O outro lado da maternidade

01/04/2009

in Eu,Maternidade,Papo de mulher

maes01Diz o ditado que ser mãe é padecer no paraíso. Hoje eu realmente entendo o que isso quer dizer. É muito mais comum a gente ler por aí a parte do paraíso que diz respeito à maternidade: as coisas fofas que os bebês – e as crianças – fazem, as alegrias, as descobertas, o sentimento de amor infinito que invade os nossos corações, os sorrisos, as risadas. Até aqui mesmo no blog, eu sempre falo do lado bom de ser mãe. Mas o outro lado existe também.

Antes, quero deixar bem claro: eu AMO minhas filhas, AMO ser mãe, e não me arrependo das minhas escolhas. Pronto. Já cobri essa parte. O que não invalida o “padecer” que vem adiante.

Ser mãe 24 horas é cansativo. Muito. Na fase da Alice, o cansaço é físico. Tem horas que ela só quer colo, se não tá no colo, chora. Na fase da Laura, o cansaço é mental. Ela já argumenta, responde, pergunta, chora. maes03Laura é teimosa (e eu nem sei quem ela puxou…). Laura pensa que ganha a gente no choro e na manha. Ontem eu fui firme e não cedi ao choro manhoso dela, que queria bombom, quando não cumpriu o nosso combinado (tomar o copo de vitamina de abacate). Custou, mas eu não cedi. E haja paciência pra aguentar a choradeira homérica, de soluçar e tudo, os socos na bancada da pia, só porque eu não ia fazer o que ela queria. Vou te contar, não é mole não.

Eu me sinto uma malabarista, tendo que equilibrar um bebê, uma criança, uma casa. Esses três são sempre a prioridade, claro. E eu fico sempre por último. Eu como correndo, ou com Alice no colo. O banho tem que ser rapidinho, eu tenho que escolher se vou lavar o cabelo, raspar o braço ou a perna, ou lixar os pés. Não, não dá pra fazer tudo num banho só. Hidratante? Só se as duas estiverem calminhas, brincando e felizes e puderem esperar mais 5 minutos pela minha presença. Tem dias que eu esqueço mesmo.

maes01Depois que a gente tem filho, a gente muda. Os primeiros meses depois que o bebê nasce são os mais complicados, a mãe se ajustando, a criança se ajustando também. A dinâmica da casa muda. Eu me senti como se fosse outra pessoa e é tão estranho não se sentir você mesma. E você ainda não sabe quem você é. É como se a Ana Paula que eu conheço tirasse férias e viesse outra moça ocupar o lugar dela momentaneamente. E até “conhecer” essa outra moça, que depois você descobre que veio pra ficar, você fica perdida, literalmente. Eventualmente você se acostuma e incorpora a nova pessoa que se tornou, mas demora. Enquanto isso, a angústia de não se saber é é grande.

Eu nem sei se estou fazendo sentido no que escrevo. É difícil colocar em palavras a confusão da cabeça de uma mãe recente. Mãe tem que ser camaleão. Mãe não pode ter medo de mudança. Mãe tem que ser flexível.

O pai? Não posso reclamar do André não, verdade seja dita. André é um paizão, ajuda com as meninas, com a casa. Muito mais do que eu podia pedir. Ainda assim, não sei o que é, mas a cabeça de mãe acha sempre que a responsabilidade é dela. Mesmo quando ele fica com as meninas pra eu poder tomar banho, por exemplo, eu faço tudo correndo pra liberá-lo. É coisa minha, maes03que eu ainda estou trabalhando pra me libertar disso. Pra aceitar ajuda verdadeiramente, digo, liberar a minha cabeça e ficar bem com o fato de que eu não preciso carregar tudo nas costas sozinha. Hoje de noite vai ser um exercício desses: vou encontrar com umas amigas – só mulheres, a maioria mães. André vai ficar com as meninas. Eu tô com o coração apertado, acho que não vou parar de pensar neles em casa, mas preciso sair.

Só sei que cabeça de mulher é complicada. Demais. Eu me questiono o tempo todo. Eu sinto culpa se quero dedicar um tempinho que seja pra mim. Alice está dormindo agora, Laura na escola. E eu aqui, escrevendo. A casa tá mais ou menos cuidada. Ainda assim, o tempo que fico aqui, escrevendo ou fazendo outra coisa qualquer no computador, é com culpa. Que eu não deveria estar aqui, que eu deveria estar cuidando da minha casa.

Já li que pras crianças (ou a família) ficarem bem, a mãe tem que ficar bem, tem que se cuidar. Como é difícil. Talvez porque eu tive um exemplo de dedicação extrema em casa, da mãe que largou tudo pra cuidar e só cuidar. E talvez eu me compare e vejo que não me dedico tanto, me sinto egoísta por querer cuidar de mim. Sei lá, Freud explica.

maes01Viu só? Sabe aquela mãe no parquinho com três crianças, rindo e batendo papo toda sorridente, empurrando o mais velho no balanço, enchendo o baldinho do mais novo de areia? Aquela que parece ter a vida perfeita, crianças lindas, com saúde? “Ai, como é lindo ser mãe!” Aposto que lá no fundo ela também tem seus momentos de crise de identidade, de cansaço, de vontade de sumir. É normal. É o outro lado, aquele que não está nas revistas, nem nos livros, aquele de que ninguém fala porque pode soar mal.

Espero não estar assustando as que ainda não são mães. Ser mãe é maravilhoso – leia o segundo parágrafo de novo. Eu só quis escrever um pouco sobre a parte do padecer do ditado. Ainda assim, não trocaria isso tudo por nada. Amo minha vida como ela é. Os paradoxos da minha cabeça me fazem entender que isso tudo me faz crescer, é assim que é a vida adulta. E algo ainda me diz que eu vou sentir saudades disso tudo… do caos de viver numa casa com duas crianças pequenas.

