Foi assim que Alice nasceu – relato de parto normal após cesárea

por Ana Paula em 22/10/2008

em Alice, Maternidade

Oito de outubro, quarta-feira. 39 semanas completas de gestação.

Acordei de madrugada depois que senti um “ploft”. Senti algo vazando e resolvi ir no banheiro pra ver o que era. Pensava ser o tampão mucoso. Foi só fazer força pra levantar da cama que o aguaceiro apareceu. A bolsa rompeu. O trabalho de parto de Alice começou igualzinho o da irmã, com a bolsa rompendo. Líquido clarinho. Eram 5:45 da manhã.

Dessa vez não me desesperei. Fui pro banheiro, me lavei, coloquei um absorvente e voltei pra cama, que não molhou tanto assim. André já acordou e ficamos conversando. Não queria acordar meus pais, nem a Laura. E ia esperar mais um pouco pra ligar pra parteira.

Algum tempo depois começaram as contrações. Eram fraquinhas, pareciam cólicas menstruais. Eu não contei o intervalo entre elas. Como já tinha lido nos livros, resolvi levar o dia normalmente, até que ficasse impossível não notar as contrações, e aí sim ia passar a contar os intervalos.

Acordei meus pais logo em seguida. Eu não consigo guardar segredo mesmo. Falei que estava tranquila e disse que ligaria pra parteira lá pelas 9 da manhã. Eles ficaram em paz também. Meu pai disse que não me reconhecia, que eu estava calma demais. Mas ficar nervosa por quê? Falamos com os parentes no Rio, pra avisar que Alice ia nascer logo. Eu imaginava que seria ainda naquele dia, quarta-feira.

Liguei pra parteira e ela veio me ver em casa. Falei da bolsa rompida, das coliquinhas. Ela disse que esperava que Alice nascesse dentro de 24 horas de bolsa rota. Não fez exame de toque justamente por causa da ruptura da bolsa. Disse pra eu andar bastante, beber muita água e tentar dormir, que o dia, e talvez a noite, seriam longos. Se o trabalho de parto não evoluísse até o dia seguinte, conversaríamos novamente sobre como proceder. Se as contrações aumentassem, era pra eu ligar novamente quando estivessem de 3 em 3 minutos, durando 1 minuto, por 1 hora. Ela ligaria pra mim novamente no fim do dia. Estava combinado.

E o dia passou normalmente. André trabalhou de casa. Laura não foi na escola. Estávamos todos na expectativa, mas levamos o resto do dia como outro qualquer. Continuava vazando líquido amniótico e sentindo as contraçõezinhas bem fracas. De tarde, lá pelas 4, fui no shopping com André pra comprar o presente que Alice traria pra Laura, uma câmera digital infantil, da Fisher Price. Até então não tínhamos comprado! Foi bom andar um pouco pra acelerar o processo. Foi de tarde que também terminei de arrumar a mala pra levar pro hospital. A roupa da Alice já estava pronta há alguns dias, mas a minha ainda não.

Já de noitinha, em casa, as contrações começaram a apertar. A Ruth (parteira) me ligou por volta das 7 da noite, e naquele momento as contrações já vinham a cada 10 minutos e doíam um pouco mais. Ela disse que ligaria de novo pela manhã, mas que eu podia ligar a qualquer hora, caso o quadro mudasse.

Todo mundo foi pra cama lá pelas 8:30 da noite. Mais de 12 horas de bolsa rota. Fui pro quarto e fiquei com André. Foi aí que a coisa começou a apertar de verdade!

