Dessa vez eles ficaram pouco tempo, apenas dez dias. Fazia dez meses que não nos víamos. A saudade era grande! E eu tenho a nítida impressão que minha vida agora resume-se a uma eterna contagem regressiva, contando os dias para quando vamos nos ver novamente.
Curtimos muito a presença dos meus pais aqui, apesar de por pouco tempo. Laura faltou aula dois dias, quando fomos pegá-los no aeroporto e na sexta-feira antes deles voltarem pro Brasil. Nos outros dias (quatro dias só, porque segunda dia 12 foi feriado aqui) meu pai levou e buscou a Laura na escola. Ela adorou, ainda mais porque o vô ia de carro e não a fazia andar, como eu faço.
Ela dormiu com eles todas as noites.
Eu tentei esquematizar um roteiro para as nossas tardes, pra aproveitarmos bem. Pra minha surpresa, e total gratidão a Deus, fez mais dias secos do que chuvosos. Tiramos só uns 2 dias pra descansar e não fazer nada ou fazer malas. Fora isso, saímos praticamente todos os dias. Foi ótimo!A despedida foi, como sempre, triste. Na hora nos contemos apenas com os abraços apertados, mas depois doeu. E dessa vez Laura sentiu muito. Foi só chegar no carro que ela desabou de chorar, tadinha. Ficou uns dois dias amoadinha, chorosa, e dizendo que queria que os avós morassem aqui. Agora já está bem.
Algumas fotos da semana
O cupcake de aniversário da Alice. Cantamos parabéns pra ela no dia do seu aniversário, 9 de outubro.
O chamego da vovó, todas as manhãs, acordando Laura.
A caminho de Harrison Hot Springs, a cento e poucos quilômetros da cidade
Harrison Hot Springs, numa tarde fria de outubro

O melhor sorvete que eu já tomei na vida!
Pumpkin Patch, um programa típico do outono canadense
Lá tem bichos de fazenda, muito legal para crianças
E não podia faltar o passeio pelo campo de abóboras. Neste dia choveu.
Registrando as cores do outono
E um passeio no lago
E alguém que praticamente aprendeu a andar enquanto os avós estavam aqui.











{ 25 comments }
Sou fã das suas fotos! Uma mais linda do que a outra! Que delicia poder registrar esses momentos tão bons com a família, não?
Ana, como vocês são duronas! Conseguiram ficar só no abraço apertado… Minhas despedidas são SEMPRE regadas a lágrimas. Muitas delas. No meio do aeroporto, com toda a plateia…
Acho que a gente vai viver pra sempre com um pedaço faltando no coração, né não?
Tuas meninas estão lindas e é impressionante ver o desenvolvimento da Alice. Parabéns.
Nada com ter a família por perto. Nem que por pouco tempo.
E a vida segue…
Ai Ana como é dificil essa parte né? de despedidas e saudades. Lindas fotos.
Nossa, que lindo, as fotos deram um tom de nostalgia ao texto… saudade dói demais…quando eu tinha 4 anos, fomos morar em Uberaba (pertinho de Santos, minha terra natal), e eu me lembro de ficar andando em volta da mesa de jantar, chorando e chamando minha vó… graças a Deus a distância permitia que ela nos visitasse sempre! E toda vez, eu fazia um escândalo, cruzava as pernas em torno dela, implorando pra ela não ir embora! Bons tempos…eheheh
nossa pouco tempo né, mas deu pra matar pelo menos um pouquinho da saudade!!!!
Ahh, fiquei triste com a tristeza de Laurinha… deu até vontade de chorar. Daqui a pouco vcs estarão juntinhos de novo e Alice vai estar correndo! Um beijo!
Oi Ana,
As suas fotos são realmente muito lindas!!! Parabéns!!!
Vc fez curso de fotografia aqui no Brasil? Indica algum?
Obrigado!
Eu estudei fotografia na faculdade (jornalismo) e fiz um curso na Visual Arts, no Downtown da Barra. Foi um curso básico, mas que te ensina toda matemática que tem por trás da fotografia. Fora a parte técnica, que eu ainda tenho muito o que aprender, tem que ter olho.