Imagens, no Flickr, sob licença Creative Commons: Cia de foto, lepiaf.geo, Anastassiya L, Pingu1963, rolands.lakis.

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{ 73 comments }

Rosa Mônica April 1, 2009 at 10:26

Ana, que bom saber q/ tem outras iguais a mim. Hoje me acho um pouco melhor, mas o meu filhote tá 1ano e 8 meses…Qdo ele era da idade da sua, esse era meu dilema, s/ contar q/ voltei p/ trabalhar depois de 4 meses, ai que crueldade…
Mas aos poucos as coisas vão se encaixando, isso é muito da nossa persolanidade, do jeito q/ a gente. Tenho amigas q/ são super zen, vivem normalmente, ainda ñ consegui, mas paciência.
Um forte abraço, fico feliz por nós, e ñ só eu…

Flavia April 1, 2009 at 10:49

Ana,
Eu sou mãe 24 hs tbm, só tenho um filhote de 16 meses e sei que não é facil… Esses dias eu tbm me sentia agotada, mas me lembrei de uma frase que uma amiga gosta muito de falar: tudo chega e tudo passa…
Divirta-se essa noite.
um beijo.
Flavia
ps: ah! Seu aniversário tá perto, né? O meu tbm, faço dia 07.04. Ja ouviu falar de “inferno astral”? Se vc gosta de astrologia, dá uma buscada… talvez explique um pouco essas sensações…

Ana Luisa April 1, 2009 at 10:51

Ana;
Na boa, para mim você é uma heroína.
Aqui no Brasil, bem ou mal, vc tem opção de contratar uma pessoa para te dar uma mão, nem que seja com a casa, coisa que não acontece por ai.
Eu também, apesar de ter ajuda, me sinto constantemente esgotada, porque há coisas, como a educação por exemplo, que não dar para delegar. Fora as horas fazendo dever com o mais velho, a mais nova ( minha Laura, que é da idade da sua) que também faz pirraça, o leva e trás de balé, futebol, natação, além de ainda trabalhar fora.
Agora,uma coisa que consegui melhorar muito com o tempo e depois de muita análise foi a questão da culpa. Acho que sou a melhor mãe que eu CONSIGO ser e ponto.Ao contrário de você, eu me pego olhando para trás e vejo que minha mãe por exemplo, que eu amo de paixão e que sempre foi presente na minha vida,já que não trabalhava fora, não dedicava seu tempo nem seus finais de semana integralmente a fazer programas infantis como fazemos,sempre priorizando nossos filhos. Acho fundamental ter um tempinho, por menor que seja para fazermos aquilo que gostamos. Talvez por isso eu durma tão pouco ( em média de 5 a 6 hs por noite). Não abro mão de fazer o que eu quero, nem que seja um poquinho, depois que as crianças dormem. Agora, pode ter certeza que depois que eles crescem melhora muito!!!!!!Os Meus estão com 4 e 8 anos e já é bem bacana. Beijos!

Ana Paula April 9, 2009 at 15:16

Eu não sou heroína não, Ana… aqui não tem opção mesmo, ou você cuida, ou você cuida. Todos nós temos nossos exemplos e aprendemos com eles, né. Seja como fazer ou como não fazer! *risos*

cida.rainhagama@gmail.com April 1, 2009 at 10:56

Poxa Ana, deve não ser fácil mesmo!! Acho que eu nunca li um post seu tão cheio de… tô sem palavras.
Fiquei com nó no cérebro e com uma vontade louca de ir até ai para te ajudar…
Eu sei que não vai adiantar em nada falar pra você desencanar, cuidar de você e blá, blá, blá…
Mãe é mãe e só muda de endereço porque os dilemas, dúvidas, acho que são os mesmos.
Boa sorte pra você e se servir de alívio, isso é fase e você ainda vai rir quando reler este post.
beijo

Renata Ceneviva April 1, 2009 at 11:27

Gostei muito do seu post. As vezes (e nao poucas vezes) eu me sinto exatamente como vc!
Sua familia é linda!
Um abraco,
Renata

erika verginelli | photography April 1, 2009 at 12:25

Aninha, te entendo PERFEITAMENTE! E tenho certeza que todas as mães tb. Sim, eh muito dificil e so nos sabemos disso. Nao adianta pq uma mulher que ainda nao eh mae ou nunca foi, nao vai conseguir nem imaginar nao.

E vc sabe q eu sinto em relaçao ao Gustavo a mesmissima coisa q vc em relação ao Andre. Ele é um paizão mas parece que ele tá me fazendo um favor toda vez q ele fica com ela um pouco pra eu responder uns emails, editar fotos, tomar banho, ou qd ele coloca ela pra dormir e eu nao, qd ele levanta de madrugada e eu nao. Fico sempre me sentindo meio mal, como se a obrigação mesmo fosse só minha. É horrivel isso!!! Que sentimente péssimo! Mas eu acho q não é coisa só da nossa cabeça nao. As mulheres são criadas assim ao longo da vida, como se o filho fosse só da mãe e só responsabilidade da mãe!

Quer ver um absurdo que o Gustavo sempre comenta? A gente almoça quase todo final de semana no clube que somos sócios e sempre que precisa trocar a fralda da Manu, sou eu quem tem que leva-la pq só existe trocador, fraldário no vestiário feminino! Pode? Pq? O Gustavo não se conforma. Acho isso um machismo. Ou seja, a própria sociedade coloca esse peso nas nossas costas e ai, haja terapia pra gente conseguir se libertar dessa culpa!