As contrações ficaram mais fortes e duravam cerca de 30 segundos. O espaçamento ainda ficou meio irregular, 10 e 5 minutos. Depois ficaram de 5 em 5. A dor aumentava. Eu respirava fundo a cada contração, até passar. Tentei ficar deitada, mas essa posição era muito ruim. Tentei várias posições – em pé na parede, ajoelhada na cama, sentada na cama. Nada era confortável. Até que tive uma mega contração, que durou mais de 1 minuto, e eu senti a cabeça da Alice descendo com força. Foi uma dor fenomenal. Liguei pra Ruth na hora e disse que não ia conseguir esperar as contrações ficarem a cada 3 minutos. Minha voz já estava bem fraca. Tive uma contração durante a ligação. Ela me encorajava dizendo que estava indo muito bem. Resolvemos ir para o hospital naquela hora. Eram 10:30 da noite. Meus pais ficaram dormindo em casa. O plano era que eles iriam pro hospital de manhã. Não era justo acordar a Laura. A noite seria longa.

André nunca dirigiu tão rápido. Eu nem coloquei o cinto de segurança, não dava. No carro eu comecei a emitir sons durante as contrações, além de respirar fundo. Segundo André, eu “urrava”. Comecei a tremer também. Achava que era de frio, mas tinha momentos que sentia muito calor, e a tremedeira não passava. Eu batia o queixo. No caminho liguei pra Belle. Ela ia fotografar o parto.

Chegamos no hospital umas 11 da noite. Fiquei na admissão, enquanto André estacionava. A moça falava comigo e eu mal conseguia falar. Fiquei em pé, mexendo de lá pra cá. Pegamos a papelada que a moça deu e fomos pro terceiro andar. Andamos pelos corredores vazios do hospital, parando a cada contração. Foi difícil achar a ala da maternidade, e não tinha uma alma viva pra ajudar. Até que encontramos o corredor certo e a Ruth já estava nos esperando lá.

Fomos para o quarto. O mesmo quarto da internação, parto e pós-parto. Não saímos de lá pra nada. A Belle chegou uns 15 minutos depois. Ruth conversou comigo sobre os procedimentos do hospital. Ela me colocou no soro (sem ocitocina, só o soro mesmo), e a enfermeira me colocou no monitor fetal. Eram duas coisas que eu queria evitar, mas era procedimento padrão do hospital. A obstetra de plantão veio conversar também. Depois a Ruth me disse que ela tava toda estressada porque era um PNAC (parto normal após cesárea, ou VBAC, em inglês). Mediram a minha pressão também. Fiquei uns 15 minutos ali na cama, só pra avaliar os batimentos do bebê e a minha pressão.

Ruth me examinou. 3 centímetros de dilatação. “Só isso?”, eu perguntei desanimada. Ela novamente me encorajou, dizendo que estava ótimo. O colo do útero já estava praticamente apagado, só faltava terminar a dilatação, que ela imaginava que aconteceria pela manhã.

Eu queria levantar, queria ir pra banheira. Ao mesmo tempo já estava pedindo anestesia, a peridural. Não ia aguentar sem a anestesia. Pedi várias vezes. André tentou contra-argumentar, porque eu tinha falado pra ele fazer isso mesmo quando eu pedisse arrego, mas eu ainda estava consciente e disse que não aguentaria mesmo. Era uma dor insuportável. E ainda estava espaçado, eu não podia imaginar como seria mais forte que aquilo e com intervalos menores. Sem chance.

Ainda senti muitas contrações até eles prepararem tudo pra anestesia. O anestesista era residente do hospital, e ainda ficou de blá blá blá (explicando os riscos, etc… procedimento padrão do hospital) enquanto eu só queria que ele enfiasse aquela agulha logo nas minhas costas pra parar de sentir dor! Falei com a Ruth que isso não era o que eu queria inicialmente, mas eu não aguentaria MESMO. E sabia que dali pra frente poderiam acontecer outras intervenções, só porque eu aceitei a anestesia. Falei que eu sabia que o trabalho de parto poderia demorar mais. Mas naquela hora eu já não me importava. No fundo eu tinha fé que teria meu parto normal, apesar de saber que poderiam ainda acontecer outras intervenções.

Depois da anestesia, ainda demorou um pouco pra eu parar de sentir as dores, talvez 20 minutos. Mas depois foi um alívio! O anestesista fez um teste do gelo, pra ver até onde eu estava anestesiada. O efeito atingia as minhas costelas. Ainda sentia um pouco de dor sim, e muita pressão na hora das contrações. Não perdi totalmente os movimentos da perna.