Ana, eu chorei…
Entendo bem como dói essa distância e olha que não estamos em outro país. Na época do aniversário da Alice, a família do meu marido estava aqui, o mesmo período, 10 dias… e até hoje, depois que eles se foram, Samuel pergunta pelo vovô e pela vovó.
Dói muito mesmo. Aos poucos, melhora, mas nunca passa.
A vida é assim mesmo, e felizmente, temos mais alegrias do que tristezas pra levarmos na bagagem. E temos todos os deliciosos reencontros que nos aguardam*
Um beijo pra vocês e um especial pra Laurinha… pra aquecer bem o coraçãozinho dela
Imagino como deve ser doído…
Nós nos mudamos p/ Friburgo, que é 2 hs e meia do Rio. Mas sempre que voltamos, o Edu vai aos prantos (o Maurício até brinca, que parece que está indo p/ a guerra…hehehe). Qdo minha mãe é que vem, volta chorando no ônibus. Agora tentamos dar um ar casual, sem grandes despedidas e melhorou um pouco. Mas se fosse em outro país….nooooossa… nem imagino….rs
pra varias, lindas fotos…
imagino como a baixinha ficou tristinha… mas faz parte, né?
beijocas
Oi Ana,
Pelos numeros foi pouco tempo, contudo , vcs conseguiram viver momentos maravilhosos e inesqueciveis. As fotos mostram tudo…
Que Deus console e conforte o seu coraçao, dos seus pais e principalmente da Laurinha.
Bjim, Neuzinha
Ana, como sempre LINDO!
Eu chorei, claro
Nada melhor que pai e mãe né?
Bjinhos pra Laurinha
Ola Ana, faz um tempinho ja q acompanho seu blog, adoro todo o conteudo e ha algum tempo tbm fiz um blog, depois abandonei, agora voltei, vamos ver….qdo der, da uma passadinha por la.
Sei bem como e’ isso dos Vovos irem embora, qdo minha maezinha foi embora foi tao triste, ate acostumar sem a presenca deles ne…dificil…que Deus conforte a voces todos. Beijinhus.
Visitas da familia sempre deixam um vazio estranho depois que elas voltam. Eu prefiro ir ao Brasil do que quando minha familia vem pra ca…estranho ne? Mas depois a casa fica tao calma e silenciosa. Pelo visto vcs aproveitaram bastante. Lindas fotos. bjs!
Tadinha da Laura… Minha mãe contou que ela teve crise de choro né?! Que peninha que eu fiquei… Mas fazer o que né?! Melhor é chamar a tia e o tio para morarem aí!!!
Bjs, Saudades!!!
Oi Ana, eu tb fiquei chorosa por vc e pela a Laura, eu tb sei o que é está longe.
O outono tá muito lindo!!!
Bjos.
Ah, até eu fiquei triste de saber que seus pais já voltaram para o Brasil, Ana. Que lindas as suas fotos! Seus posts sempre trazem uma leveza tão grande para o meu dia. Adoro lê-los. Que orgulho essa família que você tem. Muita saúde e felicidade para todos! Um beijão!
Estou lendo e chorando de saudades. Como dói os nossos corações!!!
Sei exatamente o que Laurinha sente.
Quando meus pais se casaram, meu avô materno fez meu pai prometer que nunca levaria os netos pra longe e acabamos morando sempre na casa deles ou perto da casa da Vô Maria e do Vô Manel. Um dia meu Vô já com mais de 90 anos, foi pro céu e meu pai saiu de Governador Portela, cidade serrana, levando-nos para S.J.de Meriti(Vila Rosali), tres horas de ônibus e seis horas de trem de distância naquela época.
Éramos sete irmãos. Chorávamos muito com a separação, mas meu pai prometeu para nossa Vó Maria que as férias escolares passaríamos sempre com ela e assim foi feito.
Quantas saudades sinto da minha vó Maria.
A casa da Vó Maria era pequenina mas para nós parecia um palacete.
Hoje eu vejo como ela é pequena pois ainda está lá no mesmo lugar. Meu tio Manoel a herdou.
Minha vó plantava e colhia quase tudo que comíamos.