Amei esse post! E sim, é bom demais ser mãe, tão bom que é impossível colocar em palavras. É a melhor sensação do mundo ficar abraçada com a minha bebe, sentir o cheiro dela, o bafinho dela, ver o seu sorriso, fazer carinho nela…tudo isso nao tem preço mesmo e eu tb não me arrependo. Não conseguiria passar por essa vida sem saber o que é isso, sem ter vivido esse sentimento tão bom e tão assustador ao mesmo tempo. Mas cansa, cansa muito sim!

bjs lindona!

Ana Paula April 9, 2009 at 15:17

É isso mesmo, Erika. Essa coisa da gente achar que a “obrigação” é só nossa. Aqui no Canadá tem trocador em banheiro masculino. Eu também acho muito machismo só ter trocador em banheiro feminino. Ainda assim, adivinha pra quem sobra a tarefa de trocar fralda fora de casa? ;)

Mirela April 1, 2009 at 12:38

Ana
Só posso te dizer uma coisa sobre seu post: concordo em genero, numero e grau!
Sinto as mesmas coisas que vc….
E quando estou em epocas de crise, o meu marido sempre diz: calma, essa fase vai passar e vc vai sentir saudades, aproveita esse tempo e desencana em querer ficar limpando e arrumando a casa
Sei que ele está certo, mas não consigo desencanar….quem sabe um dia..quando essa fase passar
Bjs e vc não está sozinha!

Ana Paula April 9, 2009 at 15:18

A gente é assim mesmo, né Mi… mesmo sabendo que é fase, a gente não consegue desencanar. Afe!

Simone April 1, 2009 at 13:13

Eu acho que todas as mães te entenderam perfeitamente, pelo menos eu sei do que vc está falando.

Michelle Velloso April 1, 2009 at 13:24

Ana, AMEI o seu post. Me sinto EXATAMENTE como vc. Qdo a gente tem 1 filho, dá pra ter uma noção disso tudo que vc descreveu, afinal temos somente 1 demandando nossa atenção, carinho, cuidados… A gente foca tudo nesse filho. Agora qdo são 2, é coisa de maluco. Fico pensando nas mães que tem 3, 4, 5 filhos… É de pirar!! Fico pilhada o dia inteiro e qdo eles dormem, a noite, sempre bate uma tristeza no coração. Um sentimento de que sentirei saudades dessa época e ao mesmo tempo um sentimento de que não estou fazendo as coisas direito. Eu tô com eles 100%. Tô sem trabalhar. É punk, mas vale MUITO A PENA!! Ontem mesmo, pude testemunhar algo que não tive a oportunidade com o Renan: ver a Julinha começar a engatinhar. Foi ali, na minha frente! Meu coração se encheu de alegria e de tristeza de ter perdido esse momento tão gostoso pra babá do Renan na época pq eu trasbalhava fora… Eu diria q ser mãe é viver num eterno dilema. Se não trabalhamos nos culpamos por estarmos nos anulando; se trabalhamos nos culpamos por ficarmos pouco tempo com os filhos. É o velho ditado: ser mãe é padecer no paraíso!! Beijão e fique com Deus.

Ana Paula April 9, 2009 at 15:19

Eu não sabia que você tinha parado de trabalhar, Michelle! Tem isso também, da gente vivenciar coisas com o segundo que não vimos com o primeiro. Eu tô passando por isso também… essa coisa das papinhas, lembro bem que eu ficava super sentida porque não via as reações da Laura com as comidinhas novas. Só a minha mãe… agora estou podendo presenciar com a Alice.

Fabiana April 1, 2009 at 14:28

Ai ai, tudo que todas nos maes sentimos, mas soh vc escreve, e poe direitinho aqui no blog pra gente ler e simplesmente assinar em baixo.

Evellyn April 1, 2009 at 14:30

Ana,
excelente texto! Impossível não se identificar com ele. E não adianta, os filhos crescem mas a mãe continua tendo que ser como um camaleão, adaptando-se às novas fases que surgem. Tenho um menino de 10 anos e escrevi sobre isso na semana passada:
http://www.blogdaevellyn.caixadepandora.com.br/?p=1390
Oh, idade, viu? As birras de menino ficaram lá pra trás e eu nunca sei até que ponto estou acertando…
Adorei sua observação sobre ser outra pessoa quando nasce um filho. Em breve também “tirarei férias” de mim de novo e estou torcendo para conseguir equilibrar todos os papéis, sem enlouquecer!
Beijos

Ana Paula April 9, 2009 at 15:20

Essa coisa do “ponto” também conta, né? Essa coisa de educar um filho não é mole não. Aliás, eu digo que é o trabalho mais difícil que já fiz na vida!

marcia April 1, 2009 at 14:37

Oi Ana, só te escrevi naquele post que vc pediu para seus leitores se identificarem mas esse post não posso deixar de comentar. Tenho dois meninos (7 e 9 anos) senti TUDO e bem mais do que vc relatou. Me cobrei conseguir coisas do arco da velha, me sentia culpada por pedir qualquer ajuda. Eu deveria ser capaz de cuidar de tudo dos meninos sozinha. O tamanho da nossa exigência é absurdo. Se conselho resolvesse alguma coisa eu te diria para se cobrar menos. Essa fase de cansaço físico vai passar e se vc puder ter mais lembranças boas do que culpas para lembrar vai ser ótimo! Agora comigo tudo está bem mais fácil, estou aproveitando enquanto a adolescência não vem. Converse bastante com outras mães, isso com certeza alivia a culpa e dá uma leveza maior.
Parabéns pela ótima mãe que vc é,
bjs
Marcia

