Conhecendo Vancouver: Stanley Park

O Stanley Park é o parque mais famoso de Vancouver e tem que fazer parte do roteiro de qualquer turista na cidade. Fica bem no coração da cidade, no centrão mesmo, de super fácil acesso. É dentro do parque que fica o Aquário de Vancouver. Segundo o Wikipedia, o Stanley Park recebe mais de 8 milhões de visitantes por ano. Em 2014, ele foi eleito o melhor parque do mundo pelo TripAdvisor.

Já perdi a conta de quantas vezes visitamos o parque! Achei mais de dez pastas de fotos no meu arquivo quando procurava imagens pra ilustrar essa postagem. :) Sempre que vem alguém nos visitar, temos que levar nesse parque.

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Literatura como arte

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Tenho procurado ler além da minha zona de conforto. Conhecer obras novas, autores de outras nacionalidades, gêneros que não são do meu agrado. Até coloquei como uma das metas das 101 coisas ler dez livros de escritores premiados com o prêmio Nobel de literatura. Já li alguns: José Saramago, Mario Vargas Llosa, Gabriel García Márquez, Pablo Neruda, Elfriede Jelinek, Luigi Pirandello e Octavio Paz. Este último é um poeta mexicano. Selecionei os autores laureados aleatoriamente, da lista oficial. Depois, pesquisei as obras de cada autor e, pela sinopse de cada obra, selecionei o que gostaria de ler daquele escritor (ou escritora). Desta vez, com o Paz, precisei mudar o título, porque o que eu tinha escolhido, O labirinto da solidão e post scriptum, não tinha na biblioteca. Mas tinha outro: Pedra de sol.

A descrição dizia que era um poema sobre o calendário do povo Asteca, um calendário redondo. O poema tem 584 linhas, em semelhança à revolução sinódica de Vênus, que é de 584 dias (período que demora para Vênus estar alinhada na mesma posição entre a Terra e o Sol). Um livreto pequeno, de 59 páginas, no original, em espanhol, e com a tradução em inglês na página ao lado. Li nas duas línguas na mesma tarde. Primeiro em espanhol, depois em inglês. E cheguei à conclusão de que poesia não é pra mim. Eu devo ser cartesiana demais para entender as sutilezas das metáforas e outras figuras de linguagem. Consegui admirar passagens específicas, com palavras entremeadas tão lindamente, mas o sentido total da obra me fugiu da compreensão. Até porque não é um poema com início, meio, e fim. A ideia é justamente que ele seja cíclico, circular, constante, eterno (as seis últimas linhas do poema são as seis primeiras).

Outra coisa que notei foi que, me parece, os grandes escritores – esses que ganham prêmios de literatura – são tão familiares com a linguagem que se dão o direito de despedaçá-la, de destruir qualquer regra.

como é que pode alguém escrever assim,
tudo em letra minúscula, sem pontuação, sem interrogação,
o leitor quase não respira, não consegue achar o final da frase,
e que poesia é essa,
que não tem métrica, (ou será que tinha?), que não tem rima,
mas quem é que disse que poesia pra ser poesia tem que rimar?

Entendi que os grandes escritores – esses que fazem a literatura ter status de arte – são justamente os que se dão ao direito de escrever como bem entendem, sem se ater a regras ou normas estilísticas. Como Saramago, com seus parágrafos intermináveis, sufocantes. Como Jelinek, que você não sabe quem é o narrador e quem é o personagem. É igual àqueles quadros expostos em galerias de arte, aqueles que você jura de pé junto que conseguiria pintar algo muito melhor e não entende como é que podem chamar aquilo de arte. Na Literatura (a literatura com L maiúsculo) deve ser igual.