Por conta da anestesia, tive que ficar deitada. Por procedimentos do hospital, me colocaram no monitor fetal eletrônico o tempo todo. O engraçado foi que apesar de saber que deitada de costas era a pior posição, foi a melhor pra mim. Quando eu deitei de lado, os batimentos do bebê caíram. Aí eu deitei de costas e os batimentos ficaram normais. Achei super curioso isso! Aliás, essa coisa do monitor foi interessante. Por várias vezes os batimentos cardíacos da Alice caíram, mas logo recuperavam. Ninguém ficou estressado. Tinha uma enfermeira com a gente o tempo todo, além da Ruth. Só uma vez a obstetra de plantão perguntou no interfone se algo estava errado porque os batimentos tinham caído (eles eram mostrados na sala da obstetra também). A Ruth sempre ficou muito calma e eu estava tranquila também. Sabia que ia tudo dar certo.

Já era meia noite e pouco, eu acho, ou uma e pouco da manhã. Não tenho mais noção do tempo. Todo mundo ia descansar agora, porque só tínhamos que esperar eu terminar de dilatar tudo. Quando foi 2 e 10 da manhã, eu sentia muita pressão das contrações e sentia vontade de empurrar. Falei pra Ruth. Ela disse que ia me examinar. 10 cm!!!! Em 2 horas eu dilatei 7 cm. Eu não podia acreditar. Foi MUITO rápido.

Ainda esperamos 1 hora pra começar o período expulsivo. A Ruth falou que porque eu estava com anestesia, ela queria ter certeza que eu tinha a vontade de fazer força, pra não me desgastar à toa. Quando foi 3:30 da manhã, comecei a fazer força. Detalhe: as contrações NUNCA diminuíram de intervalo. Continuaram a cada 5 minutos. Às vezes 3, depois 7, depois 5.

E dá-lhe fazer força. Que sensação estranha! Parecia que tinha um ovo no meio das minhas pernas, um ovo de dinossauro. Eu sentia como se fosse evacuar, de tanta pressão no reto. Fiquei deitada na cama mesmo, porque não tinha força nas pernas pra tentar alguma posição vertical. A cama inclinada em 45 graus e as pernas apoiadas numa barra de ferro. Fiquei nessa posição por uns 40 minutos, fazendo força. Sentia a Alice descendo. Eles colocaram um espelhão na minha frente. Deu pra ver TUDO!

Lá pelas 4:15, trocamos de posição. Fiquei de lado e levantei a perna. Essa posição foi melhor pra mim. Já dava pra ver um pouco da cabecinha dela. Ruth falou pra eu colocar a mão lá embaixo e sentir a cabeça da Alice. Foi uma sensação incrível, saber que logo logo a minha neném estaria nos meus braços. Aquilo me deu ainda mais força pra empurrá-la pra fora de mim. Eu nunca fiz tanta força na minha vida! André diz que eu fiquei roxa. Mais umas 3 ou 4 contrações e a cabeça saiu e depois o corpo. Alice tinha cordão no pescoço e vi a Ruth tirando assim que a cabeça dela saiu. Apesar da anestesia, senti tudo, senti o corpinho da Alice deslizando por dentro de mim. Senti o tal “círculo de fogo” quando a cabecinha dela coroou, é uma ardência enorme!

Eu rasguei um pouquinho, duas lacerações de primeiro grau (uma em direção ao reto e uma lateral). Não tive episiotomia. Alice veio pro meu colo na hora e ali ficou. Ninguém tirou ela de mim e ela só foi examinada mais de meia hora depois. Ela demorou um pouco pra chorar, estava muito calminha. Talvez tenha sido a anestesia, não sei. Ruth esperou o cordão parar de pulsar e ofereceu ao André que o cortasse. Ele aceitou. Aliás, André foi um guerreiro neste parto. O apoio dele foi fundamental pra mim. Ele dizia que estava orgulhoso de mim. Eu pari a nossa filha.