Ana Paula April 9, 2009 at 15:21

Nem me fale de adolescência! Temos amigos que têm filhas adolescentes e eles dizem que o trabalho é mil vezes pior que agora… não tô preparada!! hahahah

Flavia Oliveira April 1, 2009 at 15:21

Ana, querida… o maior problema no seu texto, a meu ver, é você achar que o André te ajuda. Ela não tem que te ajudar, ele tem que dividir as responsabilidades com você. Tudo bem que vc está de licença e ele sai para trabalhar o dia todo, mas quando isso acabar o casal tem que entender cuidar dos filhos não é uma tarefa única e exclusiva da mulher. E quando o homem faz, não pode ser em tom de ajuda, mas sim de divisão. Acho legal quando o casal consegue estipular tarefas independentes para cada um dos dois (tipo: a mãe dá o jantar, o pai bota para dormir, a mãe arruma a mochila da escola, o pai dá o banho etc). Aí sim, se um dia o outro precisar, será uma ajuda naquela tarefa.

Sobre se cuidar, tente mensurar o tempo que vc separa só para você por semana (nem vou falar por dia!) e veja que você não está sendo egoísta ao fazer o que gosta. O dia tem 24hs, a semana 576hs. Tirando as horas de sono (tô exagerando umas 8hs/dia) sobram 112hs por semana. Ponha na ponta do lápis e veja quantas dessas horas você reserva para você. Vai ver que não está sendo nada egoísta e sim muito altruísta.

Um beijo, com carinho!

Ana Paula April 9, 2009 at 15:22

Tá vendo, Flavia, como até o meu discurso me enche mais da responsabilidade? É coisa minha, eu sei… mas “consertar” a cabeça é difícil, viu! Eu não botei ainda na ponta do lápis as horas que gasto comigo não, não dá tempo! hahahah

Rebeca April 1, 2009 at 16:12

Inúmeras vezes mentalizei: eu com uma mochila nas costas dando a volta ao mundo.

Coisa que eu aprendi no site Modern e tenho falado para as mães cansadas, repete pra vc o dia inteiro: CULPA NÃO!

Camila April 1, 2009 at 17:27

Oi, Ana Paula,

Visito sempre seu blog porque adoro!

Não sou mãe (ainda), mas tenho pensado muito nisso. E gostaria de te ajudar a se livrar de uma culpazinha que seja: como mãe em planejamento, afirmo que você não me desanimou nem um pouco. ;o)

Esse post foi tão viceralmente verdadeiro e tão lindo e delicado… Fiquei muito emocionada! De verdade! Culpa é um peso desnecessário, ainda mais a culpa feminina/materna, o desejo inatingível de ser a super-heroína.

Caminha assim, olhando pra suas próprias dores que elas acabam perdendo a força.

Um beijo grande e obrigada por falar sobre o “dark side” da maternidade! ;o)

Mic April 1, 2009 at 17:42

Ana, pelo menos você sabe onde tá “pecando” na culpa e tenta mudar. E ao mesmo tempo que teve dentro de casa o exemplo de mulher que “se deixou pra trás” pra cuidar de filho e marido, essa mesma mulher hoje te fala abertamente que hoje faria isso tudo diferente, não fala? Até no meu blog ela já escreveu que hoje os filhos cresceram, têm suas vidas, e ela precisou recuperar a dela… Então, nas horas que essa culpa sem sentido aparecer, afasta ela! Por que todos têm direito a ter seus momentos, fazer as coisas que gosta, ter seu tempo sozinha e justamente você não tem?

Impossível fazer tudo que você faz, cuidar de casa, filho e marido e estar com um sorriso nos lábios se você está deixando de ser você mesma. E eu te dou a maior força pra ir aos pouquinhos recuperando (ou descobrindo) que você DEVE manter a sua individualidade e ter seu tempo só pra você!

E, concordo com a Flávia, o André não “te ajuda”. Ele faz o que todo homem deveria fazer mas, infelizmente, não faz. Sim, ele é uma exceção. Mas, isso não faz dele um herói, mas sim um exemplo a seguir pelos outros homens cara de pau! ahahahahah

Tem mais é que sair mesmo, fofocar, rir, viver, se sentir mulher. E sem essa de ficar pensando como estão as coisas em casa, hein? Vou te cobrar! ;)

bjs e força na peruca!

Ana Paula April 9, 2009 at 15:23

Valeu, Mic. Você sabe que nossos papos contribuem muito pra eu me liberar dessa culpa toda, né? :)

Camila April 1, 2009 at 17:48

É isso aí! Eu e todas as minhas amigas q vão se tornando mãe sentem-se assim, ou pior. Ainda tem a culpa do parto, da amamentação… essa última, em qualquer campanha com uma linda atriz da vez parece a coisa mais fantástica. Ninguem fala do preparo dos seios, do bebe q não pega direito, da demora do leite. Aí vai a mãe toda iludida e acha q ela é a errada e desiste de amamentar! Acho que falar o lado real (e não tão florido) é importante para escolhas conscientes e um melhor preparo, assim haveria menos confusão e desistencia.

Monique April 1, 2009 at 18:39

Tô até com medo de deixar um comentário. Num só dia viu quantos cometários? Pois é, porque o que vc colocou é a mais pura verdade.
Tem dias que eu gostaria de ter um outro filho mas outros agradeço imensamente a Deus por ter apenas só um, o pior é que esse agradecimento não é sem uma enorme culpa!
Pois é, aproveita e aproveita mesmo pq você com certeza vai sentir muita falta e já sinto… e olha que o Biel nem é tão grande assim…
Saudades amiga,
Monique

Ana Paula April 9, 2009 at 15:23

O Biel deve estar ENORME, isso sim! :) Bjs!!