Muitas dessas obras consagradas não têm uma narrativa como a que estamos acostumados em livros de entretenimento, aqueles que entram pra lista dos mais vendidos. Esses livros são feitos para incomodar, para mexer lá dentro e causar um desconforto qualquer que seja, bom ou ruim. Muitos desses autores conseguem fazer malabarismos com as palavras de um jeito que nos deixa arrepiados, ou perplexos, ou indignados, ou possessos. Esses escritores conseguem descrever em palavras o que é muitas vezes indescritível. E o leitor fica assim, de queixo caído, se perguntando como é que ele conseguiu fazer aquilo? Isso quando a obra atinge o leitor de alguma forma. Em outros casos, o leitor se sente um imbecil, incapaz de compreender o que é que o autor queria dizer com aquilo. Como se todo texto precisasse necessariamente ter um sentido, ou como se um texto tivesse apenas um sentido.

Por isso que dizem – eu digo também – que é necessário ter alguma maturidade para ler certos tipos de livro. E nem digo isso com arrogância não. Não sou dessas que acham que literatura de massa não presta e que só escritores premiados produzem primícias literárias. De fato, produzem, dentro de um certo parâmetro. Diria até para um certo público, se não fosse a minha convicção que muitos autores não escrevem para os outros, mas para si mesmos. E que, por isso, suas obras refletem a sua identidade, a sua visão de ver o mundo. Mas são muitas as variáveis que determinam o que faz um livro bom ou ruim. A primeira de todas é o leitor. Nem tudo que eu ache bom vai ser bom pra outro leitor. O meu conceito de literatura boa pode ser diferente do seu. Certamente é diferente do painel de juízes do prêmio Nobel de literatura. Mas quando eu falo de maturidade é porque quanto mais vivemos (e lemos), mais temos referências do mundo, e melhor poderemos relacionar nossas experiências com as experiências dos outros. Ainda assim, não quer dizer que quanto mais velho, mais propenso o leitor vai estar a admirar uma obra dessas. Afinal, gosto é extremamente pessoal. Não quer dizer que toda ficção literária merece cinco estrelas. Pirandello e Paz ganharam somente três na minha avaliação, e Jelinek apenas uma (A pianista me incomodou profundamente).

Sigo na minha meta de conhecer mais autores premiados. Além de expandir meus horizontes literários, quero tentar achar uma linha que conecte todos esses escritores e tentar entender o mérito da premiação como um todo. No processo, percebo quão subjetiva é a avaliação das obras. Pergunto-me o que é arte e o que faz do escritor um artista?

Imagem de looking4poetry, sob licença Creative Commons.

A Salzburg de Mozart e da Noviça Rebelde

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Continuando a série sobre a viagem à Europa em março de 2014, chegamos em Salzburg, na Áustria, depois de 4 dias hospedados em Munique. Foi uma viagem de umas 2 horas de carro.

Salzburg fica no caminho de Viena (a capital austríaca), e como parecia ter bastante atrações, resolvemos ficar pelo menos duas noites por lá. Depois de acharmos nosso hotel (Best Western) e guardarmos as malas, fomos procurar um restaurante e andar pela cidade velha. No primeiro dia (ou melhor, primeira tarde), só comemos e andamos bem pouco pela cidade, passando pela ponte Makartsteg (que já foi invadida pelos cadeados do amor) e pelos jardins do Palácio Mirabell. Meus pais ficaram no hotel com as crianças depois do breve passeio e eu voltei pra explorar a cidade com o marido, até anoitecer.

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Achamos um restaurante típico austríaco, numa das vielas entre os prédios conectados do centro antigo. Aliás, os prédios do centro velho parecem formar um grande um labirinto: são todos coladinhos um no outro, com túneis no nível térreo que conectam as ruelas. Vimos o mesmo estilo de arquitetura em Innsbruck, também na Áustria.

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Na hora do almoço

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— Venham, meninas, é hora do almoço! Desliga essa televisão e senta aqui, filha.

A pequena parece surda. Ignora completamente o pedido da mãe. A mãe repete a ordem diversas vezes até que a filha acorda do transe e obedece.

— Hoje é sopa! Bem gostosa, a tia que fez. Você gosta tanto do caldinho, né Alice?