No quintal tinha um pequeno pomar, onde podíamos encontrar: Laranja lima, jabuticaba, manga, banana d’água, prata e sapo, uva verde azedinha, jaca, maçã, ananaz(abacaxi pequeno), jambo, pitanga, mamão macho, sapoti, cana, oiti, morango selvagem, goiaba vermelha e branca, etc…
Tinha também um canteiro, onde plantava aimpim, bertalha, couve tronchuda, alface, salsa, cebolinha, cuentro, ihname,cenouras,batata doce, almeirão e berduega( não achei este nome no dicionário mas esta folha existe).
Cultivava várias espécies de ervas medicinais.
Vovó criava galinha, pato e porco.
Quanta saudades sinto da comida e do perfume daquela cozinha.
Vovó fazia tudo com muito amor, estava sempre cantando e conversando com algém que não conseguíamos ver.
O fogão era de lenha e nunca se apagava, tinha sempre água quentinha para fazer a comida, o café e dar banho nos netos . A cozinha só tinha tres paredes e ficava de frente para o poço e tínhamos que tocar a bomba pra vovó lavar a louça e lavar a roupa da meninada.
Vó Maria tinha duas irmãs solteironas: Tia Carmem e tia Lina que ajudavam ela a cuidar da casa e das crianças.
Tempo bom aquele!!!
Como é difícil a separação da carne!!
Vovó, tinha um coração enorme. Sua cama de ferro e colção de palha não era tão grande, mas cabia todos os netos (que com ela morava) na hora de dormir e serem embalados com lindas e histórias.
Quantas histórias ouvimos! Ríamos muito com ela.
Esteja ela onde estiver, tenho certeza de que se sente orgulhosa das sementes que deixou plantada nos nossos corações.
Hoje eu digo: Fui cuidada, abraçada e consolada por uma santa de Deus que hoje habita com Ele nos céus.
A cidade inteira a conhecia e chamavam-na de Tia Mariazinha ( Zinha)
Minha vó teve 6 filho e criou uma sobrinha que hoje chamamos de Vó Santa.
Dos que lembro são 25 netos(as).
Nós também vamos sobrevir e Laurinha, Alice, Ana Paula, Cris, Fagundes ect… etc… vão ficar bem.
Deus faz tudo certo!!!
Saudade não mata mas tira o sono!!!
Até agora tenho dormido muito bem, graças a Deus e continuarei dormindo pois sei que voces estão felizes, contentes e em paz com todos e com Deus.
Amei o seu texto e as fotos.
Continue escrevendo e nos alimentando com suas palavras.
Te amo e já estou com saudades!!
Beijos!!
Faltam…. dias para nos abraçarmos novamente!!!
Oi Ana!
Menina, coisa mais linda essa tua mãe!
Que relato lindo…cheio de amor!
É isso ai D. Tereza… saudade não mata, mas tira o sono!
Lindo Ana… família linda que tu tens!
As flores do Outono dão um sentimento tão bom!
Laurinha e Alice coisa mais fofas!
Beijos Lu.
Fotos lindas Ana! Que pena que seus pais só puderam ficar 10 dias, passa tão rápido né?
Pelo menos foram 10 dias bem aproveitados =)
Beijo
Que delicia isso e que benção seus pais poderem te visitar.
Os meus, além de não quererem entrar em um avião não estão podendo sair de casa, pai acabou de operar o ombro.
Que seja sempre assim.
bjks
Ana;
Dessa vez você e sua mãe me levaram às lágrimas….olha que eu sou durona!
Na verdade lamento que meus filhos, apesar de terem duas avós saudáveis e morando na mesma cidade, não tenham com elas uma relação tão especial, tão profunda.
Eu também não tive esse tipo de relação com minhas avós, apesar de ter me dado muito bem com uma delas que já faleceu e da outra ainda ser viva, agora com 100 anos.
Espero e lutarei muito para ter com os meus netos essa relação tão delicada.
Parabéns pela coragem!
Beijo grande,
Ai como suas fotos sao lindas, parecem ate fotos de livros de fotografia!!!!! Nossa doeu ate em mim a partida do seus pais, um aperto no coraçao. Mas sao momentos que ficam marcados pra sempre…
Mas a vida segue…
Beijos
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