Minutos depois a placenta saiu. A Ruth me costurou (não senti nada de dor) e depois me mostrou a placenta, disse que já tinha alguma calcificação por dentro. Então foi só alegria. A dor passou na hora, impressionante! Depois de tudo limpo, Alice foi examinada, pesada, medida. Lá pelas 5:30 pudemos descansar. A Ruth me deu alta por volta das 7 da manhã e às 9:30 a gente saiu do hospital, pra casa. A MELHOR coisa foi levantar da cama e não sentir dor NENHUMA!

Eu adorei a minha experiência de parto normal. Não foi natural, como eu imaginava que seria, mas foi o melhor pra mim. Eu soube respeitar os meus limites. A gente tem que saber o que dá e o que não dá pra fazer. E EU não ia aguentar aquelas contrações PUNKS. Eu não tinha dormido nada durante o dia, já estava morta de cansada. Foi a melhor opção pra mim naquele momento. Estou realizada!

Sou grata primeiramente a Deus, que concedeu o desejo do meu coração, que era parir minha filha. Agradeço a Ele também por ter colocado pessoas maravilhosas no meu caminho, que me ajudaram a realizar este sonho. A decisão mais acertada que fiz foi ter trocado de obstetra para parteira no meio da gestação. A Ruth foi simplesmente um anjo! Agradeço a Deus pela fé que colocou em mim, que eu era capaz de parir, que a minha cesárea anterior não seria obstáculo pra um parto normal desta vez.

Agradeço ao meu marido, André, que me apoiou em tudo, que manteve a calma e pariu junto comigo a Alice (sério, até respirar junto comigo ele respirou!). Agradeço a minha filha, Laura, que me ensinou o que é ser mãe e me preparou para a chegada da sua irmã. Agradeço aos meus pais, que respeitaram a minha escolha e, pra minha surpresa, também ficaram calmos depois que a bolsa estourou. ;) Um agradecimento especial à minha querida amiga Belle, que eternizou em fotografias esse lindo momento das nossas vidas.

E obrigada a todos vocês, leitores do blog, que torceram por nós. Espero que minha experiência sirva de exemplo pra outras mulheres, cesareadas, que desejem ter um parto normal também. É possível, não tenham medo e não se deixem enganar por qualquer médico que diga o contrário.

[tags]relato de parto, parto normal após cesárea, PNAC, VBAC, vaginal birth after c-section[/tags]

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12/11/2008 ás 16:38

{ 117 comentários… leia abaixo ou deixe um }

Marilia 23/10/2008 às 13:40

Oi Ana,
Fiquei muito emocionada com o seu post sobre o parto e muito feliz tb com o nascimento da Alice. Tenho acompanhado tudo de pertinho e espero que todos vcs aproveitem cada momento com a Alice e a Laura! Aliás, pelas fotos achei que a Alice já é muito parecida com a Laura… Parabéns pra vc e pro André!
Grande beijo,
Marilia

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Mic 23/10/2008 às 13:42

Ana, tô aqui com lágrimas nos olhos! Melhor do que o seu texto, só as fotos da Belle… Sensacionais!

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Elisa Batalha 23/10/2008 às 13:43

Ana, ponha um aviso neste post:
“Leia com lenços de papel por perto!”
É lindo, buááááá´!

Reply

Elisa Batalha 23/10/2008 às 13:47

Ah – agora que parei de chorar, consigo escrever – também queria dizer que vc está certa de se orgulhar desse momento. Dá orgulho só de ler, de ser mulher e entender o que vc deve ter sentido. Parabéns!

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Lu & Manu 23/10/2008 às 14:35

Posso chorar? Simplesmente emocionante. Os registros de Belle, ainda que em preto e branco, coloriram ainda mais este momento dos céus.
Não dá pra mandar a Ruth pra cá, não?? ;o)
Pra quem te acompanha desde antes da Laura, este post, sem dúvida, foi a realização de um sonho.
Beijos mil!