— Eu queria sopa de feijão com macarrão. Essa sopa é amarela, não gosto — responde a menina torcendo o nariz e fazendo cara de nojo.

— Mas é a comida que temos hoje e você vai comer. Ta vendo como sua irmã está comendo tudo? É pra você ficar forte!

A pequena remexe a colher dentro do pote. A sopa está quente e ela não quer queimar a língua.

Uma colherada. — Tem cenoura! Não gosto de cenoura!

— Não precisa gostar, mas tem que comer. Se não comer tudo não vai ganhar sorvete no parque mais tarde — a mãe ameaça.

Toda refeição é a mesma coisa. A menina não gosta de nada, não come nada! Bem, ela come carne. Essa puxou o pai carnívoro mesmo, ama churrasco. Mas não é todo dia que tem bife.

Ela come algumas colheradas. Separa a ervilha e a cenoura. Come só o caldo. Ainda bem que a tia processou a batata e o frango pra fazer o caldo bem grosso. A menina não pode nem sonhar que tem batata e frango na sopa, senão não vai comer mesmo. Detesta batata.

— Não acredito que fulana está comendo essa sopa! — desembucha a mais velha, querendo contar o segredo da sopa. A mãe lasca um olhar fulminante para a primogênita. — Quer ficar quieta, Laura? — Ela parece não entender porque os olhos da mãe estão tão esbugalhados. Solta um risinho sarcástico. Será o benedito que essa menina não pode ficar quieta e deixar a pequena comer em paz? Já é tão difícil fazê-la comer!

A mãe já terminou o seu pote de sopa. A tia e a mais velha também. O pote da pequena está cheio ainda, mais da metade.

— Vamos lá, filha, termina logo pra gente passear. — A menina aperta a barriga. Ta doendo, mãe, quero ir no banheiro. — Não, Alice, você só vai sair dai quando terminar a sopa. Olha só, todo mundo já acabou, só falta você.

Todo dia é a mesma coisa, no meio da comida, quer levantar e ir no banheiro. — Por que não foi no banheiro antes do almoço? — Outro dia, quando voltou do banheiro, reclamou que a comida estava fria já. Não queria terminar o prato. A mãe forçou a menina a terminar a comida fria mesmo. — Sabe quantas crianças pobrezinhas fariam de tudo pra comer essa comida fria? E vocês aí rejeitando a comida do prato! Nada disso, tratem de comer! — A mais velha fazia cena de vez em quando, mas como já tem mais noção das coisas, já aceita que tem que comer e consegue limpar o prato ainda que contrariada, mas sem muita reclamação. Já a pequena… Chorou, resmungou, fez bico, tromba. Catou os grãos de arroz com as mãos, fazendo pinça dos dedos. Enrolou. A mãe, irredutível. Era um campo de guerra e a mulher não se ia deixar vencer por uma menina de cinco anos. Enfim, raspou o prato, com muita dificuldade.

— Mãe, cadê o frango da sopa? Eu AMO frango! — A mãe olha pra tia, o queixo caído, uma interrogação no olhar. Então ela decidiu gostar de frango hoje? Esse apetite camaleão da pequena ainda vai enlouquecer a mãe de vez. Havia poucos pedaços de frango na panela, foram distribuídos nas outras tigelas já que a mais nova certamente faria careta se visse frango na sua sopa. Com dificuldade, a mãe pescou os poucos pedaços de frango restantes para a filha, tinha que levantar as mãos para o céu que pelo menos o frango ela ia comer.

— Que bom que você quer frango! A mamãe achou mais pra você, quero ver comer tudinho, hein? — A pescaria continua no pote da menina, ainda evitando as ervilhas e cenouras. A sopa já deve estar fria de tanto que ela demora pra comer.