Neda April 2, 2009 at 00:01

Eu poderia ter escrito seu post, acho que praticamente todas as mães poderiam. É a mais pura verdade. Eu ADORO ser mãe, até agora nada me fez mudar o plano de ter pelo menos dois filhos, mas não saio por ai dizendo que é fácil, por que não é mesmo. O que é essa culpa que a gente passa a carregar? Gente! O meu filho está com 2 anos e 9 meses e só agora eu já não me sinto tão péssima quando saio e deixo ele com o pai, agora já aceito que, quando estamos na casa de outras pessoas, os ‘tios’ curtam a brincadeira com ele e eu possa conversar com os adultos. As meninas do MOTHERN falam que mãe é na verdade é ser feliz no inferno, eu concordo com elas. Jà pensou em criar um Yes-day para a Laura? Dá uma olhada aqui (http://attic24.typepad.com/weblog/2009/03/the-yesday.html) acho que poderia te ajudar um bocado e a ela a entender que tem hora pra tudo. Por aqui ainda não tentei por que o meu ainda é pequeno demais. BEIJOS

Emília April 2, 2009 at 03:26

Oi aninha, faz tempo que não comento aqui, mas tô sempre por aqui pode ter certeza…
Bem eu imagino um pouco do que você passa, eu ainda não sou mãe, mas já sou assim com as minhas tarefas hoje em dia, tenho a vida muito corrida, trabalho fora, além disso faço trufas e cuido da minha casa, as vezes em momentos que estou parada (são poucos) me pego pensando que deveria estar aproveitando para arrumar isso ou aquilo…exigimos muito de nós mesmas e deixar de fazer isso é um exercício diário!
Ontem eu falava sobre você no fim da tarde com meu marido…rsrs…queremos um bebê e eu comentava que a tenho como excelente referencial, acho você uma pessoa muito madura, uma mãe maravilhosa, além de tudo admiro sua coragem, morar fora do país e levar uma criança pequena é uma atitude ousada de quem é corajoso (no sentido positivo da palavra) eu já ensaiei várias vezes dar início ao processo de imigração(…)eu aqui de fora tenho a sensação (e não tenho dúvida) de que você dá sim atenção necessária as meninas, essa sensação de ter de dar mais do seu tempo é algo seu, pessoal, coisas que temos como mulheres, característica das perfeccionistas, você certamente sabe que o tempo que passa com as meninas deve ser contabilizado pela qualidade e não quantidade, os melhores momentos de nossas vidas são contabilizados assim, não importa se ficou pouco tempo com alguém que ama, o que importa é como foi este tempo! Adorei seu post e acho que reflete como você disse a realidade que quase ninguém comenta!

Um bjo grande

anita e filhos April 2, 2009 at 03:55

Oi Ana ,é duro esses sentimentos que bate na gente,claro que amamos eles ,ser mãe ,eu mesmo queria até um 3º ,mais me lembro que qdo a minha segunda veio o meia velho tinha 6 estava na primeira serie ,como foi dificil ,a fase q ele mais precisa de mim ,e eu morrendo de cansaço ,exausta ,qdo ele aprendeu a ler ,eu não podia ajudá-lo ,nao tinha tempo de compartilhar com ele essa experiência ,eu tinha que cuidar da loja do meu marido ,com um bebê de recem nascido e um menino em fase de alfabetização e a casa tbem ,como foi difícil essa fase ,eu me culpava ,ao mesmo tempo sofria com esse sentimento .Mais depois passa e agente acaba esquecendo ,hoje aprendi assim ,Agora eu estou mais sossegada a emy ja tem 5 anos e o samuel 11 , mais não adianta ,mulher-mãe sempre vai se deixar por ultimo .Aninha as meninas estão lindas ,uma graça …muitos bjus para vcs e fiquem com Deus.
Obs: aproveita sua saída ,vai tranquila e divista-se ,pois vc tbm é filha de eus e merece.

Ana Paula April 9, 2009 at 15:26

É difícil a gente ter que se dividir tanto, né… saber o quanto dar de atenção pra um e pra outro. Ainda bem que Alice ainda não cobra. :)

Priscila e as meninas April 2, 2009 at 04:02

entendi muito bem seu texto, acho q todas as maes escreveriam um igual…rsrs!! Mas tente ir sem culpa, sei que é muuuuito dificil mas precisamos desses momentos!!bjkssss

Xris April 2, 2009 at 04:07

Adorei o post e mesmo não sendo mãe, já imagino que passarei pelos mesmos problemas, pois já vivo a neurose da “perfeição” no início do casamento… Sinto um peso de responsabilidade de manter tudo em ordem e já me pego imaginando que quando vierem os filhos eu vou ficar louca…

Até o casamento, sempre imaginei o lado maravilhoso de ser casada e de ser mãe… Mas rapidamente a ficha caiu… E atualmente pretendo adiar ao máximo o primeiro filho… Na verdade nem consigo imaginar o dia em que decidiremos ampliar a família, pois tenho certeza que sempre vou achar que ainda não estamos prontos.