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Fernanda Fatio 23/10/2008 às 15:41

Oi Ana,

Que relato lindo! Até chorei aqui no escritório (ainda bem que fico escondida atrás do computador, rs rs)…. me impressionou foi a sua calma, será que vou ser assim? Em 8 ou 9 semanas eu descubro, haha!
As fotos também estão maravilhosas, perfeitas!
Beijos!!

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Michelle Velloso 23/10/2008 às 15:49

Lindo e emocionante o seu relato!!! Super parabéns por ter conseguido ter o parto que vc desejou! Parabéns pela Alice tb! Ela é linda demais!! Adoro vocês!! Beijos!

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Harumi 23/10/2008 às 16:00

Meu Deus Ana!!! Estou impressinada!! Que coisa mais linda!!! Vc é uma guerreira viu?? Eu, apesar de já ter 1 filha, não sabia de muita coisa que li aqui.
Parabéns pela Alice!! Parabéns pelo parto!!
E as fotos ficaram maravilhosas!!

Bjo enorme!!

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Debora 23/10/2008 às 16:51

Parabens pela Alice , muita saude e felicidades pra vcs! Eu estou com 7 semanas de gestacao, mas ja to apreensiva com a historia do parto. Eh lindo mesmo mas num sei se aguento nao! Deus continue abencoando vcs!

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Ju De Mari 23/10/2008 às 17:30

Que emoção, querida! Que fotos lindas! Que bom saber da sua força, da sua garra. Somos mais fortes do que pensamos, não é mesmo? E anestesia é tudo de bom na hora da dor. Pra que sofrer se dá pra amenizar e focar no que tem que ser feito sem tanto estresse? Viva você! Bjos, Ju

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Mi Müller 23/10/2008 às 17:46

Báh Ana que parto mais lindo… Parabéns mesmo, não só pela chegada de Alice, mas também por esta conquista, por esta realização… me emocionei muito mesmo com teu relato… assim como tu no primeiro parto tive que fazer cesárea, mas quero tentar normal se engravidar novamente… saibas que tu és inspiração pra mim!!
estrelinhas coloridas, para toda a linda família!

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Ramon Silva 23/10/2008 às 17:54

SHOWZAÇO!

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Nana 23/10/2008 às 18:38

Que lind Anaa.
Parabens! Deve ser uma felicidade poder viver a experiencia dos dois tipos de parto. parabens a todos pela garra.
bjs

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Denise 23/10/2008 às 18:38

Parabéns!
O relato é emocionante, as fotos estão divinas e, principal, sua família é linda!
Estou apaixonada pela Alice.
É um nome lindo e ela parece uma bonequinha.

Cheguei aqui no início do ano por causa do Destino-Canadá e aqui fiquei! Acompanhei toda a gestação em silêncio e hoje resolvi deixar um recadinho para expressar minha admiração.

Parabéns novamente.

Que a Alice cresça numa família cada dia mais feliz!

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Gabriela 23/10/2008 às 19:23

Olá Ana!
Conheço seu blog desde qdo a Laura era uma bb, sempre q posso dou uma passada, adoro suas fotos, a maneira q vc fala sobre a Laura e mais ainda qdo vc foi morar ai… mas poucas vzs comentei, desde q vc ficou grávida da Alice, tenho vindo com mais frequencia, pois tenho uma vontade enorme de engravidar novamente, tenho uma filha de 4 anos e ñ vejo a hora de ter outro bb. Bem, o q me faz comentar aqi hoje é a MAGIA vivida por nós mulheres que é o nascimento de um filho e ainda mais qdo podemos fazer desse momento algo tão sonhado, seja ele, normal, natural ou cesária o importante é a plenitude vivida por MÃE+PAI+BEBÊ!
PARABÉNS seu relato está lindo, ñ tem como ñ se emocionar!
Deus te abençoe com muita saúde, amor e união pra sua linda família
beijos Gabriela e Maria Luiza 4 anos

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Abigail Calabresi 23/10/2008 às 19:26