O frango acabou. Mais algumas colheradas do caldo e a menina se deu por satisfeita. — Não quero mais, mãe. — Mais um dia que o pote não ficou vazio. — Se não comer tudo, não tem sobremesa, hein? — a mãe ameaça. Alice franze a testa, faz bico. — Então separa o que eu não vou comer? — ela apela pra negociação de sempre. — Tá bom, mais cinco colheradas e pronto — oferece a mãe. — Cinco é muito. Três. — resmunga a menina. — Então sete, que tal? — a mãe faz a contra-proposta, levantando mais a voz. — Tá bom, cinco — a pequena suspira, levando a colher à boca.

Finalmente, depois de quase uma hora, o pote quase vazio. — Pelo menos ela comeu um pouco, não sei como essa menina sobrevive quando come tão pouco — a mãe desabafa com a irmã. — Não dá nem pra acreditar que era a mesma criança que comia de tudo há uns dois anos. Tomara que seja fase. — A mãe recolhe os pratos e começa a encher a lava-louça. Mais uma batalha quase vencida. Ela suspira, cansada. Hora de se ocupar com a próxima tarefa da casa e não se preocupar mais com o que a filha comeu ou deixou de comer. Até a próxima refeição.

Imagem sob licença Creative Commons.

Passeio bate-e-volta de Toronto: Cataratas do Niagara

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No final de agosto passamos dez dias na costa leste do Canadá, conhecendo várias cidades entre Toronto e Ville de Québec. Desde que mudamos para Vancouver, em 2007, não tínhamos tido a oportunidade de conhecer o lado de lá. Eu já conhecia Toronto, mas não conhecia a parte francesa do país. Meu marido já conhecia também. Ele foi no inverno, fazer curso de inglês, muito antes da gente sonhar em mudar pro Canadá.

Viajar dentro do Canadá é muito caro! Muito mais caro do que pelos Estados Unidos. Quando vimos que tínhamos milhas suficientes pra essa viagem, não pensamos duas vezes. ;)

Nosso primeiro passeio foi nas Cataratas do Niágara. Minha filha mais velha tinha estudado sobre os lagos e os rios da região e queria muito conhecer as quedas. Pra mim, foi um momento muito especial retornar àquele lugar depois de 17 anos.

Niagara Falls fica a 130 km de Toronto, dá pouco menos de 2 horas de viagem, e é um passeio pro dia todo. Do outro lado da ponte fica os Estados Unidos, o estado de New York.

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De dentro do prédio, temos a vista de cima das quedas. E lá de dentro você pode descer num túnel que chega bem do ladinho das águas. Eles distribuem capas de plástico pra você não se encharcar todo. Dessa vez optamos pelo passeio do barco em vez de descer o elevador pra ficar perto das cataratas.

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Esse barco aí, ó. Ele chega bem pertinho e você acaba se molhando muito, mesmo com a capa de plástico. Essa névoa é a própria água que cai com uma violência absurda. Não tem como ficar seco.

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Fizemos o passeio com o Hornblower Niagara. $20 dólares por adulto e $13 dólares por criança. O passeio dura uns 20 minutos e vale cada centavo. Estava tão quente nesse dia que eu nem liguei de me molhar!

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Falei que eu tinha ido lá em 97, né? Minha irmã trouxe o HD dela cheio das fotos que minha mãe escaneou dos nossos álbuns!

Era verão também, julho de 97, eu tinha 18 aninhos e já era a fotógrafa oficial da família. Consegui até pegar o arco-íris!

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Eu e minha irmã acima. Adoro essa foto! Eu tinha ela pendurada no meu mural de cortiça no meu quarto de solteira.

Naquela vez a gente subiu na torre e tivemos essa vista privilegiada do alto.

