Quer um bolo personalizado pra sua festa?

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Não é pra babar de orgulho dessa irmã talentosa que eu tenho?

Mês passado eu finalmente terminei o site dela: www.terezacristinabolos.com.br. Levou quase um ano pra ficar pronto! Não que o site fosse super complexo, eu que não tive tempo de terminar antes, pra variar. Mas, enfim, terminei. Tá lá o site lindinho com amostras do trabalho lindo que a Cris tem feito.

E não é porque é minha irmã não, gente. Quer dizer, é também, né? ;) Mas, olha, os bolos dela são maravilhosos. Sério! São lindos e gostosos. Eu provei novamente dessa última vez que fui no Rio. Tudo que era sobrinha de bolo, ela fazia um tipo de pavê pra gente comer de sobremesa, que era tudibão.

IMG_3449 2-2Você pensa que fazer um bolinho assim decorado é fácil? É não! Eu até a ajudei quando estava lá, colando bolinhas microscópicas de açúcar ao redor desse bolo para uma festa de bodas de ouro, que vou te dizer, viu? Levamos umas duas horas só colando aquelas bolinhas! Trabalho pra quem tem paciência de Jó.

Eu já falei que o bolo dela é divino?

Então, já sabe, se você é do Rio e estava procurando alguém que fizesse bolo pra sua festa, não precisa procurar mais. Fala com a Cris.

O Conta outra vez voltou!

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No ano passado eu comecei um outro blog com mais três amigas, sobre literatura infantil. Com a correria da vida, acabamos deixando o blog de lado por quase um ano. Me deu vontade de retomá-lo agora e já escrevi meu primeiro post dessa nova temporada.

Espero vocês por lá pra gente falar sobre livros para crianças, ok?

contaoutravez.wordpress.com

Garimpando a rede #4

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Rio de Janeiro, centro da cidade

Not just a girl – Jaime Moore Photography (via Mãederna)
Em inglês. Uma fotógrafa americana fez um ensaio para comemorar os 5 anos da filha. Em vez de vesti-la de princesa da Disney ou Barbie, ela fantasiou a menina de mulheres reais que mudaram a história americana. Uma peça de reflexão para todas as mães: quais são os valores que estamos passando aos nossos filhos?

Os rituais diários de grandes escritores – Revista Época (via Fernanda)
A Fernanda me indicou esse link super bacana sobre um livro que conta os hábitos de escrita de escritores famosos e clássicos. Mas eles não viviam numa época com tantas distrações, né? E nem tantas facilidades também. Escreviam na mão mesmo. Enfim, sem divagações. Achei a matéria bacana e fiquei com vontade de ler o livro.

A derrota do feminismo no Facebook – Revista Serrote (via Flavia)
Se você entrar numa rodinha de mães, na certa vai ouvi-las falando sobre filhos. Parece que é o único papo que a gente tem, né? Esse texto faz uma crítica a essa cultura onde a mãe suprime sua própria identidade em favor das dos filhos. É como se ela não tivesse vida própria. Boa reflexão.

Mania de dica
Um site cheio de dicas de produtos e serviços pra todos os gostos: restaurantes, beleza, crianças, decoração, moda, bem-estar.

Procrastinação não é lerdeza – Revista Biblioo
Ufa, ainda bem que não sou só eu!

Design seeds
Será que verde abacate combina com roxo repolho? Se você é um entusiasta de design como eu e tem dúvidas sobre a combinação de cores, o Design Seeds vai te ajudar com diversas paletas de cores.

iPad família
Dicas de aplicativos para crianças.

Como funciona o sistema eleitoral no Canadá

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Esta semana eu votei pela primeira vez como cidadã canadense.

Na terça tivemos eleições provinciais em British Columbia, pra escolher o governador da província. Na verdade, não escolhemos o governador diretamente, mas sim o Membro da Assembleia Legistativa (algo semelhante com o Deputado Estadual no Brasil). O líder do partido que obtiver maioria na Assembleia Legistativa é eleito governador.

O sistema político do Canadá é de democraria parlamentar. Não temos presidente, mas sim Primeiro-Ministro, que também é eleito da mesma forma que o governador: pela maioria de Membros do Parlamento. A eleição federal acontece a cada 4 anos, na terceira segunda-feira de outubro.

