Hoje você completa quatro meses. Eu sou muito abençoada de poder ficar em casa até você completar 1 aninho. Se fosse no Brasil, eu já teria que voltar a trabalhar, se não emendasse com mais um mês de férias. Vou poder participar de tantos marcos importantes do seu primeiro ano de vida: as primeiras papinhas, as primeiras palavrinhas (ou esboço delas), os primeiros passinhos.

Mas apesar de ainda faltar oito meses pra eu voltar a trabalhar, já estou tendo que procurar creche pra você. O povo aqui é super antecipado, fazem planos de longo prazo. Como brasileira que sou, quase deixei pra última hora. Ainda não tenho garantias de que você vai ter onde ficar pra eu trabalhar, mas continuo na procura. No fim, vai dar tudo certo, tenho fé.
É maravilhoso testemunhar o seu desenvolvimento. Você já segura as coisas que te damos. Ainda não pega sozinha. Você já se move no berço de noite, empurrando o colchão com seus pezinhos. Você adora ficar em pé, igualzinho a Laurinha na sua idade.

O seu cabelo é uma comédia! Papai te chama de Cebolinha, pelos seus fiapinhos espetados no alto da cabeça. Em volta da cabeça o cabelo é bem fininho e raro, e na nuca tem bastante cabelo. A gente fica tentando adivinhar se seu cabelo vai ser cacheado como o da Laura, ou liso, como o meu. Eu acho que vai ficar liso.

Você faz a maior festa com seu pai. Abre o maior sorrisão pra ele, ri pra caramba. Você adora quando ele canta a música da Casa, que “não tinha teto, não tinha nada”. Você também gostou do “Atirei o pau no gato”. Vamos sempre cantar pra você as músicas de criança lá do nosso país, mas sei que provavelmente o “Velho Mac Donald” e a “Maria das ovelhas” vão ser muito mais familiar pra você do que as nossas cirandas.
Você definitivamente não pegou a chupeta. E eu também não ofereci mais. Não temos precisado dela. Você achou a sua mão. Enfia a mão toda na boca, faz aquela babação! Tem horas que chupa um polegar, alternando as mãos. Não parece ter preferência por uma mão ou outra, desde que uma delas esteja na sua boca, você fica satisfeita.

Semana passada você começou a usar fraldas de pano. Sinceramente, nunca pensei que usaria fralda de pano nos meus filhos. Quem vê, pensa “Que retrocesso!” Mas na verdade é pelo seu futuro. Se eu puder reduzir a quantidade de lixo que produzimos pra que você tenha um futuro melhor, eu vou fazê-lo. Não sou perfeita, sei que é um trabalho de formiguinha, mas quero ensinar você e sua irmã a cuidarmos do nosso planeta. Não importa que o vizinho ache bobeira, fazemos o que achamos por bem, para nós mesmos.

Com amor,
Mamãe











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