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Fast forward 17 anos, e cá estamos nós de novo! :)

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Garimpando a rede #11 (edição Blog Day 2014)

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Ontem, 31 de agosto, foi o dia do blog! A galera do Rotaroots, um grupo que foi criado para resgatar a blogosfera das antigas, lançou uma blogagem coletiva no dia do blog pra gente indicar os blogs que curtimos em três categorias: blogs que não saem do meu feed, blogs que eu conheci no Rotaroots e blogs para sair da rotina. Eu vou fazer uma pequena alteração na proposta, porque meu hábito de ler blogs mudou muito desde que comecei a blogar pra cá. Faz anos que eu não consigo zerar meu leitor de feeds! Não leio mais com tanta frequência, e meus interesses são tão diversos, que não consigo apontar blogs preferidos mais. Entretanto, ao fazer minha seleção, percebi que a maioria dos blogs que ando curtindo nesse momento são relacionados com viagens e brasileiros expatriados.

Aqui está minha seleção de blogs “revelação”, digamos. Blogs que conheci recentemente e me cativaram demais. Tanto que a maioria acabou entrando no meu Feedly. :) E outros que são conhecidos meus de longa data, e também estão marcadinhos pra visitar sempre. Escolhi um post específico de cada blog, no estilo usual do Garimpando a rede.

Morar fora: passo a passo para mudar de país – Pequenos Monstros
Um casal aventureiro que mora na Alemanha fez esse guia detalhado sobre morar fora do Brasil, desde a escolha do lugar, passando pela documentação necessária, custos, até você se adaptar no novo país. Muito útil para qualquer um que queira dar o primeiro passo para mudar sua vida radicalmente. O design do blog é bem moderno, super bem feito, e as fotos são de babar.

Cuidado: suas viagens de férias podem estar te enganando! – FÊliz com a vida
A Fê fez o que muita gente queria fazer e não tem coragem: jogou uma carreira pela janela e foi explorar o mundo. Seus posts são sempre contemplativos, daqueles que fazem a gente parar e pensar na vida. Neste post específico ela desmitifica aquela sensação que a gente tem que os destinos de férias seriam ótimos lugares para se viver. (Bem, no meu caso até se provou verdade!).

Conhecendo Newfoundland: Parte 2 – Like a new home
Lembram que eu falei que queria conhecer Newfoundland e Labrador, lá na costa leste do Canadá? Pois a Adriane foi lá! Depois de ver as fotos do lugar, me diz se não é um lugar apaixonante que dá vontade de pegar o avião na mesma hora? A Adriane também mora no Canadá, como eu.

Blogs de expatriados pelo mundo – Paula Abrahao
A Paula é outra brasileira que mora fora do Brasil, na Holanda. (Acho que já deu pra perceber que adoro conhecer outros brasileiros espalhados pelo mundo, né?). Ela fez uma lista de outros expatriados que têm blog. Além do conteúdo, o design e a fotografia também me chamaram muita atenção no blog dela.

Sunday links #15 – Teoria Criativa
Nem sei como descobri o blog da Gabriela, outra amante de viagens e livros. Vou fazer um metagarimpo agora, indicando o post de seleção de links da Gabi, que eu curto demais porque descubro muitas outras coisas bacanas espalhadas pela internet. Mas não deixem de conferir na lateral do blog os destaques das viagens dela!

Curiosidades sobre as universidades canadenses – Gaby no Canadá
Pra quem quer saber como é estudar numa universidade aqui no Canadá. A maioria das coisas que a Gaby observou em Toronto eu percebi em Vancouver também.

Sou estrangeira – China na minha vida
A Christine explicou direitinho como é se sentir estrangeiro num país desconhecido. E no caso dela o estranhamento ainda é maior, porque a cultura chinesa é tão diferente da ocidental. O blog dela abre portas para um mundo totalmente desconhecido nosso, encantador.

1001 pessoas que conheci antes do fim do mundo
Fiquei vidrada no projeto da jornalista Aline Vieira! Ela escreve um textos sobre pessoas que cruzam o seu caminho, sejam conhecidos de muitos anos ou simplesmente pessoas com quem tem breves encontros na rua. Sensacional!