As eleições provinciais não acontecem todas no mesmo dia. Cada província tem autonomia para legislar, inclusive sobre questões de eleição. Em British Columbia, as eleições provinciais acontecem a cada 4 anos na segunda terça-feira de maio.

Aqui não tem título de eleitor. Quando nos tornamos cidadãos, preenchemos um formulário autorizando o cadastro como eleitores. Votar é facultativo aqui no Canadá, ninguém é obrigado a votar. Há umas 2 semanas, recebemos um cartão amarelo pelo correio indicando o local, data e horário da eleição. Você só precisa levar identidade que comprove sua residência (a carteira de motorista serve pra isso). Os eleitores podiam votar antecipadamente (durante a semana anterior ao dia oficial das eleições) em locais específicos, e na terça-feira, as zonas eleitorais ficaram abertas o dia todo até 8 da noite. Achei legal isso porque dá a chance pra quem trabalha votar quando chegar em casa ainda.

Aqui também não tem propaganda política na televisão. A campanha eleitoral é até bem curta, o mínimo obrigatório são 30 dias. Os candidatos espalham cartazes pela cidade e panfletos nas caixas de correio. E só. Uma candidata aqui da minha região bateu na minha porta tem uns 2 meses. Pra pedir voto, claro! Isso nunca tinha me acontecido no Brasil!

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Como disse, só votamos no Membro da Assembleia Legislativa. E cada região/bairro tem apenas um candidato por partido. Aqui em BC, eram basicamente 4 partidos que estavam na disputa. Em algumas regiões havia somente 3 candidatos. Na minha cédula de votação, tinha apenas o nome dos 4 candidatos da minha região (que era basicamente a cidade toda, que é pequena).

Ah, sim, a votação aqui é manual. Eu nunca tinha votado manualmente na vida! :) A minha primeira votação aos 18 ou 19 anos (não lembro mais!) já foi eletrônica.

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Voltando ao processo eleitoral. Se você quiser que determinado candidato seja governador, tem que votar no “deputado estadual” do mesmo partido, para que o candidato a governador (o líder do partido) tenha mais chances de vencer.

Quem venceu foi a atual governadora, do partido Liberal, Christy Clark. O mais interessante foi que ela perdeu a eleição no seu bairro/região. Ela também era candidata à Assembleia Legislativa, mas um candidato de outros partido (NDP) ganhou na sua região. Ainda assim, como o partido Liberal elegeu a maioria dos deputados, ela continua como governadora da província pelo  s próximos 4 anos.

Eu não curto muito política pra falar a verdade. Não acompanho como talvez devesse. Mas fui lá cumprir meu dever como cidadã canadense.

Imagens: Vote in BC!, por Dennis Hurd; Voting again, por Jeff Werner; Campaign signs, por Zhu; no Flickr sob licença Creative Commons.

Eu li: Anna e o beijo francês, de Stephanie Perkins

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(fonte)

Eu peguei a indicação desse livro no vídeo da Giu Fernandes sobre dez livros para ler em um dia (não ler dez livros num dia, mas dez livros que, segundo a Giu, dá pra ler num dia. O que eu acho praticamente impossível, diga-se de passagem). Numa das minhas visitas à biblioteca, dei de cara com Anna e o beijo francês e, seguindo minha impulsividade compulsiva, peguei o livro pra ler. Foi a leitura perfeita pra ler depois do soco no estômago que levei com A pianista. Anna e o beijo francês é como sentar num banco de praça e tomar picolé de fruta num fim de tarde de verão. Um simples prazer, ou um prazer simples. Como queira.

anna-french-kissAnna Oliphant é uma americana de 17 anos que vai pra Paris terminar o último ano da escola num internato para americanos contra a sua vontade. Anna não queria deixar sua vidinha pacata em Atlanta, sua melhor amiga Bridgette, seu caso amoroso em vias de se tornar algo mais e seu irmão mais novo. Ao chegar na cidade das luzes, Anna conhece Etienne St. Claire, um inglês lindo e simpático (ela tem quedinhas por britânicos), amigo de todo mundo. St. Claire tem namorada, óbvio. Mas quem disse que Anna tá a fim dele mesmo?

