Tá curioso pra saber quem ganha o título? Esta que vos escreve.
Ontem fomos no shopping pra fazer compras no mercado (o mercado é dentro do shopping) e tínhamos que comprar os presentes dos amiguinhos da Laura que vão ter festinha de aniversário no sábado. André foi pro mercado pra adiantar – porque quando eu vou, o tempo triplica dentro do mercado – e eu fui com a Laura pra livraria, escolher os presentes.
Tô lá na livraria com ela, na seção dos livros infantis. Ela queria comprar tudo pros amiguinhos. Eu não gostava de nada, ou porque não era legal, ou porque era caro demais e não cabia no nosso orçamento. Ela decidiu ir brincar com os trenzinhos, na área das crianças. “Tudo bem, Laura. Fica aqui brincando com os trenzinhos que a mamãe vai ali, nas estantes, procurar o presente pros seus amiguinhos. Fica aqui, tá?” E a resposta foi afirmativa.
E lá fui eu pras estantes que, juro, não ficavam a mais de 3 metros de onde ela estava. E olho prateleira por prateleira, não acho nada interessante. Como é difícil comprar presente pra quem a gente não conhece!
Entre uma estante e outra, volto pra dar uma olhada na Laura. E cadê a menina?
Não foram nem 2 minutos que eu a deixei ali sozinha, brincando com os trenzinhos. Eu estava perto, disse pra ela onde estava. Voltei e ela tinha sumido. Olhei os corredores próximos, olhei a parte das fantasias, e nada.
Nesse momento chega uma funcionária da loja. “Precisa de ajuda?” Falei pra ela o que estava acontecendo e ela foi me ajudar a procurar a Laura na loja. Ela volta 30 segundos depois. “Por acaso você é a Ana?” Sou eu sim. Tinham acabado de avisar no auto-falante que era pra “Ana” ir lá na frente da loja. Eu, nervosa, nem tinha ouvido o aviso.
Fui com a moça pro caixa da loja e lá estava a minha baixinha, chorando, soluçando. Eu agradeci as moças da loja, peguei a Laura no colo e abracei muito forte, me sentindo a pior mãe do mundo.
Claro que não briguei com ela. Eu pedi desculpas por tê-la deixado sozinha. E ela chorava, a tadinha, e me abraçava. Não conseguia nem falar nada.
Saímos da loja sem comprar nada, direto pro mercado. Laura, que já estava calma, começou a chorar de novo quando viu o pai. E não escondeu dele. Levei uma leve bronca. Desnecessariamente, porque depois de um episódio desses, não precisa ninguém virar pra mim e dizer que eu fui irresponsável (tá, ele não usou essas palavras). Ninguém melhor que eu pra me julgar por esse lapso.
E o meu dia acabou com isso. Fiquei triste, arrasada, por ter falhado com a minha filha. Senti-me a mais incompetente das mães, e agora não tinha volta. Já tinha acontecido. Aprendi a minha lição.
E eu pensei muito antes de publicar isso aqui, mas resolvi publicar, porque a vida de mãe não é só sorrisos e alegria. É dureza também, é fragilidade, é um eterno aprendizado. Quem nunca errou que jogue a primeira pedra.





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Oi Ana. Não fique assim, você é uma mãe maravilhosa! As mães confiam na obediência dos filhos, mas as crianças não conseguem ficar muito tempo em um só lugar ainda mais em uma loja com tantas coisas para se ver. Isso acontece.
Fique em paz.
Minha querida, como voce está?
Acho bom trocar o título desse texto, depois de tudo que voce passou o título deveria ser outro.
Imagino o que voce sentiu, meu coração está doendo só de ler o que aconteceu. Ainda bem que eu não estava perto se não teria dado uns chacoalhões na Laurinha.
Tô brincando!!!!!
Mamãe está preocupada com o seu estado.
Minha filha voce não vai lembrar porque era muito pequena.
Nós morávamos em SP numa rua muito movimentada, eu estava na calçada em frente com voce e sua irmã no carrinho, derrepente voce viu a dona Margarida e a Fernanda do outro lado e saiu correndo para atravessar a rua, eu quase desmaiei. Tenho certeza que foram os anjos de Deus que te socorreram.
Fiquei paralizada e nunca mais desci com voces duas sozinhas com medo de acontecer algum acidente.
Quando fomos morar em SP se falava muito em crianças raptadas. Fiquei muito presa por causa do medo de sair só com voces duas.
Bom!!!!! Agora voces estão grandes e o meu medo já passou.
Voce é uma mãe maravilhosa. Não deixe que este acontecimento te traga tristeza na alma.
Laurinha é muito eletrica, não para quieta.
Haja fôlego para acompanhá-la.
Tenha mais cuidado quando sair com ela e deixe de se sentir tão culpada.
Ser mãe é padecer no paraiso.
Agora voce entenderá melhor o sentido dessa frase.
Acho melhor colocar um chip na Laura e outro na Alice quando nascer.
Lembra daquelas crianças que vimos usando coleiras e criticamos os pais? Eles estavam certíssimos!!!
Conta para Laurinha a historinha do homem do saco. Quero ver se ela não vai procurar ficar bem pertinho de voce da próxima vez que sairem.
Mamãe está falando muito sério, muito sério!
Beijos no teu coração.
TROQUE O TÍTULO DESTE TEXTO
VOCE É PARA A LAURINHA A MELHOR MÃE DO MUNDO
NOTA DEZ PARA VOCÊ
LEMBRA DO FILME ESQUECERAM DE MIM?????
PROCURE OLHAR O ACONTECIDO POR OUTRO ANGULO.
O QUE ACONTECEU FOI APENAS PARA QUE TENHAS MUITO MAIS CUIDADO AGORA.
CUIDAR DE UMA LAURINHA NÂO É NADA FÁCIL
CUIDAR DE DUAS COMO SERÁ?????
BEIJOS!!!!!
Oi Ana, não seja assim tão dura com você mesma! Sabemos de tantas histórias horríveis.
Aconteceu sim, todos se sentiram mal e agora é procurar não deixar acontecer de novo.
Lembre-se do seu bebezinho também : )
Uma dica: quando tiver chance, compre presentinhos que você sabe que vão ter saída e guarde (de preferência onde a Laura não ache!). Eu sempre tenho alguma coisa em casa e assim evito gastar a mais porquê estou com pressa. E crianças mais velhas gostam de gift certificates que são tão práticos.
Fique tranquila, você não tem porquê se achar a pior mãe do mundo!
bjs
E quem é essa Paty sem nexo? Por favor!
Ana, sempre leio seu blog, mas raramente comento… mas hoje não pude deixar de escrever.
Não se sinta culpada assim, não tenho filhos, mas vejo como você ama a Laura e sua outra bebê que está pra chegar e que sempre cuida dela com muito zelo. Mas as mães não conseguem sempre estar no controle, são seres humanos como qualquer outro e todos erram! Quando eu tinha uns 2 aninhos, minha mãe estava na praia comigo e meus dois irmãos.. eu brincava na areia com um menininho e meus irmãos estavam na água, andando de caiaque. A mãe do menino falou pra minha mãe q estava me olhando tb, mas mesmo assim minha mãe n saiu de perto. Mas em um minutinho que ela olhou pro mar pra ver meus irmãos, quando ela olhou pra mim eu já não estava mais lá! Nem a mãe do menino tinha visto eu sair, e olha que ela estava sentada com os dois rs
Minha mãe ficou maluca, era carnaval, praia lotada.. meu pai quase matando ela, e ela pensando que nunca mais me veria..
Mas ao contrário de Laura, qnd ela me achou, eu estava bem tranquila conversando com uma vendedora de coco no calçadão!
E se eu acho que ela teve culpa nisso? A resposta é NÃO! Minha mãe é e sempre será, para mim, a melhor mãe do mundo, eu é que era mt espoleta, e tenho certeza de que Laura te tem como a melhor das mães também!
Desculpe o comentário gigante! mas é pra vc ficar mais tranquila, pois um episódio assim, não abalará jamais o que Laurinha pensa sobre você! Foi apenas um susto!
um beijo grande
Querida Ana, tenho dois filhos e te digo, esquece, não te sente culpada. Eles escapam da nossa vigilância com a maior facilidade. Já me escabelei em situação semelhante, mais de uma vez, e não guardo culpas. Eles crescem e seguem brincando de esconde-esconde com as mães, com os pais. Não carrega culpa. Se puderes dá uma lida no que escrevi dia 3107 sobre este sentimento tão próprio da mulher.
Abraço e felicidades,
Que isso, Ana! Não se sinta assim… eu também já “perdi” minha filha, então com 3 anos, numa praia super-lotada, dia de domingo…. ela tinha ido ao chuveiro com uma amiguinha mais velha, e o chuveiro ficava na direção da minha barraca, e eu, acompanhando com o olhar.. e não é que no meio daquilo tudo, ela se perdeu… também me senti horrível, uma péssima mãe, dá aquela impressão de que vc nunca mais vai ver a criança, começa a passar um filmezinho na cabeça, vc começa a se lembrar de casos de crianças desaparecidas… ai, que desespero!!!!
Não fique assim; o pior já passou e, graças a Deus, acabou tudo bem… E, olha, se serve de consolo, acontece com muiiiittttass mães, muito mais do que nós imaginamos…. um beijo, fique com Deus. Fabi (uma de suas cliente, hehehe).
Que é isso??? Quase nao chego no fim da pagina de tanto comentario aqui hahahahaha
Mana PASSOu… nao fica se sentindo assim nao pq nao faz sentido. vc é uma mae maravilhosa, uma super mulher. Foi um lapso, por favor… e se ela tiesse ficado lá sentadinha te esperando a essa altura vc estaria toda orgulhosa da sua filha mocinha!!!!
Ana Manrique tem a mania sem graca de fugir de mim nas lojas. basta eu largar a mao dele por 1 segundo e lá vai ele se metendo embaixo de alguma arara ou se escondendo nos provadores. Perdi a conta dos sustos tomados.
Ana, não vejo mal nenhum em dividir os perrengues que passamos com nossas pequenas, quem nunca passou por isso?
Concordo com a sua mãe, que vc deve mudar o título do post, para “uma grande lição”, pois é isso mesmo, não há como julgar uma mãe porque se distraiu uns minutinhos, veja pelo lado bom, Laura já soube se virar, procurou ajuda, falou seu nome, justamente como meus pais me ensinavam caso nos perdessemos.
Há mais de um ano, eu sai com a Melissa fui ao shopping e cheia de discursos como sou, disse que não iria sair correndo feito louco pelos locais que a Mel resolvesse correr de mim, e assim fiz, fiquei parada no meu lugar, dizendo a ela que ela deveria voltar pois eu não iria correr atrás dela. Até que ela saiu do shopping _algum infeliz deixou a porta aberta e um carro parou em ciminha dela, eu quase demaiei, fiquei gelada, paralisada e com o coração na boca.
Hoje quando ver uma doida barriguda correndo atrás de uma menininha espuleta pela rua sou eu, que aprendi a lição direitinho.
Ana, ñ se seinta assim, pois isso foi um susto horrível, mas graças a Deus tá td bem, vc é uma mãe maravilhosa, disso tenho certeza.
Bjos
67 comentários depois acho que a sua culpa já deve ter passado
. A minha pouca que eu tinha de perder o Arthur já evaporou!
Ana, fiquei com um nó ao ler o post.
Vc não teve culpa nenhuma, isso acontece.
As crianças são tão espertas, que as vezes nos esquecemos que são bebês ainda.
Mais de pior mãe do mundo vc não tem nada, não mesmo.
Ainda bem que tudo se resolveu logo.
Fica bem! Um bj, ana
Nao fica assim.
Quem é que nunca perdeu um filho no meio da rua? rs
Meu sogro perdeu 2 – 1 no aeroporto lotado saiu andando a esmo e sozinho, se distanciou e fez todo mundo ficar procurando aquele tico de gente um tempao
eu ja fui perdida em pleno central park…sem saber ingles.
ohohoho
entao, bola pra frente e nada de se sentir pior por isso. vc pode nao ser perfeita mas é a melhor para Laurinha e agora para Alice!
Bjks
Pelo pouco que conheco vc, sei que eh uma mae exemplar e nunca faria isso de proposito….aconteceu, e ela sabe que nao foi por querer,…….
Vc sim eh a MELHOR MAE DESSE MUNDO QUE A LAURA E A ALICE PODEM TER!!!!!!!!!!!!!!!
Beijos grandes e fiquem com Deus
Ana, isso acontece nas melhores famílias. Ruim mesmo deve ser quando acontece em um país, de certa forma, ainda estranho.Tudo acabou boa, e você e ela estão com certeza mais unidas.
Abraço
Ana, a gente fica mesmo muito assustada. Depois, a gente redobra os cuidados. E como já disseram num comentário, acontece com 99,9% das mães ou pais.
O Venancio já me pregou duas peças assim. Certa vez, entrei com ele numa padaria/mercado e em 10 segundos de distração minha, lá estava ele bebendo desinfetante “pinho sol”! É mole?! Nossa, nem precisa dizer que fiquei APAVORADA! Acho que ele tinha quase 2 aninhos. Outra vez, quando morávamos num apartamento, ele desceu as escadas para procurar o pai que estava na garagem, mas abriu a porta de entrada do prédio e saiu sozinho procurando pelo pai! Quando sentimos a falta dele, foi aquele corre-corre… conseguiram encontrá-lo há mais de 500 m, sozinho! Imagine só, uma criança com menos de 3 anos! Aquele dia foi demais para meu coração de mãe. Por isso, imagino como você se sentiu naquele momento. Não vale a pena se culpar. Isso acaba nos ensinando!
Beijos
meo nem m fala tenho 18anos e até hj eo lembro de uma vez que eo m perdi da minha mnae no parque ibirabuera [isso ao seis anos]
axo ki foi o pior dia da minha vida velho
pensei ki nunca mais fosse ver minha mãe [coisas d crianca]
eo tinha ido encher minha garrafinha com agua e voltei p/ o lado oposto fui andando axando ki ia encontrar minha mãe e nada só fikava cada vez mais longe comecei a chorar
até ki um guarda m perguntou kd minha mãe e eo respondi com o maior grito d desespero “eu naum sei” =”[
ele m levou pra um lugar lah dentro do parque msm onde tinha umas 50 crianças perdidas…e eu fikei mais cauma
mais o meo desespero aumentou qnd eo vi uma mulher foi buscar o filho dela lah eo achei ki ela tivece escolhendo ele pra adotar …rsrsrsrs
e pensei logo ki tbm iria ser adotada por outra mãe
gritei com uma mulher ki estava cuidando da gnt lah – não kero outra mãe…
eo tava sentindo falta da minha mãe e com medo de tela perdido p/ sempre =”[
até hoje eu naum vivo sem ela AMO minha mãe
e Ana naum pense que vc é a pior mãe do mundo até pq conhecemos bem cm são as crianças e ela deve ter chorado pelo msm motivo ki eo medo d perder vc
beijo Ana =*
Ana,
Nós não somos perfeitos como seres humanos e também não somos obrigadas a sermos perfeitas como mães. Uma vez, na praia, fui olhar um esquilo na árvore (!) e quando olhei para baixo meu filho, de 4 anos, tinha sumido. Desesperei e achei que ele tinha se afogado. Depois descobri que só tinha se escondido atrás das pedras, o que também era perigoso. Não podemos deixá-los sozinhos assim, mas é bom também ensinar a eles se situarem e não perderem a mamãe de vista (claro, a gente tem que ficar super perto e atentas). Acho que isso vai criando um senso de responsabilidade necessário nos pequenos.
Beijo
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