Todas as histórias são sobre nós – Minha vida como ela é
A Ana Luísa também curtiu o projeto das 1001 pessoas da Aline. Nesse texto ela filosofa sobre como todas as histórias sobre os outros na verdade são sobre nós mesmos. Já indiquei o blog Minha vida como ela é em outra ocasião e volto a indicar porque os textos da Ana são deliciosos de ler.

10 filmes para você assistir com alguém que você goste – Dele e dela
Eu adoro filmes romanticozinhos. Curti muito a lista da Isabela e do Felipe. Alguns eu já vi, mas nem todos. O blog do casal é super descontraído e bem bacana. Adorei o projeto deles de conhecer um restaurante por semana em São Paulo.

Se você quer mais indicações de blogs que eu curto, confira os links na lateral do blog. (Aliás, blogueiros, é impressão minha ou o blogroll está entrando em extinção? Não encontro mais em vários blogs). Tem muita gente querida que ficou fora dessa lista, mas não fora dos meus favoritos! Vocês sabem quem são. ♥ ♥ ♥

Agora é sua vez: indique nos comentários um outro blog que você curte. Adoro conhecer blogs novos!

Feliz dia do blog atrasado pra vocês!

Imagem da montagem no Flickr sob licença Creative Commons.

Tem coisa melhor que começar a trabalhar já entrando de férias?

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Uma das coisas mais bacanas aqui no Canadá é que as empresas respeitam os compromissos previamente marcados dos novos funcionários. :) Amanhã estamos indo pra costa leste do país, viagem que já estava marcada desde fevereiro deste ano. Ninguém torceu o nariz no meu trabalho quando eu disse que estaria ausente por 10 dias em agosto. São vários os casos que já ouvimos de gente que começou trabalho novo e logo viajou, antes de completar o primeiro ano de trabalho. No meu caso, meu trabalho é on-call, ou seja, é só para cobrir faltas e férias dos funcionários regulares, então já é flexível mesmo. Mas essa flexibilidade também acontece em casos de trabalho em expediente normal.

Falando de trabalho, ainda estou em treinamento. Estou adorando todas as novidades, apesar de estar ainda bem perdida. É tanta informação, tanto detalhe, que ainda não me situei direito. Acho que só quando começar a trabalhar pra valer, atendendo o público, é que vou ver o que é ser bibliotecária de fato. Mas sou imensamente grata pela porta aberta na minha vida. E ainda mais por ser tão flexível. Vou trabalhar pouco, é verdade (e, consequentemente, ganhar pouco), mas era isso que buscava pra mim neste momento, quando as meninas ainda estão pequenas e precisam de mim por perto. Sem falar que ainda vou ter tempo de trabalhar nos meus projetos pessoais. Não tenho do que reclamar das bênçãos que temos recebido de Deus ultimamente! :)

Enfim, deixa eu ir lá fazer as malas. O leste do Canadá nos espera!

Até a volta!

Imagem sob licença Creative Commons.

30 dias escrevendo

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Hoje (8 de agosto) é o trigésimo dia em que escrevo diariamente por pelo menos 15 minutos. Faltam só 15 minutos para eu riscar mais um item da minha lista de 101 coisas!

Eu me impus esta meta para tentar criar o hábito de escrever todos os dias. Afinal, um escritor tem que escrever. E eu nunca tinha levado a atividade muito a sério, por mais que soubesse que se não praticasse mais, nunca melhoraria. Não que eu esteja escrevendo melhor, não é isso. Mas pelo menos estou escrevendo todos os dias.

Quinze minutos é pouco tempo. Qualquer um pode separar quinze minutos do seu dia para fazer algo que realmente quer fazer. Em quinze minutos eu consigo escrever entre 400 palavras. Pode não parecer muito – e realmente não é -, mas todo mundo sabe como a galinha enche o papo. Durante os últimos 30 dias, eu me foquei na tarefa e não furei nenhum dia. Aprendi muito sobre meu hábito de escrita:

1) De manhã é a melhor hora

Eu consigo me dedicar muito mais à escrita logo pela manhã, assim que acordo. Em muitos dias, eu levantava logo que meu marido saía para o trabalho e antes das meninas acordarem. Abria o Evernote (onde faço grande parte dos meus rascunhos) ou o Word antes mesmo de abrir o email. Aliás, fazia o esforço consciente de não checar nada de redes sociais ou emails antes de escrever meus 15 minutos. Acionava o timer e desembestava a escrever. Só parava quando o alarme soava. Às vezes até continuei por mais tempo.