Stephanie Perkins soube descrever direitinho o que se passa na cabeça de uma adolescente apaixonada. Todas as dúvidas (será que ele gosta de mim? Ele estava me olhando agora? Por que ele iria gostar de alguém como eu?) e anseios tão naturais nessa fase da vida são explorados através da voz de Anna, em primeira pessoa. Eu me pegava sorrindo durante a leitura, relembrando das minhas paixonites de adolescente. As descrições das angústias e sentimentos são per-fei-tas de tão reais. O que não foi muito real, pra mim, foi o garoto estar a fim dela também (opa, spoiler!). Na vida real, isso nunca acontece, né meninas? É sempre aquela coisa de amor platônico que nunca se realiza. ;)

A relação de Anna e St. Claire se desenvolve ao longo do ano escolar. Eles estão na mesma turma e têm outros amigos que compõem a turminha de Anna. St. Claire fica naquela de chove e não molha o ano inteiro, tipo amizade colorida. O que deixa Anna doidinha. Ela tenta se convencer o tempo todo de que só é amiga dele, que vai voltar pro seu quase-namorado no final do ano escolar, e que não vai quebrar o coração da sua nova amiga Meredith (todas as meninas têm uma queda por St. Claire).

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(fonte)

Em muitos momentos, a narrativa em primeira pessoa me pareceu limitada. Eu queria muito saber o que se passava na cabeça do St. Claire. Tudo é revelado no final, claro, mas eu fiquei curiosíssima durante o resto da leitura pra saber como ele se sentia e saber a sua versão sobre seus sentimentos. Mas o carinha é o amigo perfeito, sabe? Super compreensivo, apaziguador, popular, lindo. Aquele que é pra casar.

Logo que Anna chega na cidade, ele a leva pra conhecer Paris e a leva para catedral de Notre Dame, onde tem um marco zero. “É o início de tudo,” disse ele pra Anna, logo nas primeiras páginas do livro. Ali mesmo a leitora já se derrete toda (leitor homem não vai se derreter, né?). No feriado de Ação de Graças, quando todos alunos voltam pra casa pra comemorar com suas famílias, Anna e St. Claire ficam no alojamento da escola e dormem juntos, como amigos, claro. Palpitações fortes e suor frio definem.

O final é previsível, claro. Final feliz pra todo mundo, não sem muitos desentendimentos e brigas com diversos outros personagens, inclusive os protagonistas. O livro não é nada apimentado, pra quem tá curioso pra saber. A autora só alude aos sentimentos e à sexualidade dos personagens, sem chegar às vias de fato. O amor em Anna é bem inocente, juvenil. Anna e o beijo francês também explora o tema das amizades, ciúme, inveja, rixas de escola, maturidade e independência.

Outro aspecto com o qual eu me identifiquei demais foi a experiência de Anna vivendo num país estrangeiro, a dificuldade de adaptação à uma nova cultura e um novo idioma, que ela não dominava. O estranhamento da sua própria cultura depois que ela se acostuma com o jeito de viver francês e volta para a Georgia no Natal. Sentimentos tão intensos e contraditórios, tão comuns a quem vive fora do seu país.

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(fonte)

Fiz uma pesquisinha básica sobre a autora, que é bibliotecária também, vejam só! Adorei vasculhar o blog dela, onde ela comentou sobre como fez a pesquisa para escrever o livro (ela nunca foi a Paris!). Fiquei ainda mais inspirada pra continuar o meu livro, porque o dela também foi um processo longo. Ela já publicou outros dois livros da “série”. Não é como uma continuação do primeiro livros, mas são livros com tema semelhante, que explora as descobertas amorosas de adolescentes. Não sei se vou ler os outros. Talvez. Eu gosto de alternar livros mais complexos com livros mais leves.

Eu recomendo a leitura de Anna e o beijo francês. Pra todas vocês que sentem nostalgia daquele tempo gostoso, das confissões escritas em caderninhos, dos cochichos e risinhos com amigas, de sentir frio na barriga quando o gatinho da escola passava por perto. Esse livro vai te fazer sorrir ao reviver todos esses sentimentos.

PERKINS, S. Anna and the French kiss. New York: Dutton, 2010.
Goodreads | Stephanie Perkins