Mas como deu pra perceber, todas as mães passaram e passam pelo mesmo “problema”, e acabam dando conta… Vc vai dar conta tb!! Bjs…

Ana Paula April 9, 2009 at 15:26

E você vai dar conta também, quando chegar a sua hora! ;)

Octavio April 2, 2009 at 04:52

Ana,
apesar de ser pai, te entendo perfeitamente. isso porque eu tambem mudei muito depois de ter filhos. Hoje sinto que sou outra pessoa.
Abracos

Luciane April 2, 2009 at 05:00

Oi Ana!
Coisa mais boa ler um texto que parece que você escreveu…eu me sinto igual…o quinto parágrafo foi algo inexplicável a gente não se encontra, acredito que seja grande parte pela queda abrupta dos hormônios somada a mudança completa de físico, espírito e mente.rsss
Ao mesmo tempo que temos a coisa mais linda e amada do mundo em nossos braços temos um sono que teima em tentar fechar os olhos, uma coluna que não aguenta mais o peso do dia-a-dia e uma vontade louca de sair sem ter aquele peso de culpa!
Mas o que anima muito é saber que tudo isso passa, mas pena que junto com o tempo nossos bebes crescem e ficamos só na saudade!
Beijão grande e curta bastante o seu encontro com as amigas…sem culpa,Lu.

viviane April 2, 2009 at 06:37

Ana, este texto poderia ter sido escrito por mim, meus sentimentos são idênticos…faço muito pouca programação para mim, a dois também é algo bem escasso e a tal da culpa em estar sendo ausente ocorre quase que diariamente. Meu marido também ajuda (e muito) mas sinto como se fosse favor. Outro dia pedi para ele comprar fraldas e quando ele trouxe agradeci…pode? Preciso trabalhar isso.
Quando chego em casa cansada sem pique para dançar ou brincar com elas me sinto mal por já ter passado o dia “longe” delas e ainda sim não “querer” dar atenção e me dedicar. Ser mãe nos tempos de hoje é muito complicado, são muitos sentimentos e muitas frustações e o que importa mesmo é como iremos lidar com isso, pelo lado negativo ou positivo…ver as coisas de uma forma ou de outra. Mas nisso tudo eu acho sim que temos que ser multifunções, pois ninguem pode nos substituir. Só nós somos as mães, e não acho que ser mãe full time é se anular por completo, não mesmo. É que nosso conceito de “ser” mudou também…para SERMOS temos que nos realizar profissionalmente, como mulher, estar bem vestida e cuidada e tal…só que na nossa cabeça (ao menos na minha) minha prioridade número 1 é ser mãe e isso não é me anular para me dedicar as crias. É dedicar um tempo em educar, criar e estar ativamente presente na vida das minhas filhas porque enquanto elas são pequenas e precisam do meu apoio, eu me sinto na obrigação de dar. E dou não por obrigação é porque não imagino que seja de outra forma. Me sinto importante e fundamental na vida das minhas filhas. Fui eu que quis ser mãe e gostaria de poder assumir mais esta função mesmo sabendo que é cansativa, porque eu sei que é, e muito. Mais do que estar o dia todo no trabalho e somente de noite em casa com elas. Só que na nossa sociedade, ser mãe somente é ser nula, é depender de marido, é SER quase ninguém, é uma pessoa sem valor…acho que os valores estão muito distorcidos. Eu acredito que o mundo está desta forma porque nós mulheres fomos para rua ganhar o mundo (e acho muita coisa válida por aí, como ter direitos iguais e tal) mas ficamos sobrecarregadas, entregamos a outras pessoas nossa função principal e temos que ser nós mesmas antes de sermos mães. Veja bem, não sou radical, achando que lugar de mulher é na frente de um tanque, mas que sim, enquanto somos pessoas diferentes, e nós somos mesmo depois de sermos mães e daí para sempre, temos que nos dedidcar. Temos que fazer valer o “privilégio” que recebemos, e fazer este mundo girar redondinho mesmo as vezes ele parecer tão quadrado….sinto falta de não poder acompanhar a natação das meninas, a ginástica, de ouvir os comentários das professoras na escola, enfim…sinto falta delas e da pessoa melhor que eu sou quando estou com elas. Tentei escrever sem ser piegas e acho qe não consegui, mas fui sincera ao menos. Porque acho que ser mãe ful time não é vergonha nenhuma. Dou parabéns a esta mulheres que conseguem!

viviane April 2, 2009 at 09:01

deixei mais um comentário lá no meu blog…

Lívia April 2, 2009 at 09:04

Ana, me sinto exatamente assim, como você descreveu. Ser mãe é maravilhoso mas o lado “trash” nem todo mundo fala. E é exatamente assim. Até pra ir ao banheiro ficamos limitadas. Me encaixei em TUDO o que vc falou, desde vc até Alice e Laura. Vivo o mesmo aqui com a Gabi e o Miguel. Mas isso passa e mais tarde vamos rir disso!!!

Beijinhos pra vc
Lí, Gabi e Miguelito

Vanessa April 2, 2009 at 10:00

OI Sou nova por aqui… Mas não podia deixar de engrossar o coro e dizer que penso exatamente como você!!!
Por isso nem vou me alongar muito… Ultimamente tenho feito muitos desabafos com a família sobre a parte estressante dos filhos, só que diferente de vc, eu não faço as ressalvas de que amo meus filhos etc pq pra mim é meio óbvio… Então escuto cada coisa, tipo, não quis ter os filhos?? Então não pode reclamar!!!
Aff!!

Mi Müller April 2, 2009 at 10:20

Ana….

