente em São Paulo, é muito difícil e discriminatório, já que ao contrário de algumas das nossas mães, que ficaram conosco por serem mãezonas, mas também porque algumas não tinham muito estudo. Eu não tenho “tanto estudo”, mas cursei nível superior e cheguei a trabalhar em minha área. Então largar tudo e ser só mãe é algo que as pessoas simplesmente não entendem.
Este é um lado da questão. O outro é que é simplesmente M A R A V I L H O S O
ser mãe de fato, estar em casa com meus filhos e sempre agradeço a Deus esta oportunidade e a compreensão do meu marido. Choro quando leio artigos assim, me emociono mesmo. Porque sinto em meu coração que não há coisa mais gratificante nesta vida, que estar com meus filhos. Agora que estão um pouquinho maiorzinhos, tenho 2, e este ano que minha filha entrou na escola, ambos entraram com 5 anos apenas, estou tentanto ver no que posso voltar ao trabalho, fazer um curso, outra faculdade, concurso público, sei lá, mas quero trabalhar apenas enquanto estão na escola. Este ano me chamaram em um concurso que passei, no Banco do Brasil, porém era um meio período que pegava o dia todo e as crianças teriam que ficar com alguma babá, recusei e muitas pessoas não compreendem. Claro que financeiramente é uma luta…Mas sei que hei de encontrar alguma solução, uma profissão que consiga conciliar, pois sei que as crianças continuam precisando de mim, até mesmo quando ficarem adolescentes, aí é que quero estar por perto. Foi muito bom passar no concurso, pois aumentou muito a minha auto-estima, pois passei e bem colocada, não sei como, pois nem conseguia estudar já que minha filha ainda não estava na escola, e não tenho nenhum tipo de empregada. Acho que devemos sim, pensar em algo para trabalhar de maneira rentável, é saudável, pode ser com artesanato, qualquer coisa enfim. Dar uma ajudinha na parte da grana, tudo para continuar viabilizando a nossa função deliciosa de ser Mãe.
um grande abraço para todas,

Keli Barros April 10, 2010 at 14:47

Eu deixei de assinar uma revista feminina justamente por ela pregar que a mulher tem que ser a própria encarnação da mulher maravilha! Ela tinha que ser mãe, esposa, executiva, magra, linda… TUDO! Me cansei, quero me libertar dessa corrente de mulher perfeita! Tenho um filho de dois anos, e não sai da minha cabeça que tenho que diminuir o número de horas trabalhadas pra poder ficar com ele, que fica na escolinha em período integral. Uma judiação… Quando voltei a trabalhar, disse para os homens que trabalham comigo: “Sua mulher fica em casa cuidando dos seus filhos??? Dê valor a essa mulher porque isso sim é trabalho pesado, trabalho de valor!!!”

Gabriela May 16, 2010 at 10:43

Graças a Deus encontrei pessoas como eu……MÃE.Sempre foi meu sonho ter uma família e confesso que quando eu era pequena nunca pensei em que ia ser quando crescesse, mas tinha certeza de uma coisa: queria ser mãe.Hoje depois de 15 anos casada, com um filho de 14 e outro de 8 me sinto vazia… deprimida seria a colocação mais certa.Fiz magistério e o ano passado terminei minha faculdade de pedagogia,mandei vários curriculos mas nunca me chamam nem pra entrevista.Os anos estáo passando e tenho ficado cada dia mais triste com a minha situação de náo trabalhar fora.Eu tenho tentado trabalhar emocionalmente com isso, mas confesso que minha auto estima tem me impedido de fazer coisas que me levem a entender a escolha que eu fiz.Se alguem quiser entrar em contato meu email é gabgrilo1@gmail.com.

Karina July 14, 2010 at 08:07

Adorei o post! É muito bom ler opiniões diante de um assunto tão complexo… Cuido sozinha do meu bebê que agora está com um ano. Também cuido da casa (tenho faxineira uma vez por semana) e honestamente, muitas vezes me sinto confusa, cansada e algumas vezes irritada. Como fazer tudo e o mais importante que é cuidar do meu bebê sem me sentir sobrecarregada? Por vezes me sinto culpada por me sentir triste as vezes… é que uma parte te diz que está fazendo a coisa certa e a outra te diz que você é só um ser humano e não uma super mulher! Peço a Deus que me dê tranquilidade para aproveitar cada segundo ao lado do meu filho.

Karla December 10, 2010 at 08:57

Nossa!! precisava ler algo assim hoje, pra deixar de me sentir tão inútil.Tenho 2 filhas a mais velha tem 11 anos e a bebê tem 2 anos e 3 meses..é a minha pimentinha!Sou formada em Biologia desde 2006, e não exerço a profissão, tbm abri mão pelas minhas filhas pq teria que ganhar muito bem para bancar a ausência em casa.Me irrito com certas pessoas que chegam até mim e perguntam: O que faz da vida?…como se eu fosse a dondoca que vive as custas do marido bobo…aquela que ralou 4 anos para se formar e fica SÓ em casa ( Meu marido Graças a Deus me ajuda muito, pagou minha faculdade e não me recrimina por ficar em casa ele apoia diz que fica tranquilo).Mas a cobrança vem de mim mesma 36 anos formada e fora do mercado de trabalho..mas quando olho minhas filhas tenho a certeza que elas vão se lembrar de mim sempre por perto auxiliando em tudo! Minha mãe trabalhou fora por necessidade e sei que se ela estivesse presente em alguns momentos eu teria superado episódioss ruins em que tive que me virar sozinha.Mas resolvi fazer um curso e trabalhar em casa e me adaptar aos horarios delas, precisam de mim e eu ganho um dinheirinho extra!Amo minha família, amo ser mãe…! Uffa falei!!! Bjsss

Daniela December 15, 2010 at 08:27

Amei o seu texto,tenho uma filha de 3 anos a Giovana que é minha paixão, atualmente trabalho fora de casa, mas estou entrando em uma fase que terei que abandonar o trabalho fora pra exercer a profissão de apenas mãe, isso por que não acho mais escola publica para crianças acima de 4 anos que fiquem periodo integral, e o meu salario atual, não banca o custo de uma escola particular, tambem estou morando em uma nova cidade,longe da minha familia e da familia do meu marido, entao hoje somos apenas eu e ele para cuidar da gi, quero tambem ter mais um filho,giovana tambem me pede muito um irmao(a), mas ainda tenho tantas duvidas e medos…….bjssssssss

Ingrety April 16, 2011 at 09:07

Lindo texto, também sou apenas mãe, por opção. Quero ver meu filho crescer, e não deixar que outras pessoas vivam o que eu vivo plenamente. E sou muito feliz por essa escolha.

abraços

Comments on this entry are closed.

Previous post:

Next post: