Crianças e dinheiro

por Ana Paula em 02/03/2009

em Compras,Laura,Maternidade

Recentemente eu peguei um livro na biblioteca sobre educação dos filhos. When You’re About To Go Off The Deep End, Don’t Take Your Kids With You (Quando você estiver prestes a cair no precipício, não leve seus filhos junto), de Kelly Nault. A autora dá muitas dicas de como lidar com os filhos, mostrando limites e ao mesmo tempo sendo amorosa (nossa, parece Mulan 2!). Uma das dicas é sobre como ensinar as crianças a lidar com dinheiro.

Alguns pontos abordados no livro:

  • Explicar pra criança de onde sai o dinheiro do cartão (de crédito ou débito)
  • Dar mesada desde bem cedo (3 ou 4 anos), uma pequena quantia por semana, pra criança usar como quiser
  • Não criticar as escolhas do filho, quando eles resolverem comprar algo que o pai não necessariamente aprove
  • Aproveitar ocasiões pra ensinar a contar, o que é o troco, economizar pra comprar algo de grande valor
  • Ensinar a criança a doar

moedasA Laura tem um cofrinho, que está cheio de moedinhas. A maior parte das moedas foi o vovô que colocou quando nos visitou. Nós temos contribuído com o cofrinho dela também, entretanto não com frequência.

Na sexta-feira eu resolvi botar alguns dos conselhos em prática. Estávamos numa livraria, onde fomos comprar um presente pra uma amiga que fazia aniversário. Eu AMO livraria e fiquei andando pelos corredores, querendo comprar tudo! Laura, idem, claro.

Dá-lhe explicar que não podemos comprar nada agora, que ela tem um monte de brinquedos e livros em casa, etc e tal. Adiantou? Nada. Aí eu lembrei do cofre. “Então tá bom, Laura, eu vou te dar 5 dólares pra você gastar com o que quiser, tudo bem?” Os olhinhos dela brilharam.

Mas, tadinha, a loja não era barateira e ela não achava nada por menos do limite estabelecido. “Mamãe, esse aqui?” Eu olhava a etiqueta do preço e mostrava pra ela. “Esse aqui é 17. 17 é mais que 5, não dá”. E assim foi.

Ela já estava desanimada, coitada. Eu resolvi aumentar o limite, pra 10 dólares. Ela continuou procurando e encontrou um diariozinho com adesivos. Claramente era pra crianças mais velhas, mas tudo bem. Eu não podia criticá-la por sua escolha, né? Eu até tentei convencê-la a levar outra coisa… *risos* Ela estava feliz da vida com o caderno.

Na fila do caixa, ela se depara com pirulitos de chocolate. Na promoção, que era de Valentine’s day, que já passou. “Mãe, eu quero”. E lá fui eu explicar que se ela quisesse o pirulito, teria que deixar o caderno lá, porque não ia passar dos 10 dólares. Era o caderno ou o pirulito. Ela parou, pensou. “Eu quero o pirulito”. :) Peguei 2, ainda estava dentro do limite.

Achei tão engraçado ela escolher o chocolate. E, na verdade, o que ela queria era comprar, pelo simples ato de comprar. Eu ainda tenho que resolver isso aqui em casa, ensinar que não se compra por comprar, mas quando tem necessidade.

Ontem a gente aproveitou pra abrir o cofrinho e contar a fortuna que ela já economizou. E não é pouco não! Vamos trocar por cédulas e continuar depositando as moedinhas pra ela. Ela não demonstrou nenhum interesse pelas moedas e nem falou que ia gastar aquele dinheiro.

Aos pouquinhos, vamos preparando os pequenos pra vida adulta. É de pequeno que se aprende.

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{ 4 comentários… leia abaixo ou deixe um }

Ciça 03/03/2009 às 03:17

Ana, acho que cada crianca é uma crianca… se eu nao tomasse de conta no que meu mais velho comprava, a mesada dele ia toda para o Mc Donald em um dia só. Tivemos muito trabalho para ele entender o valor daquele dinheiro. Já com manrique nao foi preciso. Ele guarda, pesquisa, pergunta se bobar lida melhor com o 1 euro dele do que eu hehehhe

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Taty 03/03/2009 às 06:59

Sabe… eu vi na super nanny algo interessante…. ela falava para os país dividirem com a criançada 3 potes… um para “compras rápidas”, “médio”, e “longo prazo”… então, por exemplo.. se ela quisesse uma boneca, tinha que guardar o dinheiro no médio prazo…. se quisesse sair no final de semana para tomar um sorvete, tinha que guardar no curto prazo.. e no longo prazo ela tinha que ajudar a guardar o dinheiro para pagar a faculdade… mesmo não sendo mãe achei essa idéia ótima… então, todo o dinheiro que a menina ganhava ela tinha que colocar 40% para curto prazo 50%médio e 10% longo prazo…. se nós, adultos, tivéssemos essa cabeça, com certeza sempre teríamos dinheiro para tudo ;)

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Tereza Fagundes 06/03/2009 às 17:42

Voce não vai me gastar as moedinhas da Laura senão vou puxar suas orelhas!!!
Hahahahaha!!!
Amei o seu texto!!!
Beijos!

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Coisas de Ta 09/03/2009 às 07:08

Tem uma pessoa aqui em casa (marido), que esta tentando me ensinar a mesma coisa. Tem dias que eu preciso disso e daquilo.

Mas na verdade ñ!!! É uma mania doida de comprar qualquer coisa…

Adorei o seu Blog.

Boa semana.

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