Este post é serviço de utilidade pública guria, é importante que antes de sermos mães saibamos disso tudo… e vê se aproveita a noite de meninas e descansa um pouco a cabeça, que tenho certeza que tu és uma ótima mãe, mesmo que não se dedique como tu gostarias.
estrelinhas coloridas pra ti…

Harumi April 2, 2009 at 12:55

Ana,
Lendo seu post parece que estava com um espelho na minha frente… Acho que a maioria das mães são assim, viu? Eu tenho exatamente os mesmos pensamentos que vc, mas tb tento mudar, me culpar menos e reservar um pouquinho que seja do tempo pra mim. Aos poucos a gente vai conseguindo… :) Não se culpe tanto…
Bjo enorme

sybelle April 2, 2009 at 14:08

Ana, vc falou tudo certissimo amiga, tbm me sinto pela metade em certos aspectos e isso tbm me deprime as vezes, Gabriel tem 4 anos e ainda fico mal pensativa incomodada se eu sair, quase nunca, e deixá-lo, não fico nem 1h no local…
é ruim, mas é como se eu estivesse perdendo tempo de estar com ele e transferindo para os outros a minha responsabilidade e atenção, loucura né?
mas sinto isso…
bjs
Vc como sempre mexendo com sentimentos tão fortes da gente, adoro vir aqui…

Isabella April 2, 2009 at 15:40

Oi Ana, em pensar que Coelho Neto, um homem escreveu que ser mãe é padecer no Paraíso…

Morando fora ainda temos que mudar mais ainda! Eu só tenho um menino, da idade da Laura, que tb fica muito bravo quando não tem suas vontades atendidas mas que tb é um docinho e hoje até me trouxe um ice pack porque acordei com dor de cabeça.

O marido já virou ex e agora sou mãe solteira sem ter planejado…

Mas sabe? Vou ao salão sempre, me arrumo pra trabalhar de casa, saio com as amigas, sem culpa. Acho que meu filho vai entender a preciar isso um dia. Quando ele tiver capacidade de entender melhor as coisas.

Cuide-se sim, não tem nada de errado nisso!

bjs

Clau April 2, 2009 at 15:51

Oi Ana!! O seu post disse tudo!! tudo o que uma mãe é e sente!! É o que sempre digo: Ter um filho muda tudo!! Tudo mesmo!
Amei ler o que vc escreveu! Me identifiquei com as suas palavras e senti um enorme alívio de saber que outras mães tem os mesmo sentimentos que os meus…
bjs

Giselia Netto April 2, 2009 at 15:58

PARABÉNS! Voce descreveu MUITO BEM. É exatamente assim mesmo – COMPLEXO – porém “NORMAL”. Tenha certeza : Voce sentirá SAUDADES! Portanto…aproveite!
Bjs à todos!
Gí.

Daniela April 2, 2009 at 18:06

Ana,
novamente um super post…Parabéns pela franqueza ao escrever aquilo que nós mães sentimos e nenhuma revista (ou blog) tem coragem de dizer… rsrsrs
Agora é controlar a cabeça e continuar a curtir cada momento, sem culpa!
Abraços
Dani

PatriciaUk April 3, 2009 at 00:48

Eu sou sempre fui mae full time e sim, nao eh facil! Nao sei o horario de dormir das suas meninas, mas o que me ajuda muuito eh o fato que as meus meninos ( 5 e 3 anos) ter uma rotina de cama e vao para a cama sem brigar cedo as 7/7:30 da noite, mesmo no final de semana. (desde recem nascidos). Tendo essa rotina, por mais exausta que eu esteja, eu sei que ha uma luz no final do tunel e que eu tenho a noite so para mim ou com o marido, assim eu curto eles muito mais. A gente sai bastante mas sempre estamos em casa as 4:30 e jantamos as 5, as 6 a gente sobe e nao desce mais, tomamos uma banho de banheira ate as 6:30 – hidratante neles ( eles tem dermatite), pijama, brincadeira no quarto, e 1 livro cada um e cama!

As vezes a gente precisa de apenas silencio, nao e??

Bjos x

Michelle Filo April 3, 2009 at 05:43

Amém!
P.S. Aqui já é seu niver, parabéns :)

Thais April 3, 2009 at 06:41

Oi Ana…eu vou fazer academia mas me sinto culpada por ter que deixar o Pablo um pouco mais na escola (sendo que vários dias que eu vou buscá-lo espero brincar mais um pouquinho…vá entender cabeça de mãe!!!)… Acho que nascemos com o chip da culpa, né?

Amanda & Meninas April 3, 2009 at 12:19

Ana, vc escreveu exatamente o que eu sinto. Eu falo todo dia para a Lorena que não me arrependo nem por 1 segundo de ter tido ela, acho que mais para eu escutar isso, pois sei que não me arrependo, mas é dureza cuidar dela e das 2 irmãs, sem babá, sem mãe nem sogra pra me ajudar. Estou com a pele toda manchada, me olho no espelho e me sinto um terror. Mas como vou a um dermato, sem ter com quem deixar a bebê? Então vou levando, me olhando menos no espelho, é o jeito. Meu consolo é que tudo passa mto rápido, então, acredito que logo, logo as coisas entram nos eixos. E olha que ela já vai fazer 1 ano mês que vem e ainda assim não consegui ter um minuto de paz, não sai nenhuma noite desde q ela nasceu, nem tive algumas horas pra mim. Eu penso no futuro, quando elas serão grandes e, se Deus quiser, serão minhas grandes companheiras. Boa sorte por aí…beijos

Tereza Fagundes April 3, 2009 at 16:37

Minha linda menina mãe, parabens por ter conseguido colocar no papel exatamente o que sentimos quando estamos parindo e cuidando dos filhos!!! Lembra quando voces eram adolescentes e chegavam em casa me chamando??? Eu sempre respondia que sua mãe não estava em casa que ela tinha saido e que quem estava era a costureira, a lavadeira, a passadeira, a cozinheira, a arrumadeira ou a namorada do seu pai.
Pois bem, era exatamente assim que eu me sentia!!!
Sentia-me como voce se sente agora!!
Não foi nada fácil abandonar os estudos o trabalho para ficar dentro de casa, cuidando, cuidando, cuidando de todos e muita das vezes ter que ficar em silêncio para não atrapalhar voce, seu pai e sua irmã que estudavam.
O importante é que apesar de todo o cansaço valeu a pena cuidar de voces e cuidarei sempre que for preciso.
Procure ler o Livro de Eclesiastes. Voce vai se sentir bem melhor. Nunca se esqueças de que tudo que existe já existiu e continuará existindo debaixo desse sol.
Vaidade e Vaidade somente Vaidade.
Deixe de sentir-se culpada pelas coisas que não consegue fazer hoje. Viva um dia de cada vez e tenha paciência com suas jóias preciosas.
Outra coisa: Livros são para serem lidos e não para serem colocados em prática ao pé da letra. Isso é humanamente impossível. Voce deve escrever seu próprio livro e dividí-lo com todos como tem feito no seu blog. A vida é para ser vivida e não imitada.
Conselho da mamãe para voce ter um pouco mais de tempo para voce: Dê comidinha para Alice, só peito esgota qualquer cristão!!!
Mamãe está feliz com tudo que leu e preocupada de vê-la tão distante, se tivesse mais perto juro que ficaria com as crianças para voces se curtirem um pouco mais.
O importante é não desanimar e continuar aprendendo a ser gente grande.
Crescer dói muito mas é fundamental para que sejamos um pouco melhor lá na frente.
Beijos no seu lindo coração e Parabens adiantado pelo seu aniversário amanhã.
Saudades!!!

Fabiana April 3, 2009 at 18:20

Ana….
Vc descreveu tudo… Eu me sinto como vc, e sei como é difícil. Eu tb amo minha filha, mas tem horas que fico perdida e sinto tudo o que vc disse.
Ah, amei as palavras da sua mãe. lindas palavras.
Beijos
Parabéns, felicidades e muita paz.

Larissa April 4, 2009 at 10:28

Ana
Obrigada por ter sido tão sincera.
Tudo o que eu sinto, mas não verbalizo por medo de ser mal interpretada. Tenho dois filhos, 3 e 4 anos, e parei de trabalhar para dedicar-me integralmente a eles. Amo e amo, loucamente, mas sinto-me tão cansada às vezes q. dá vontade de fugir. E, ainda por cima sou viciada nesse ritmo alucinante de banhos-mamadeiras-passeios-histórias-sermões-correções-disciplina-dengo-cafuné-cuidados, e etc. Quem entende a cabeça de uma mãe? Prazer, culpa, cansaço, auto-cobrança, satisfação, plenitude!
Fique tranquila. Ninguém, ou ao menos as mães, vão te julgar.
No final, todas nós lidamos com sentimentos bem parecidos.
Abraços

Pata April 4, 2009 at 14:01

Ai, Ana… eterno dilema! Seria pau se não fosse tão bom olhar pra carinha deles, né?
Mas é isso aí, um dia de cada vez e quando a gente vê, eles cresceram e os dilemas mudaram…
Força na peruca!
bjs

Patricia April 4, 2009 at 21:10

Oi Ana..
Só que não é mãe para te julgar… Te entendo perfeitamente.. Não acho q seja um dilema sobre ter ou não filhos.. mas sim como administrar o tempo depois que vc os têm.. a mudança de 1 para 2 crianças é enorme.. mas 3 é mais ainda.. vc fica outnumbered!

Hj fui no Aquario com 3.. são todos ótimos e até q foi pouca reclamação, mas é loucura ir com 3!!! Cada um sai para um canto.. levar todos no banheiro quando um quer ir.. o mais difícil é acomodar as idades…

Ah.. eu não sou mãe.. e nem desisti de ser após 3 anos de ser “mãe postiça”… mas que esses meus anos praticando me ensinaram mto sobre como dividir meu tempo, a se me ensinaram…

Laura e Alice estão mto fofas.. vi as fotos da Alice com Valentina…
Beijão :)

Ju De Mari April 5, 2009 at 16:51

Ana, eu me solidarizo e te dou os parabéns, de verdade. Não sei se conseguiria dar conta de tudo sozinha, assim como você. Ainda mais estando longe da família e do mundinho conhecido. Eu tenho me culpado um bocado ultimamente, mas é ao contrário. Culpa por forçar tempo pra mim, culpa por gostar tanto do meu trabalho, culpa por gastar tempo pra ficar bonita e “apresentável” por fora, mesmo que, por dentro, a coisa ande meio complicada…Difícil essa vida de mulher equilibrista. Difícil lidar com as culpas que os outros nos impõem, com a culpa que nós nos impomos…Tenho pensado em voltar pra terapia. Ajuda, viu? Bjos, Ju

Lu Francesa April 6, 2009 at 07:02

Todas que já são mães dizem : “Ser mãe é uma delícia, MAS dá um trabalho….”, muitas dizem para eu aproveitar enquanto não sou…Ultimamente tenho estado meio “assustada” com isso, e pensando em esperar mais um pouquinho e aproveitar um pouco mais a vida a dois….

Ciça April 6, 2009 at 07:42

De tudo que vc falou aqui, o que me tranquiliza é saber que vc está no caminho certo e tem consciencia dos seus “defeitos”. Nao… nao dá pra tomar tudo pra sí! Quando vc aceitar isso, e as meninas poderem ficar 5 minutos sozinhas pra vc passar hidratante, vai perceber!

Roberta April 7, 2009 at 07:53

Olá Ana,
Ainda não sou mãe.. mas é bom ouvir um pouco dos “dois lados” de ser uma!
Mas tudo isso que disse me parece bem imaginável.. imagina se meu dia a dia sem filhos já é uma loucura, imagina com 2 que nem você?
Mas deve ter um gostinho todo especial essa rotina, afinal com duas filhonas lindas para compartilhar os dias junto com você!!
Beijos e energia positiva!!
Roberta

erika verginelli | photography April 7, 2009 at 10:37

nossa, poucas mãe se identificaram com vc hein? hehehe…eu e mais um montão!!!!!

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