Nossa Paula, impressionante… Que relato lindo! Que momentos inesquecíveis… Voltei ao ano de 1975/19/08 quando o André nasceu…
Com o seu relato, revivi cada momento e até senti as dores, acredite… Parabéns pela força , coragem e determinação. Deus te abençoe juntamente com o André e Laurinha e que a Alice cresça com muita paz e saúde para alegria de todos nós. Sou muito grata a Deus por ELE ter-me dado essa familia maravilhosa.
Beijos com muito carinho, vovó Biga

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Bruna 23/10/2008 às 19:45

Ana… Estou arrepiada, emocionada e inspirada!!! Quando tiver outro quero PN também. Parabéns! Beijos

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Margaret 23/10/2008 às 20:50

Lindo relato!!!
Lindas fotos!!!
(não tem como segurar as lágrimas)
PARABÉNS!
Margaret.

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Mi Müller 23/10/2008 às 21:07

Báh Ana que relato mais emocionante, lindo demais ver este teu sonho realizado!! Que guerreira que tu és! Parabéns, não só pela chegada de Alice, mas por toda a tua luta para conquistar este parto!! Saibas que teu relato me serviu de inspiração, se engravidar de novo vou me agarrar a tuas palavras como um mantra e lutar também para ter um PNAC!!
Linda fotografias…
estrelinhas coloridas para a linda família…

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Raquel 23/10/2008 às 22:32

Que relato perfeto!!!!Parabens pelo exemplo de coragem e delicadeza nos detalhes.
Que um dia eu tenha coragem de engravidar aqui no Canada (tenho 1 mes e meio aqui)e mais coragem ainda para passar por tudo isso.

Felicidades pra vcs 4 =)

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cibi 23/10/2008 às 23:35

vc foi mesmo incrivel, Ana.
um parto lindissimo. assim como seu relato.
assim como vc, tbem acredito em (e recomendo!!) parto normal!

beijo

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Cris 24/10/2008 às 05:57

Puxa Ana que relato lindo e maravilhoso… Acompanho seu blog faz tempo… E toda vez que estou triste pelas coisas da vida vou ao seu blog, pois suas histórias me mostram como a vida pode ser linda e maravilhosa!
Você é exemplo de mulher… Obrigada por relatar momentos de sua vida conosco!

Parabéns pela Linda Família!!!

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Viviane 24/10/2008 às 06:22

Juntando seu post com as fotos entendemos um pouco de sua emoção e de sua grande realização. Parabens pela pequenina novamente. Agora vem o lance de ser mãe de duas mocinhas…

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Thais 24/10/2008 às 06:34

Nossa Ana!!! Quer lindo o relato!!! Puxa e que fotos maravilhosas!!! Estou muito feliz por ter conseguido realizar o parto normal!!!!!

Reply

Carolina Birolli 24/10/2008 às 07:36

oi Ana!!
Sempre venho aqui e dificilmente comento, mas hoje não resisti, me emocionei muuuito.
Parabéns pela força!!
E que Alice tenha sempre mta saúde.
bjo

Reply

Mariana 24/10/2008 às 08:01

Oi Ana, fiquei emocionada com o seu relato. Estou indo pra Vancouver em breve e também quero ter meus filhos de parto normal, então vc imagina como toda essa sua história me tocou!

Parabéns pela filha linda! Achei Alice a cara da Laura! ;)

Beijos,
Mariana

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Luana 24/10/2008 às 08:17

Emocionante teu relato! Parabéns pelo desafio vencido, pela fé e pela filha linda!
Um abraço…

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Andrea 24/10/2008 às 09:17

lindo relato como sempre … será que numa 2ªgestação eu tenho essa coragem ? bj

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ana 24/10/2008 às 09:24

Lindo o relato Ana! A sua carinha de dor na primeira foto me deu uma dozinha, rs….mais que bom tudo ter dado certo!!!!
As fotos estão lindissimas! Bj

Reply

Rogerio Rodrigues 24/10/2008 às 09:54

Calabresi, adorei seu estado de espírito de participar integralmente no parto. Em breve serei papai também. Daqui a um ou dois anos já terei meu filho. Estou me preparandop para tal, e, como su muito emotivo, vou deixar para ler o relato em casa, pois não dá para ler no trabalho e derramar lágrimas, não é?