Tiveram dias em que eu não pude escrever logo ao acordar. Umas quatro ou cinco vezes eu deixei pra fazer já de noite, antes de dormir. Foram meus piores textos. A cabeça já estava cansada, a inspiração já tinha ido pras cucuias faz tempo, assim como minha energia. Mas eu me obrigava a escrever só pra não furar a meta dos 30 dias consecutivos escrevendo. (Eu tinha começado no dia 23 de junho, e tive que recomeçar do zero porque furei no décimo dia da primeira tentativa).

2) Inspiração é lenda

Estou aprendendo que essa coisa de estar inspirado pra escrever é conto da carochinha. Claro, que é ótimo (e, preferível, no meu caso) escrever quando a gente sente aquela vontade e está cheio de ideias. Mas, muitas vezes eu sentava na frente do computador e não fazia a mínima ideia do que ia escrever. Fuçava minha lista de pautas para o blog, escolhia uma, e começava a rascunhar qualquer coisa que fosse. A maioria das vezes saía algo que prestava. Mas alguns dos textos foram feitos puramente como exercício, e provavelmente serão deletados muito em breve.

3) É preciso praticar a escrita

Para se escrever bem, deve-se praticar como qualquer outra atividade. E vicia, como qualquer outra atividade. Quanto mais você faz, mais você quer fazer. Mais, e melhor.

4) Explorar projetos novos

Esta foi uma ótima oportunidade para eu começar um projeto novo que bolei tem pouco tempo. Não quero falar muito sobre este projeto ainda, mas com certeza vou divulgar aqui assim que terminar, ou quando ele estiver mais estruturado.

5) Permissão para escrever mal

Tem sido ótimo poder escrever rascunhos bem soltos, sem me preocupar se o texto está bom ou não. Principalmente nesse projeto novo que estou trabalhando. Eu costumo ser bem crítica dos meus textos (de tudo que faço, pra falar a verdade). Sempre ouvia outros escritores dizendo que é necessário desligar o editor interno quando estamos apenas escrevendo o rascunho bruto, mas nunca tinha conseguido fazer isso. Agora, estou bem mais tranquila e a escrita flui bem mais facilmente. Coloco na cabeça que são só 15 minutos. Despejo todas minhas ideias da forma mais coerente que eu posso, mas não fico voltando pra corrigir estrutura, nem a linha de raciocínio do parágrafo. Sai tudo bem natural mesmo. Quando eu terminar o rascunho bruto, aí sim vou voltar pro texto todo e editar, corrigir e alinhar o que estiver fora do lugar.

6) Não importa o meio

Na maioria das vezes eu escrevia no computador, mas em alguns dias – principalmente quando eu não escrevia pela manhã – eu pegava o caderno mesmo e escrevia à mão. (Engraçado, percebo que já estou desacostumada a escrever muito à mão. Depois de um certo tempo, meu pulso começa a doer). Em algumas ocasiões, eu escrevi até mesmo no celular, dentro do carro, quando estava na rua e sabia que não ia ter tempo de escrever em casa.

(Atualização no dia 12 de agosto)

Foi só eu terminar o prazo dos 30 dias consecutivos de escrita, que eu abandonei o hábito. Na verdade, ainda tenho escrito nos últimos dias, mas sem cronômetro, sem alarme, e não todos os dias. Talvez eu devesse retomar o compromisso dos 15 minutos diários. Senão o tal projeto novo não fica pronto nunca.

Imagem sob licença Creative Commons.