O pessoal daqui da Petrobras está om muita saudade tua e foi a Ivana que me passou o link do blog.

Um grande abraço!!!!!!

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Lígia Coca 24/10/2008 às 10:29

Ana, muito lindo o seu relato. Fico feliz por saber que vocês estão bem, parabéns! Eu fiquei mais de ano sem ler seu blog e, quando voltei, foi uma grata surpresa saber que a Laura ia ganhar uma irmãzinha. E agora ela chegou! Esse momento é mesmo incrível.
Um beijo grande.

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Tia Alba 24/10/2008 às 11:20

Paula, Parabéns pelo seu delicioso relato. Fiquei encantada com seu jeito simples e claro de falar, enfim é uma delícia ler o que você escreve.
Achei maravilhosa a naturalidade com que você lidou com esse momento tão sublime, mas sem dúvida nenhuma muito dolorido.
As fotos ficaram o máximo. Ve-se que o André sentiu as dores com você e mostrou que é um super papai.
Parabéns aos dois pela chegada da Alice e parabéns á Alice e Laura pelos maravilhosos papais que têm.
Super beijo pra vocês.

Reply

Giselia 24/10/2008 às 13:54

QUE EMOCIONANTE!!!!
Paula, Parabéns! Voce é uma vitoriosa ; corajosa!
Deus Abençoe!
bjks.

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Geraldine 24/10/2008 às 14:57

Lindo demais, Ana. Fico muito feliz por vc ter conseguido realizar esse sonho e agora ser mãe de mais uma princesa. Beijos !

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Re Sales 24/10/2008 às 17:02

Felicidades pra voces, a Alice é linda!!!

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Lizandra Zysman 24/10/2008 às 20:00

Que relato incrível!!! Emoção pura!!! Parabéns pela Alice e pela sua coragem!

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Ana Reis 24/10/2008 às 20:28

(chuif)…. que LINDO Ana ! Está super emocionante e parabéns pra vocês de novo !

Estou com saudades !
mil beijos !

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Karim e Leo 25/10/2008 às 05:41

Menina do céu… fazia tempo que eu não me emocionava tanto lendo um blog. Fiquei aqui, tentando limpar as lágrimas e secando o nariz… tudo me atrapalhava para continuar lendo! Lindo, lindo, lindo… bjs

Reply

Lu 25/10/2008 às 12:01

Ana,
que relato lindo e honesto!
Fiquei emocionada e com os olhos cheios de lágrimas.
Parabéns pela filha linda e pela experiência rica que vc teve.
Um beijo!

Reply

Flávia do Iglu 25/10/2008 às 16:37

Ana,

Parabéns! Fico feliz que você tenha conseguido seu parto normal.

Que pena eu não estar lá para mostrar o caminho até a maternidade, já que trabalho no mesmo andar.

Não consegui reconhecer o residente na foto, mas concordo com você que tudo o que a gente quer quando o anestesista chega é a agulhada nas costas, que mané perder tempo explicando os riscos, bla bla bla! E depois do efeito da bendita epidural, eu estava pronta para largar o marido e casar com o anestesista que já é avô (digo isso para ele até hoje, 2 anos depois, porque lembro direitinho de cada contração antes da bendita agulhada nas costas).

Super feliz por não ter precisado de fórceps e ter tido boa recuperação. Vou tentar visitá-las esta semana.

Beijinhos orgulhosos,
Flávia.
PS: O André, na minha modesta opinião, não fez mais que a obrigação dele de ficar do seu lado. Não entendi o povo elogiando não…

Reply

Micheli 25/10/2008 às 17:25

Parabéns Ana!
Me fez relembrar o parto da minha filha,o maridão tb me ajudou e ficou super calmo,mas eu pedí a anestesia tb pq eu achava que o sofrimento iria me deixar cansada para curtir ela depois.Que esta criança traga muita paz e alegria para a família.Bjos

Reply

Flávia do Iglu 25/10/2008 às 22:30

Poxa, Ana,

Seu blog está me boicotando! Já é a terceira vez que escrevo o comentário e não sai.

Parabéns! Uma pena eu não ter estado no hospital, senão iria mostrar o caminho até a maternidade, que fica no mesmo andar onde trabalho. Vocês não fizeram uma visita prévia para aprender o caminho? É um must.

Fiquei super feliz que você conseguiu seu parto. A sensação do trabalho de parto antes e depois da peridural é que depois dela, a gente quer largar o marido e fugir com o anestesista. Dois anos depois, ainda lembro do alívio da bendita agulha nas costas. E sempre digo às grávidas para não fazerem planos de bater o pé que não querem anestesia, porque a dor da contração só dá para saber na hora em que a gente está sentindo.

Quero ir aí esta semana ver vocês, se possível.

Beijinhos orgulhosos de você, que o André, cá pra nós, não fez mais que a obrigação de pai, né?

Flávia.

Reply

David 26/10/2008 às 13:07

Oi Ana,

Parabens pela filhinha.

Meu nenem tambem ja’ nasceu, foi parto natural no Burnaby Hospital. Foram 14 horas de trabalho de parto. O procedimento foi muito semelhante ao do seu, mas a parte da contracoes pequenas e andar muito aconteceram tudo dentro do hospital. A parte de querer ser totalmente natural sem anestesia e depois se arrepender tb aconteceu com ela (LOL). Foi uma dor insuportavel sim, sem nocao, chamamos anestesista na hora…

Mas no fim deu tudo certo.

David

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Mara 26/10/2008 às 13:30

Adorei o texto, Ana! Muito legal a sua experiência! Um beijão e tudo de bom!

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Camila 26/10/2008 às 20:07

Ah, que lindo, ana!!!
Eu penso muito em fazer parto normal, não natural, mas normal. Mas quando penso na episiotomia me desanimo! Morro de medo disso! Não consigo nem imaginar!

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Daniela Lamarão 27/10/2008 às 06:09

Emocionante aeu relato. Me fez lembrar exatamente das dores que senti e só tendo pra saber o que é.
Parabéns por ter sido corajosa e ao mesmo tempo saber seus limites.
Bjs

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Cândice 27/10/2008 às 13:20

Poxa, Ana! Parabéns! Lindo, lindo relato. Me senti transportada ao momento junto com você.
Abraço.

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Dani 29/10/2008 às 02:24

Lindas fotos, relato emocionante…
Em dezembro minha segunda filha tbem chegará! Quem sabe de parto normal, apos cesariana…..Parabens pela vitoria e pelo belo presente…
Abraços,
Dani

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Luciana 30/10/2008 às 03:29

Lindo!!! Parabéns pela coragem!
Acho que quem passa por um parto cesareo sempre tem medo de tentar um segundo parto normal. Pela primeira vez desde o nascimento da minha filha, deu vontade de tentar um parto normal.

Reply

Rosana 30/10/2008 às 08:54

Oi Ana Paula,
Que relato maravilhoso! É claro que chorei lendo…
Eu estava desanimada em ir p/ o Canada porque pensava que eles não davam anestesia p/ nada, deixavam vc morrer de dor…
Eu também ouvi dizer que vc ñ pode escolher cesárea, eles só fazem isso se há risco p/ a mãe ou p/ o bebê (e tbém dizem q qdo fazem cesárea, ñ tomam cuidado c/ a parte estética, p/ deixar a cicatriz pequena).
Agora fiquei mais confiante e, se Deus quiser, vou ter o meu bebê aí.
Parabéns e muito obrigada por ter feito esse relado, vc não imagina a preocupação que vc tirou da minha cabeça…
Bjs e Deus abençoe,
Rosana

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